Pré-história

É período da História humana que antecede a escrita, tempo compreendido deste o aparecimento do Homem no planeta até a invenção da escrita, por volta de 3500 anos antes de Cristo. Podemos dividir o período em 3 fases:
• PALEOLÍTICO: onde o Homem vive em pequenos grupos nômades (migram de um lugar para o outro em busca de alimentos) em busca de sua subsistência através da caça, pesca e coleta de frutas e raízes.
• NEOLÍTICO: é considerada uma fase de intensa transformação no modo de vida, em especial porque o Homem passa a dominar a Agricultura e a Domesticar os animais, possibilitando sua fixação em único lugar (sedentarização), pois com essa mudança passa a ter o controle sobre a produção de alimentos. O aperfeiçoamento tecnológico na produção dos utensílios proporciona a formação de excedentes produtivos (sobra de alimentos), propiciando a separação entre o trabalho manual (camponeses e artesãos) e trabalho intelectual (administradores da produção, responsáveis pela escrita e contabilidade)
• IDADE DOS METAIS: período onde se iniciou o uso dos metais no fabrico dos utensílios. Fase da Revolução Urbana, onde as aldeias transformaram-se em grandes aglomerados humanos (cidades) e do aparecimento das primeiras civilizações, com uma organização social mais complexa.

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Mesopotâmia

Introdução
A palavra mesopotâmia tem origem grega e significa ” terra entre rios”. Essa região localiza-se entre os rios Tigre e Eufrates no Oriente Médio, onde atualmente é o  IraqueE sta civilização é considerada uma das mais antigas da história.

Vários povos antigos habitaram essa região entre os séculos V e I a.C. Entre estes povos, podemos destacar : babilônicos, assírios, sumérios, caldeus, amoritas e acádios. Vale dizer que os povos da antiguidade buscavam regiões férteis, próximas a rios, para desenvolverem suas comunidades. Dentro desta perspectiva, a região da mesopotâmia era uma excelente opção, pois garantia a população:  água para consumo, rios para pescar e via de transporte pelos rios. Outro benefício oferecido pelos rios eram as cheias que  fertilizavam as margens, garantindo um ótimo local para a agricultura.
No geral, eram povos politeístas, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza. No que se refere à política, tinham uma forma de organização baseada na centralização de poder, onde apenas uma pessoa ( imperador ou rei ) comandava tudo. A economia destes povos era baseada na agricultura e no comércio nômade de caravanas.

Sumérios
Este povo destacou-se na construção de um complexo sistema de controle da água dos rios. Construíram canais de irrigação, barragens e diques. A armazenagem da água era de fundamental importância para a sobrevivência das comunidades. Uma grande contribuição dos sumérios foi o desenvolvimento da escrita cuneiforme, por volta de 4000 a.C. Usavam placas de barro, onde cunhavam esta escrita. Muito do que sabemos hoje sobre este período da história, devemos as placas de argila com registros cotidianos, administrativos, econômicos e políticos da época.
Os Sumérios, excelentes arquitetos e construtores, desenvolveram os zigurates. Estas construções eram em formato de pirâmides e serviam como locais de armazenagem de produtos agrícolas e também como templos religiosos. Construíram várias cidades importantes como, por exemplo: Ur, Nipur, Lagash e Eridu.

história da escrita Placa de argila com escrita cuneiforme

Babilônios
Este povo construiu suas cidades nas margens do rio Eufrates. Foram responsáveis por um dos primeiros códigos de leis que temos conhecimento. Baseando-se nas Leis de Talião ( ” olho por olho, dente por dente ” ), o imperador de legislador Hamurabi desenvolveu um conjunto de leis para poder organizar e controlar a sociedade. De acordo com o Código de Hamurabi, todo criminoso deveria ser punido de uma forma proporcional ao delito cometido.
Os babilônios também desenvolveram um rico e preciso calendário, cujo objetivo principal era conhecer mais sobre as cheias do rio Eufrates e também obter melhores condições para o desenvolvimento da agricultura. Excelentes observadores dos astros e com grande conhecimento de astronomia, desenvolveram um preciso relógio de sol.
Além de Hamurabi, um outro imperador que se tornou conhecido por sua administração foi Nabucodonosor II, responsável pela construção dos Jardins suspensos da Babilônia (que fez para satisfazer sua esposa) e a Torre de Babel (zigurate vertical de 90 metros de altura). Sob seu comando, os babilônios chegaram a conquistar o povo  Hebreu  a cidade de Jerusalém.

Assírios
Este povo destacou-se pela organização e desenvolvimento de uma cultura militar. Encaravam a guerra como uma das principais formas de conquistar poder e desenvolver a sociedade. Eram extremamente cruéis com os povos inimigos que conquistavam. Impunham aos vencidos, castigos e crueldades como uma forma de manter respeito e espalhar o medo entre os outros povos. Com estas atitudes, tiveram que enfrentar uma série de revoltas populares nas regiões que conquistavam.

O zigurate era uma espécie de templo construído pelos assírios, babilônios e sumérios, povos da Antiga Mesopotâmia.

Esta construção tinha o formato de uma pirâmide, porém com a presença de espécies de degraus. Os zigurates possuíam de 3 a 6 andares. Eram construídos de pedra ou de tijolos cozidos ao Sol. A entrada era feita através do topo do templo, sendo que o acesso ocorria através de uma rampa espiralada, construída nas paredes externas do zigurate.

Sua função religiosa era muito importante, pois os antigos mesopotâmicos acreditavam que os zigurates serviam de morada para os deuses. Através destas construções, acreditavam que os deuses estariam mais perto da sociedade. Logo, somente os sacerdotes poderiam acessar as partes internas do zigurate.

