NOTÍCIA AOS PROFISSIONAIS DA ÁREA DE FILOSOFIA

LEIAM O E-MAIL QUE RECEBI DO GRUPO DE  TRABALHO DE ENSINO DE FILOSOFIA DA ANPOF: É DE TIRAR O SONO DOS PROFISSIONAIS.

Agora, no Estado do Rio, não é preciso mais licenciatura em filosofia para ser professor! Basta um curso de extensão!!!> Essa é uma ótima notícia para nossos colegas que não têm formação na área (licenciatura em filosofia), mas fizeram um curso de extensão  (vindos da história ou das ciências sociais), ou especialização, mestrado e/ou doutorado em filosofia (para licenciados de qualquer > área!). E tende a ser catastrófico para os alunos do Ensino Médio, que receberão um grande contingente de professores que não têm a  mínima idéia da especificidade da lida com a filosofia em sala de aula no nível médio. Está aberta a polêmica!  Alguns podem defender que a seleção via concurso é que define os profissionais habilitados…  É claro que existem ótimos professores que se encaixam no perfil acima, mas é absurdo defender a exceção, enquanto a regra… é  aprofundar ainda mais o já terrível quadro de profissionais despreparados que atuam com a filosofia via GLP. Quem conhece  minimamente o cenário da rede pública sabe do descalabro que é essa presença massiva de professores leigos ministrando a matéria  (obviamente, não apenas na filosofia). Irresponsabilidade a qual precisamos nos contrapor de modo veemente! abraços,  Filipe

FILOSOFIA

> Pedagogia ou Licenciatura em qualquer área, acrescida de
> especialização (360h) em área afeta à Filosofia.
>
> Licenciatura em História, e comprovação no histórico escolar de 120h
> de aulas em Filosofia ou áreas afetas.
>
> Licenciatura em Ciências Sociais, e comprovação no histórico escolar
> de 120h de aulas em Filosofia ou áreas afetas.
>

Crítica

ENCHENTE DE RICO E ENCHENTE DE POBRE

Quem já não se divertiu com as inúmeras piadas sobre o pobre e o rico. São diferenças salientadas de forma jocosa, alegre e infelizmente, às vezes, verdadeiras. Vamos lembrar-nos de algumas delas: “Rico com uniforme: coronel, pobre com uniforme: carregador de malas; Rico com pistola: precavido, pobre com pistola: assaltante; Rico com maleta: executivo, pobre com maleta: traficante; Rico com chofer: milionário, pobre com chofer: preso; Rico com sandálias: turista, pobre com sandálias: marujo; Rico que come muito: se alimenta bem, pobre que come muito: morto de fome; Rico jogando bilhar: elegante, pobre jogando bilhar: viciado; Rico lendo jornal: intelectual, pobre lendo jornal: procurando emprego; Rico se cocando: alérgico, pobre se cocando: sarnento; Rico correndo: esportista, pobre correndo: ladrão de carteira; Rico vestido de branco: doutor, pobre vestido de branco: sorveteiro.” Após as inúmeras risadas vamos parar para refletir um pouco.

Exageros a parte, qual a matéria prima para essas piadas? Bem, como afirma Platão, na República, a democracia não nasce das pedras. As piadas acima nascem da realidade que nos cerca. Realidade essa que está envolta não apenas de tiradas engraçadas, mas também de preconceito, de desdém de uma pseudo superioridade por parte de alguns que possuem o poder econômico e das situações onde a aparência trás consigo a filiação e o caráter. As pilhérias retratam uma dicotomia cruel, e muitas vezes, por ser tratada dessa forma banal, passa despercebida servindo de fundamento para o status quo.

Pois é, gostaria de contar para vocês mais uma dessas piadas que reforçam o repertório: pobre quando a chuva derruba sua casa, vai para escolas e abrigos públicos. Quase sempre super lotados, sem higiene e sem um mínimo de conforto. A palavra “Dignidade” é desconhecida para quem abriga e para quem é abrigado. Rico, quando a chuva derruba, não me desculpem, invade sua nobre residência, vai para hotéis e pousadas. Muito conforto, quartos para cada família e a palavra “Dignidade” é sempre um termo de ordem.