Curiosidade:

- A “Torre de Babel” era, na verdade, um zigurate vertical de aproximadamente 90 metros de altura. Foi construído durante o reinado do imperador babilônico Nabucodonosor II.

amurabi foi o sexto rei babilônico da primeira dinastia. Nasceu por volta de 1810 a.C. e morreu em 1750 a.C. (também data aproximada). O reinado de Hamurabi durou 58 anos e foi de 1792 a.C. até 1750 a.C.

Principais realizações de Hamurabi:

- Criação do Código de Hamurabi (conjunto de leis que foi implantado na Babilônia e nas regiões conquistadas).

- Conquistou a Acádia e a Suméria.

- Conquistou e anexou ao império a cidade mesopotâmica de Eshnunna.

- Implantou no império normas eficientes de administração.

República Velha I

1 - Diferentes projetos republicanos:

República Positivista: centralização política nas mãos do presidente. Postura predominante entre os militares. Prevaleceu entre 1889 e 1894, durante a chamada República da Espada.

República Liberal: federalismo descentralizado com grande autonomia para os estados. Postura predominante entre os cafeicultores paulistas. Prevaleceu entre 1894 e 1930, durante a chamada República Oligárquica.

República Jacobina: formação de uma república com forte participação popular e favorável a criação de medidas com alcance social. Postura predominante entre setores da classe média urbana que não chegou a se concretizar.

2 - República da Espada (1889 – 1894):

Período em que o Brasil foi governado por dois presidentes militares: Mal. Deodoro da Fonseca (1889 – 1891) e Mal. Floriano Peixoto (1891 – 1894).

O Governo Mal. Deodoro da Fonseca (1889 – 1891):

Fase provisória:

Cancelamento de instituições imperiais.

Decretos.

Separação entre Igreja e Estado (criação do casamento civil).

Grande naturalização.

Eleições para Assembléia Constituinte.

Encilhamento (Rui Barbosa):

Objetivo – industrialização.

Meios – emissão monetária.

Conseqüências – crise econômica, inflação, especulação financeira.

A constituição (1891):

República Federativa com autonomia para os estados.

3 poderes: executivo, legislativo (bicameral) e judiciário.

Voto universal masculino (excluindo-se mulheres, menores de 21 anos, analfabetos, mendigos, padres e soldados);

Voto aberto.

Eleições diretas (excetuando-se a primeira eleição presidencial, vencida por Deodoro).

Fase Constitucional (1891):

Atritos entre o presidente (avesso à idéia de democracia ou oposição) e o parlamento (controlado majoritariamente por cafeicultores desejosos de maior descentralização política).

Nov/1891 – Deodoro fecha o congresso e decreta Estado de Sítio.

Reação de diversos setores contra o gesto do presidente: cafeicultores, setores do exército, greve de trabalhadores da Estrada de Ferro Central do Brasil e marinha .

ü Deodoro renuncia.

O governo Mal. Floriano Peixoto (1891 – 1894):

Consolidador da República (apelidado de “Mal. de Ferro” devido a firmeza de suas atitudes em relação a seus opositores);

Medidas populares no RJ (apoio popular): redução de aluguéis, construção de casas populares, destruição de cortiços e eliminação de imposto sobre a carne para baixar o preço;

Crise inicial pela posse: “Manifesto dos 13 generais”;

Revolução Federalista (RS 1893 – 1895):

ü PRR – Júlio de Castilhos: “castilhistas” ou “pica-paus”, defensores de uma república positivista ultra-centralizada.*

X

ü PF – Gaspar Silveira Martins: “maragatos”, defensores de maior autonomia para o poder legislativo e descentralização política. Alguns eram antigos membros do partido liberal durante a monarquia, por isso, eram identificados como partidários da monarquia.

ü Floriano apóia o PRR de Júlio de Castilhos;

ü Revolta também conhecida com “Revolução da Degola”.

ü

ü Revolta da Armada (RJ 1893):

ü novamente a marinha se opõe ao presidente e ameaça bombardear o RJ. Floriano compra navios dos EUA e reprime os revoltosos. Os revoltosos da armada chegaram a se unir aos federalistas do RS. Ambos foram derrotados.

República Velha II

República Oligárquica (1894 – 1930):

OLIGARQUIA = Governo de poucos.

Período em que o Brasil foi controlado por cafeicultores da região sudeste, especialmente de SP e MG. No âmbito regional, outras oligarquias ligadas ao setor rural estavam no poder.

3.1 Estrutura Política:

Política do Café-com-Leite:

Oligarquias de SP e MG (as duas mais poderosas do país) alternavam-se na presidência da República.

Oligarquias menos expressivas apoiavam o acordo em troca de cargos ou ministérios, como por exemplo o RS, BA, RJ, entre outros.

Política dos Governadores: acordo firmado entre o presidente (a partir do governo de Campos Sales 1898 – 1902) e os governadores estaduais que previa o apoio mútuo e a não interferência de ambos em seus governos. Assim, o presidente conseguia os votos dos estados para a continuidade de seus projetos e em troca, não interferia em disputas de poder local das oligarquias.

Coronelismo: poder local dos coronéis. Coronel era o nome pelo qual os latifundiários eram conhecidos. Usavam seu prestígio pessoal para arregimentar votos em troca dos quais obtinham financiamentos do governo ou obras infra-estruturais como barganha política. Quanto maior o “curral eleitoral” (número de eleitores que o coronel podia controlar) do coronel, maior o seu poder

Fraudes eleitorais ou manipulação de resultados:

Clientelismo – voto em troca de pequenos favores ou “presentes”.

Voto de Cabresto – voto a partir de intimidações pessoais.

Manipulação de dados com votos repetidos e/ou “criação” de eleitores fantasmas.

“Degola” política em caso de vitória de opositores: não reconhecimento e titulação da vitória por parte da Comissão Verificadora de Poderes.

Estrutura Econômica:

Café: principal produto (agroexportação).

Convênio de Taubaté (1906):

Plano de valorização artificial do café;

Governo comprava os excedentes de café e estocava.

Diminuindo a oferta do produto, seu preço mantinha-se estável.

O governo contraía empréstimos para comprar esse excedente.

Cobrava-se impostos para equilibrar as contas do governo e honrar compromissos.

O país se endividava e ampliava sua dependência com o exterior.

O governo almejava vender o estoque de café quando a procura aumentasse, no entanto, isso nunca ocorria, então o café estragava e o governo amargava prejuízos.

O bolso dos cafeicultores estava salvo.

Borracha:

Importante entre 1890 e 1910 (aproximadamente).

Utilizada na fabricação de pneus (expansão da indústria automotiva).

Extraída na região Norte (PA e AM).

Decadência associada a produção inglesa em suas colônias asiáticas.

Indústria:

Impulsionada pela I Guerra Mundial (1914 – 1918).

Substituição de importações (dificuldade de importar dos países em guerra).

Capitais acumulados decorrentes do café.

Basicamente na região Sudeste

Entrada de um grande número de imigrantes (disponibilidade de mão-de-obra).

Impulso aos centros urbanos.

Bens de consumo não duráveis.

A Política Externa durante a República Velha:

Barão do Rio Branco – principal responsável pela política externa brasileira no período.

A questão de Palmas (1893 – 1895):

Disputa de BRA e ARG pela antiga região missioneira, no atual estado de Santa Catarina.

BRA tem ganho de causa com aval dos EUA.

Questão do Amapá (1900):

BRA e FRA disputavam a região fronteiriça entre o estado do Amapá e a Guiana Francesa.

BRA tem ganho de causa com arbítrio da Suíça e incorpora definitivamente toda a região a leste do Rio Oiapoque.

Anexação do Acre (1903):

Interesse na extração do látex.

Atritos entre seringueiros brasileiros e bolivianos.

BRA compra a região da Bolívia pelo valor de 10 milhões de dólares (Tratado de Petrópolis).

Bolívia recebe em troca do território área que lhe dava acesso ao Rio Madeira, e, portanto ao Oceano Atlântico.


Grécia Antiga


1 – CARACTERÍSTICAS GERAIS:

Território acidentado;

Desenvolvimento do comércio e navegação;

Descentralização política (Cidade-Estado);

Modo de produção escravista;

Contribuições nas artes, ciências e filosofia (formadores da CULTURA OCIDENTAL).

2 – FASES DA HISTÓRIA:

Período Pré-Homérico (2800 – 1100 a.C.) – povoamento da Grécia.

Período Homérico (1100 – 800 a.C) – poemas Ilíada e Odisséia.

Período Arcaico (800 – 500 a.C) – formação da pólis (cidade-Estado).

Período Clássico (500 – 336 a.C) – auge da pólis.

Período Helenístico (336 – 146 a.C) – decadência da pólis/ domínio Macedônico.

3 – PERÍODO PRÉ-HOMÉRICO:

Civilização Creto-Micênica (cretenses + aqueus);

Cretenses: comércio marítimo, talassocracia (poder nas mãos de elite comerciante), escrita silábica (Linear A e Linear B), destaque para as mulheres;

Micênicos: Grécia Continental – aqueus. Conquistaram os cretenses, porém assimilaram alguns de seus valores culturais;

Instalação dos vários povos que formaram a Civilização Grega:

Aqueus, Eólios, Jônios e Dórios (violência);

1ª Diáspora (Ilhas do Mar Egeu e Ásia Menor) – formação de colônias.

4 – PERÍODO HOMÉRICO:

Ausência de registros escritos (poemas épicos Ilíada e Odisséia);

GENOS – Organização básica familiar

Pater = líder;

Hierarquia = parentesco com Pater;

Propriedade coletiva;

Aumento da população dos genos e do consumo resulta em guerras;

União de GENOS = FRÁTRIAS;

União de FRÁTRIAS = TRIBOS;

União de TRIBOS = DEMOS (povo) – base da PÓLIS grega;

Líder: Basileu (rei).

Nova configuração social:

EUPÁTRIDAS (bem nascidos) – melhores terras

GEORGÓIS (pequenos agricultores) – piores terrasTHETAS (marginalizados) – sem terrasNecessidade de terras provoca 2ª diáspora (Mediterrâneo Ocidental) – Magna Grécia e Ibéria.

5 – PERÍODO ARCAICO:

Consolidação das Cidades-Estado (Pólis);

Evolução geral das póleis:

Monarquia – Oligarquia – Tirania – Democracia.

ESPARTA – modelo oligárquico.

Península do Peloponeso;

Sinecismo (união) de tribos dórias;

Militarismo acentuado (cidadãos-soldados; Licurgo);

Espartanos ou esparciatas: poder político, religioso e militar (cidadania);

Periecos: povos dos arredores. Estrangeiros, comerciantes e artesãos. Livres mas sem direitos políticos. Submetidos à autoridade dos espartanos.

Hilotas: servos do Estado. Sem direitos políticos e oprimidos pelos espartanos. Camponeses.

ATENAS: modelo democrático;

Ática;

Aqueus + Eólios + Jônios;

Início oligárquico – controle político dos Eupátridas;

9 Arcontes – exército, religião e poder judiciário;

Areópago – controle dos arcontes.

Aumento do comércio redefine classes sociais:

EUPÁTRIDAS

DEMIURGOS (comerciantes e artesãos prósperos)

GEORGÓIS e THETAS (pequenos agricultores e marginalizados em geral)

METECOS (estrangeiros)

ESCRAVOS (povos conquistados)

Reformas políticas para atenuar conflitos;

DRÁCON (621 a.C): primeiras leis escritas (severas);

SÓLON (594 a.C): fim da escravidão por dívidas, divisão censitária da sociedade (4 tribos), BULÉ (400 membros), ECLÉSIA (Assembléia Popular para aprovar leis da Bulé) e HELILEU (tribunal);

PSÍSTRATO, HIPARCO e HÍPIAS (561 – 510 a.C): Tiranos. Obras públicas para gerar empregos e diminuir atritos.

CLÍSTENES (510 a.C) – “pai da democracia”

Redivisão social em 10 tribos;

Bulé ampliada (500 membros);

10 Arcontes – um por tribo;

Eclésia: 6 mil membros, com mais poder;

Ostracismo – afastamento temporário da cidade;

Estabilidade social e progresso.

Mulheres, Metecos e escravos: sem direitos;

Cidadãos: Homens, adultos, filhos de pai e mãe atenienses, nascidos em Atenas.

6 – PERÍODO CLÁSSICO:

Guerras Médicas (490 – 449 a.C);

Gregos* X Persas;

Confederação ou Liga de Delos;

Supremacia naval e financeira de Atenas;

461 – 429 a.C. (séc V a.C.) – Auge de Atenas;

Século de Péricles (Idade de Ouro);

Soldo (Misthoy) para exército;

Cargos públicos remunerados;

Imperialismo com cidades da Liga de Delos;

Transferência de recursos financeiros de Delos para Atenas.

Guerra do Peloponeso (431 – 404 a.C.)

ESPARTA* X ATENAS;

Crise da democracia e das Cidades-Estado gregas;

Breves períodos de preponderância de Esparta e posteriormente Tebas.

7 – PERÍODO HELENÍSTICO:

Domínio Macedônico na Grécia;

Filipe II (359 – 336 a.C.) – domínio da Grécia;

Alexandre (336 – 323 a.C.) – conquistas territoriais amplas (Egito, Fenícia, Palestina, Mesopotâmia e Pérsia), fundação de cidades (Alexandrias);

Após a morte de Alexandre, Império esfacela-se entre disputas de generais;

Helenismo: fusão da cultura grega com oriental;

Artes plásticas – realismo, violência, dor, sensualidade;

Ciências – PTOLOMEU (Geocentrismo) e ERASTÓSTENES (cálculo da circunferência da Terra);

Filosofia – ZENÃO (Estoicismo – aceitação), EPÍCURO (Epicurismo – busca do prazer), PIRRO (Ceticismo – não emitir julgamentos definitivos. Nada é o que parece).

8 – A CULTURA GREGA:

Teatro: tragédias e comédias. Ar livre, utilização de máscaras e coros, atores homens. ÉSQUILO, SÓFOCLES e EURÍPEDES (tragédias) e ARISTÓFONES (comédias);

História: HERÓDOTO (Guerras Médicas), XENOFONTE e TUCÍDIDES (Guerra do Peloponeso);

Poesia: HOMERO (Ilíada e Odisséia), PÍNDARO (Jogos Olímpicos);

Filosofia: TALES, PITÁGORAS, PROTÁGORAS, SÓCRATES, PLATÃO e ARISTÓTELES;

Arquitetura: Estilos JÔNICO (elegância, beleza), DÓRICO (funcionalidade e peso), CORÍNTIO (luxo, riqueza de detalhes);

Escultura: FÍDIAS e MIRÓN

Ciências: TALES e PITÁGORAS (matemática), HIPÓCRATES (medicina);

Brasil Colonial - Primeiros Tempos

CARACTERÍSTICAS GERAIS DO PERÍODO COLONIAL

Colônia de exploração (fornecimento de gêneros inexistentes na Europa).

Monocultura. Agroexportação. Latifúndio. Escravismo.

Pacto Colonial (monopólio de comércio da metrópole sobre a colônia).


2 - O PERÍODO PRÉ-COLONIAL (1500 – 1530):

BRA em 2º plano: comércio com as Índias + ausência de metais preciosos.

Pau-Brasil - Fabricação de tintura para tecidos. Exploração nômade e predatória. Escambo com índios. Incursões estrangeiras (ESP e FRA).

Expedições guarda-costas (fracasso).

Colonização:Medo de perder as terras para invasores.

Decadência do comércio com as Índias.

Esperança de encontrar metais preciosos.

3 - ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DO BRASIL COLÔNIA

As Capitanias Hereditárias:

15 lotes horizontais de terra entregues pelo rei a membros da corte de sua confiança.

Carta de Doação: documento que transferia a posse da terra.

Capitão Donatário – aquele que recebe um dos lotes de terra.

Carta Foral: direitos e deveres dos donatários.Direitos – aplicar a justiça, escravizar índios e doar sesmarias.

Deveres – fundar povoados, cobrar impostos e defender o território.

Privilégios metropolitanos:100% sobre o Pau Brasil.

100% sobre as drogas do sertão. 20% sobre metais preciosos. 10% sobre a produção agrícola.

Motivos para a aplicação deste tipo de organização:POR já havia testado essa forma administração em suas ilhas do Atlântico.

Transferência de despesas para particulares (POR não gastava nada).

Fracasso: falta de recursos e de interesse dos donatários + distância excessiva da metrópole + invasões estrangeiras + ataques de indígenas.

Exceções: Pernambuco e São Vicente.

Os Governos Gerais:

Correção de erros das Capitanias . Centralização Administrativa. Cargos auxiliares: Ouvidor-mor (justiça), Provedor-mor (tesouro – cobrança de impostos), Capitão-mor (defesa).

Tomé de Souza (1549 – 1553): Salvador (capital), doação de sesmarias, criação de engenhos, criação do primeiro bispado do Brasil, vinda de jesuítas;.

Duarte da Costa (1553 – 1558): atritos entre colonos e jesuítas, bispo e governador, atritos com índios, invasão de franceses ao RJ;

Mem de Sá (1558 – 1572): restabelecimento da paz interna e expulsão de franceses do RJ.

As Câmaras Municipais:Instâncias de poder local. Homens bons (homens brancos e ricos proprietários de terra).

As invasões francesas:

Não reconhecimento do Tratado de Tordesilhas. Contrabando e pirataria.

França Antártica (RJ – 1555 – 1567).Fuga de huguenotes perseguidos.

Capitão Villegaignon (líder francês). Estácio de Sá – sobrinho de Mem de Sá, responsável pela expulsão dos franceses do RJ, com a ajuda dos índios tamoios e tememinós.

França Equinocial (MA 1612 – 1615).União Ibérica – enfraquecimento de POR. Empreendimento oficial da coroa francesa. Fundação de São Luís.

Expulsos por coligação luso-espanhola.

As invasões inglesas:

Ataques de piratas e corsários. Sobretudo durante a União Ibérica.

Cidades litorâneas (Santos e Recife).

Prof. José Augusto Fiorin

História – 2º Ano – Ensino Médio

O Holocausto

A palavra Holocausto (em grego antigo: ὁλόκαυστον, ὁλον [todo] + καυστον [queimado]) tem origens remotas em sacrifícios e rituais religiosos da Antiguidade, em que plantas e animais (e até mesmo seres humanos) eram oferecidos às divindades, sendo completamente queimados durante o ritual. A partir desse uso, holocausto quer dizer cremação dos corpos (não necessariamente animais). Esse tipo de imolação corpórea post mortem também foi usado por tribos judaicas, como se evidencia no Livro do Êxodo.

A partir do século XIX a palavra holocausto passou a designar grandes catástrofes e massacres, até que após a Segunda Guerra Mundial o termo Holocausto (com inicial maiúscula) foi utilizado especificamente para se referir ao extermínio de milhões de pessoas que faziam parte de grupos politicamente indesejados pelo então regime nazista fundado por Adolf Hitler.

Havia judeus, militantes comunistas, homossexuais, ciganos, eslavos, deficientes motores, deficientes mentais, prisioneiros de guerra soviéticos, membros da elite intelectual polaca, russa e de outros países do Leste Europeu, além de activistas políticos, Testemunhas de Jeová, alguns sacerdotes católicos, alguns membros mórmons e sindicalistas, pacientes psiquiátricos e criminosos de delito comum.

Mais tarde, no correr do julgamento dos responsáveis por esse extermínio, o termo foi sendo aos poucos adotado somente para se referir ao massacre dos judeus durante o regime nazista.

Todos esses grupos pereceram lado a lado nos campos de concentração e de extermínio, de acordo com textos, fotografias e testemunhos de sobreviventes, além de uma extensa documentação deixada pelos próprios nazistas com o saldo de registros estatísticos de vários países sob ocupação. Hoje, já se sabe aproximadamente o número de mortes.

Morreram 17 milhões de soviéticos (sendo 9,5 milhões de civis); 6 milhões de judeus; 5,5 milhões de alemães (3 milhões de civis); 4 milhões de poloneses (3 milhões de civis); 2 milhões de chineses; 1,6 milhão de iugoslavos; 1,5 milhão de japoneses; 535 000 franceses (330 000 civis); 450 000 italianos (150 000 civis); 396 000 ingleses e 292 000 soldados norte-americanos.

Atualmente, o termo Holocausto é novamente utilizado para descrever as grandes tragédias, sejam elas ocorridas antes ou depois da Segunda Guerra Mundial. Muitas vezes a palavra holocausto tem sido usada para designar qualquer extermínio de vidas humanas executado de forma deliberada e maciça, como aquela que resultaria de uma guerra nuclear, falando-se por vezes de holocausto nuclear.

Regimes Totalitários: Nazifacismo

Definição: tipo de governo característico de alguns países no período entre guerras (1918 – 1939).

Onde? Principalmente ITA, ALE, POR e ESP.

Características básicas:

Nacionalismo extremado (xenófobo). Totalitarismo. Militarismo. Anticomunismo. Antiliberalismo. Unipartidarismo. Culto ao líder. Propaganda governamental. Educação dirigida. Racismo. Expansionismo territorial.

Causas Gerais:

Crise do pós-1ª Guerra Mundial. Crise de 29 Crescimento dos partidos socialistas (medo da burguesia). Revanchismo.

O Fascismo italiano:

Itália pós-1ª Guerra Mundial: Monarquia parlamentar com vários problemas, entre eles, dívidas, desemprego e inflação.

Surgimento dos “Fascio de Combate” (1919): Grupo de combatentes liderados por Benito Mussolini, que afirmava defender a ordem e a grandeza da Itália. Reprimia movimentos populares sociais com extrema violência. Formavam tropas fardadas de preto, tendo o apelido de “Camisas Negras 1922: Marcha sobre Roma: 50 mil camisas negras marcham exigindo a colocação de Mussolini no poder.

Mussolini assume o poder e implanta ditadura. É chamado de “Duce”.

1929: Tratado de Latrão – criação do Estado do Vaticano, que dá ao governo de Mussolini o reconhecimento e apoio da Igreja Católica.

Perseguição de opositores (especialmente comunistas), fechamento de partidos, controle do ensino e comunicações, ênfase no patriotismo e treinamento físico, criação de obras públicas e incentivo a agricultura.

1936: Reforço do neocolonialismo – invasão da Etiópia.

O Nazismo alemão:

Alemanha pós 1ª-Guerra Mundial: República de Weimar (parlamentar).

Tratado de Versalhes. Dívidas de guerra. Necessidade de reconstrução. Crise econômica. Fome, miséria, desemprego. Hiperinflação (chegando a 32400% ao mês!).

Combate a manifestações de esquerdistas na Alemanha.

SA (Seções de Assalto): perseguições a opositores, conhecidos como “Camisas Pardas”.

Apoiados por setores da burguesia.

Derrotados nas eleições parlamentares.

1923: PUTSCH DE MONIQUE – golpe fracassado dos nazistas.

Hitler é preso e escreve “Mein Kampf” (Minha Luta)

Princípios básicos do nazismo

anti-semitismo (perseguição aos judeusBusca por conquistas territoriais (“Espaço Vital”).

1932: Com a crise de 29, os nazistas se fortalecem, e conquistam 1/3 do parlamento alemão (Reichstag).

1933: Hitler é nomeado 1º ministro.

1934: Hitler é nomeado “Führer” (guia do povo) e proclama o 3º Reich (Império).

Criação das SS (Seções de Segurança – polícia política) e GESTAPO (polícia secreta), ambos para perseguir opositores ou “ameaças” ao regime.

1935: Leis de Nuremberg

Ø restrição da cidadania e direitos aos judeus.

Ø Proibição de casamentos entre judeus e não judeus.

Ø 1938: Noite dos cristais

Ø 5700 estabelecimentos judaicos (entre eles 267 sinagogas) depredados, como num prenúncio do posterior holocausto.

Doutrinação através da educação e propaganda (Goebbels).

Criação de obras públicas, investimentos na indústria bélica, criação de leis trabalhistas, limitação de salários.

Expansionismo militar:

Ø 1938 – anexação da ÁUSTRIA (Anchluss)

Ø 1939 – Anexação da TCHECOSLOVÁQUIA (Sudetos)

Ø 01/09/1939 – Anexação da POLÔNIA (dando origem a II Guerra Mundial).

Revolução Russa de 1917

Queda da monarquia, Revolução de 1917, Bolcheviques no poder, socialismo, comunismo, Lênin,
consolidação da revolução, formação da URSS, economia e administração.

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Czar Nicolau II : Rússia pré-revolução
O czar Nicolau II: absolutismo na Rússia pré-revolução

No começo do século XX, a Rússia era um país de economia atrasada e dependente da agricultura, pois 80% de sua economia estava concentrada no campo (produção de gêneros agrícolas).

Rússia Czarista

Os trabalhadores rurais viviam em extrema miséria e pobreza, pagando altos impostos para manter a base do sistema czarista de Nicolau II. O czar governava a Rússia de forma absolutista, ou seja, concentrava poderes em suas mãos não abrindo espaço para a democracia. Mesmo os trabalhadores urbanos, que desfrutavam os poucos empregos da fraca indústria russa, viviam descontentes com os governo do czar.

No ano de 1905, Nicolau II mostra a cara violenta e repressiva de seu governo. No conhecido Domingo Sangrento, manda seu exército fuzilar milhares de manifestantes. Marinheiros do encouraçado Potenkim também foram reprimidos pelo czar.

Começava então a formação dos sovietes (organização de trabalhadores russos) sob a liderança de Lênin. Os bolcheviques começavam a preparar a revolução socialista na Rússia e a queda da monarquia.

revolução russa

Lênin fala aos revolucionários em 1917

A Rússia na Primeira Guerra Mundial

Faltava alimentos na Rússia czarista, empregos para os trabalhadores, salários dignos e democracia. Mesmo assim, Nicolau II jogou a Rússia numa guerra mundial. Os gastos com a guerra e os prejuízos fizeram aumentar ainda mais a insatisfação popular com o czar.

Greves,  manifestações e a queda da monarquia

As greves de trabalhadores urbanos e rurais espalham-se pelo território russo. Ocorriam muitas vezes motins dentro do próprio exército russo. As manifestações populares pediam democracia, mais empregos, melhores salários e o fim da monarquia czarista. Em 1917, o governo de Nicolau II foi retirado do poder e assumiria Kerenski (menchevique) como governo provisório.

A Revolução Russa de outubro de 1917

Com Kerenski no poder pouca coisa havia mudado na Rússia. Os bolcheviques, liderados por Lênin, organizaram uma nova revolução que ocorreu em outubro de 1917. Prometendo paz, terra, pão, liberdade e trabalho, Lênin assumiu o governo da Rússia e implantou o socialismo. As terras foram redistribuídas para os trabalhadores do campo, os bancos foram nacionalizados e as fábricas passaram para as mãos dos trabalhadores.

Lênin também retirou seu país da Primeira Guerra Mundial no ano de 1918. Foi instalado o partido único: o PC (Partido Comunista).

A formação da URSS

Após a revolução, foi implantada a URSS ( União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Seguiu-se um período de grande crescimento econômico, principalmente após a NEP ( Nova Política Econômica ). A URSS tornou-se uma grande potência econômica e militar. Mais tarde rivalizaria com os Estados Unidos na chamada Guerra Fria. Porém, após a revolução a situação da população geral e dos trabalhadores pouco mudou no que diz respeito à democracia. O Partido Comunista reprimia qualquer manifestação considerada contrária aos princípios socialistas. A falta de democracia imperava na URSS.

Fonte: Sua Pesquisa

Reformas Religiosas e Lutero

Lutero: O filme

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Este artigo pretende mencionar, de maneira sucinta, alguns dos principais momentos do filme LUTERO, recentemente lançado no Brasil. Para àqueles que se interessarem pelo assunto, vale a pena conferir o filme, apresentado sem grandes alardes por parte da mídia nacional. Afinal o Brasil é um dos maiores países onde a religião predominante é o catolicismo. Talvez seja também por esta razão que os cinemas não “arriscaram” em divulgá-lo com tanta veemência, como tem feito em outros gêneros. É importante não esquecermos que as informações mencionadas a seguir, estão completamente embasadas no filme.

Martin Lutero carregou consigo, durante algum tempo, um extremo desejo de se tornar padre. Em 1507 chegou a Enfurt, na Alemanha para trabalhar como professor de Teologia na Universidade de Wittemberg que fora fundada pelo Príncipe Frederico III. Em sua primeira missa, Lutero obteve um desequilíbrio emocional. Na verdade, dúvidas que pairavam em sua mente, começaram a ganhar força. A partir deste momento, tais questionamentos sobre a postura da Igreja Católica começaram a incomodar os conceitos de Lutero, que acreditava na existência de um caminho “gratuito” ao amor de Cristo e da salvação, como veremos a seguir:

A visão de Lutero Quanto as Indulgências da Igreja Católica

Lutero doutorado em teologia, embora tentasse, não conseguia compreender alguns dogmas da Igreja para com seus súditos. Como por exemplo, a “oferta” de indulgências aos fiéis, em torça da salvação de suas almas do purgatório. Lutero fora para Roma conhecer de perto o centro do Catolicismo. Diante de uma enorme fila para ficar de frente o crânio do João Batista, exposto no interior da Capela Sistina. Depois de ficar por um momento diante de tal imagem, Lutero envolveu-se em outra fila, diante de uma enorme escadaria, neste lugar, qualquer fiel que tivesse interesse em livrar ou amenizar seus pecados, encurtar sua passagem pelo purgatório, deveria pagar um determinado valor. O procedimento era depositar moedas na caixa dos clérigos, distribuídos em uma enorme bancada estabelecida ao lado da escadaria. Lutero encarou tal “desafio” tendo de rezar uma determinada oração a cada degrau, até o topo. Quando Lutero depositou a moeda, um clérigo lhe disse: “seu avô agora será livre do purgatório, suba e reze a cada degrau”. Quando Lutero chegou ao topo da escadaria, deparou-se com outras imagens que trariam “benefícios espirituais” para aqueles que às adquirisse.

Lutero Volta de Roma

Martin Lutero voltou de Roma, logo depois de presenciar o “comércio de indulgências” oferecido pela Igreja Católica, aos fiéis. Completamente decepcionado com a postura da Igreja, Lutero sentia-se atormentado pelo Diabo, e, em várias oportunidades acreditava que poderia conversar com o Diabo.

Lutero passou a estar convicto de que a Igreja comportava-se de um modo não harmonioso com os dizeres expressos na Palavra de Deus. Quando suas indagações atingiam momentos críticos em sua cabeça, ele costumava (geralmente madrugada a dentro) “conversar” com o Diabo, condenando-o por querer lhe provocar por meio de tentações constantes, em detrimento de sua postura frente à procura pela “verdade”.

Lutero refletiu muito quando voltara de Roma, onde pode visualizar com seus próprios olhos cenas polêmicas referentes às atuações dos “representantes de Deus”. Martin identificou, por exemplo, a existência de prostíbulos “específicos” para monges, centenas de pessoas entregando o pouco que possuíam para seu sustento em nome da “salvação” pregada pelos lideres católicos.

Lutero segundo o Príncipe Frederico

Fundador da Universidade, Frederico III sempre mostrou admiração por Lutero, talvez por sua enorme habilidade e dedicação presente em suas aulas, seja também por meio de seu profundo conhecimento teólogo, etc. O Príncipe defendeu e protegeu Lutero mesmo em momentos delicados de sua vida, como veremos adiante. Outro aspecto elogiado com referência a Lutero, condizia com sua coragem presente em sua trajetória de indagações à Igreja Católica.

A Visita de Tetzel em Wittenberg

Tetzel participava do processo de inquisição da Igreja. Deslocou-se da Espanha para Wittenberg, com intuito de trazer aos fiéis uma “esperança divina”, visto que o julgamento de Deus estaria próximo. Tetzel proferiu um discurso aos fiéis da região com direito a imagens do purgatório para que os “verdadeiros tementes a Deus” pudessem conhecer o seu poder, recomendando assim, a compra da “passagem” ou livramento do purgatório. Alguns moradores da região “adquiriram” seu livramento após serem convencidos pela Igreja. Essas pessoas se encontraram com Lutero, que por sua vez, se mostrava piamente contra as indulgências, mencionando que tudo não passava de papéis com dizeres de meros homens. Martin Lutero alegava ainda, que somente o amor de Cristo era capaz de providenciar paz de espírito, o alcance deste amor era oferecido por meio da Bíblia, gratuitamente. A Igreja Católica centralizava seu poder sobre os fieis privando-os de possuírem um exemplar da bíblia, sob alegação que jamais poderiam entendê-la, devido a sua complexidade. Diziam ainda que o papel de ensinar as orientações de Deus era uma responsabilidade exclusiva da Igreja Católica, “comandada” pelo Papa.

As 95 Teses de Lutero

Logo após a conclusão das 95 teses, Lutero pregou-as pessoalmente na porta da Catedral de Wittemberg. Fiéis da região passaram a ler o que havia nos papéis afixados. Em seguida, os escritos de Martin foram publicados em grande escala, atingindo assim, um maior número de pessoas, inclusive o Papa obteve rápido acesso deste material. Essas teses estavam compostas de algumas dimensões conceituais, conforme vemos abaixo:

” Teses aceitáveis ao Catolicismo
” Teses demagógicas
” Teses que supõem o conceito luterano de justificação
” Teses que procuram reconhecer o magistério do Papa
” Teses que denotam termos sarcásticos

Lutero e o Papa Leão X

Assim que a Igreja tomara conhecimento dos pensamentos de Lutero com respeito às “verdades” do catolicismo, o Papa Leão X designou um de seus cardeais para conversar pessoalmente sobre o assunto. Lutero respeitou tal solicitação e conversou com um representante oficial do Papado. Nesta ocasião, muitos achavam que Martin revogaria suas afirmações em respeito à Santa Igreja. Alguns de seus companheiros mais achegados o aconselharam a não desafiar Leão X, com receio à ser condenado como um herege frente a “Santa Igreja”. O próprio Cardeal jamais esperava ouvir a reafirmação de Lutero sobre tudo o que já havia escutado por meio de outras pessoas e, sobretudo, pro meio de suas teses. A partir deste momento, Lutero deixou de ser considerado católico, definitivamente.

“Julgamento” das 95 Teses de Lutero

Martin Lutero não ficou livre das intenções da Igreja em julgá-lo pela elaboração das 95 teses. Leão X queria um “julgamento” em Roma. O Príncipe Frederico não concordou com as intenções da Igreja e conseguiu um acordo com seu sucessor, Carlos V para que tal situação ocorresse em Wittemberg. O Imperador disse ainda seria montado um esquema de segurança para Lutero, com intuito de acompanhá-lo até os limites da região. Esta segunda parte do acordo não foi realizada por Carlos V. Foi neste momento que Frederico demonstrou seu verdadeiro apreço por Lutero, providenciando alguns de seus homens para o “capturarem” antes da Igreja. Lutero ficou escondido em nos arredores da Universidade, foi também neste momento que Lutero tomou a decisão de traduzir a Bíblia para a língua alemã.

Lutero Traduz a Palavra de Deus em Língua Alemã

Enquanto estava escondido, Lutero ganhou tempo para traduzir a Palavra de Deus para língua alemã. Desta forma, ele esperava poder oferecer o acesso da bíblia a muitas outras pessoas que estavam verdadeiramente interessadas. Um dos exemplares fora dedicado especialmente ao Príncipe Frederico, que o aceitou de muito bom grado.

O Impacto da Postura de Lutero na Alemanha

Matin Lutero sem dúvida, provocou uma verdadeira reforma religiosa, inclusive na Alemanha. Muitos acompanharam suas idéias e deixaram para trás as doutrinas “sugeridas” pela Igreja Católica. Houve grandes confrontos entre protestantes e católicos, inúmeras pessoas morreram. A Catedral de Wittemberg não escapou da devassa dos revoltosos. Lutero pôde presenciar os estragos após a “guerra santa” em Wittemberg desencadeada e liderada por seu amigo professor da Universidade. Martin jamais admitira que o ocorrido fora em conseqüência do que ele pregava. Pois suas ideologias estavam, segundo ele, embasadas no verdadeiro amor de Cristo não em desrespeito, violência e revolta.

O Casamento de Lutero com Katharine

Logo após o conflito, algumas Freiras fugiram duma cidade distante com destino a Enfurt. Uma delas era Katharine Von Bora, uma freira que havia lido todo material de Lutero e queria muito o conhecer pessoalmente. Katharine foi além, casou-se com Martin e teve filhos. Tal fato, desafiando mais uma vez os líderes católicos. A “cúpula” que compunha o reinado de Carlos V deu total apoio negando-se a condenar Lutero com o herege, foi uma verdadeira vitória para aqueles que apoiavam as idéias luteranas.

Conclusões

Lutero morreu em 1546, aos 63 anos. Após seu casamento, ele ainda pregou seus entendimentos por mais dezesseis anos. Muitos dos que vieram a conhecer seus escritos ficaram de seu lado, dando continuidade ao processo de expansão. Os efeitos do protesto de Lutero perpetuam na sociedade alemã e em todo mundo.

Recomendo para aqueles que desejam conhecer um pouco mais da vida deste corajoso protestante, a assistirem “LUTERO”. Um filme que está disponível nas melhores locadoras do país.

Em tempo, podemos nos perguntar, conforme mencionamos no início deste artigo. Porque será que esta obra cinematográfica não vivenciou o mesmo processo de divulgação como em outros “sucessos” das “telonas”? Descubra você mesmo.

Elenco Principal:

Martim Lutero (Joseph Fiennes)
Katharine Von Bora (Claire Cox)
Tetzel (Alfred Molina)
Príncipe Frederico III (Peter Ustinov)
Papa Leão X (Owe Ochsenk Neecht)
Carlos V (Torben Liebremcht)

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Prof. José Augusto Fiorin Fiorin é Professor Graduado em História Pós-graduado em Ciências Sociais Especialista em Sociologia com ênfase em Imagem, Identidade e Representação.
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