Que tal essa piada, engraçada, não é? Pode até não ser, pois meus talentos humorísticos não permitem. Mas vamos supor que seja. Qual a matéria prima retirada para tal piada? Ora meus amigos, como afirmei acima, a matéria é retirada da realidade. Aqui em nossa capital da “qualidade de vida” as diferenças passaram para um estágio assustador. Os proprietários de casas inundadas do conjunto Costa do Sol, em Aracaju, tiveram o direito, determinado pela justiça, de ficarem hospedados em hotéis e pousadas perto das residências afetadas e financiadas pela Prefeitura Municipal de Aracaju. Uma medida provisória até a PMA conseguir casas para alugar (o valor do IPTU pago pelos moradores está valendo à pena). No entanto, foi uma ordem judicial, ou seja, houve um entendimento do judiciário aprovando a alegação dos moradores, ou quem sabe, de algum morador com pretensões políticas…

Amigos, não estou afirmando que os moradores do conjunto são ricos, apenas estou salientando que existe uma diferença econômica entre os moradores do Costa do Sol e os moradores dos bairros pobres. Diferença que cabe muito bem nas pilhérias citadas acima. Mas existe algo em comum entre eles: a palavra desabrigado. Segundo o dicionário: que não tem abrigo ou exposto às intempéries. Curioso é que a semelhança está apenas na ordem das letras, pois a palavra adquiriu um sentido diferente a depender da classe social. Não sei como a nova lei ortográfica deixou passar despercebido. O fato é que até na desgraça o rico tem um modo só seu, a custo alheio, de enfrentar as dificuldades.

JOELSON SANTOS NASCIMENTO

Origem da Filosofia

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A Filosofia clássica foi o berço de todas as ciências, onde o ser humano começou a cortar o laço com a mitologia comum, e a buscar respostas para as grandes questões da vida. Explicações “divinas” já não satisfaziam completamente as pessoas que buscavam conhecimento principalmente através da Razão Humana.

A palavra Filosofia ou (amor ao conhecimento) foi utilizada pela primeira vez pelo pré socrático Pitágoras por volta do Séc. VI a.e.c. quando se inicia a necessidade do homem de buscar o conhecimento através da razão. Os filósofos da época se situaram em um quadro social e cultural, que durou cerca de mil anos, e que constitui a época antiga, terminada no ano 476 d e.c., quando caia o Império romano em mãos das novas nações do Ocidente.

A Filosofia Clássica começa no Séc. VI a.e.c e vai até o início da era cristã. É dividida nos seguintes períodos:

Período pré-socrático (Séc. VI-V a.e.c.) - Problemas cosmológicos. Período Naturalista: pré-socrático, em que o interesse filosófico é voltado para o mundo da natureza; nesse período se desenvolveram quatro escolas: Escola Jônica; Escola Pitagórica; Escola Eleática; Escola Atomística.

Período socrático (séc. IV a.e.c.) - Problemas metafísicos. Período Sistemático ou Antropológico: o período mais importante da história do pensamento grego (Sócrates, Platão, Aristóteles), em que o interesse pela natureza é integrado com o interesse pelo espírito e são construídos os maiores sistemas filosóficos, culminando com Aristóteles;

Período pós-socrático ou Helenismo (séc. IV a.e.c. – início da era cristã) - Problemas morais. Período Ético: em que o interesse filosófico é voltado para os problemas morais, decaindo entretanto a metafísica.

Vídeos Filosofia

Músicas da Grécia Antiga

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Olá, amigos! Para aqueles que possuem interesse na Grécia antiga, aqui está algumas músicas, em formato MP3, que consegui dessa época. Divirtam-se!!!

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Grécia-05Grécia-06, Grécia-07, Grécia-08

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Grécia-13, Grécia-14, Grécia-15, Grécia-16

Artigo da Revista Veja e Comentário de Rubem Alves

  • A revista Veja, Edição 2158 / 31 de março de 2010, publica uma matéria sobre o ensino de Filosofia que não foi bem vista aos olhos da comunidade filosófica. Isso fez com que Rubem Alves escrevesse algumas linhas esclarecedoras sobre a importância da disciplina. Em seguida, leiam a matéria da revista.

RUBEM ALVES
Folha de S. Paulo, 14 de abril de 2010

Bobagens obrigatórias


E eu, que tinha a ilusão de que os livros que eu escrevia estavam ajudando professores e alunos a pensar


A REVISTA “Veja”, na edição de 31 de março, publicou um artigo do senhor Marcelo Bortoloti com o título “Ideologia na Cartilha”. Desejo retomar o assunto porque, como educador, considero que a tarefa mais importante das escolas é ensinar a pensar, e a ideologia é a negação do pensamento. O que é pensar? Pensar é um processo mental que acontece quando nos defrontamos com um problema que a vida nos propõe e que precisa se resolvido. Pensamos para resolver problemas. Sem o desafio dos problemas, o pensamento ficaria dormindo, inerte. O pensamento, assim, acontece quando um “não saber” nos desafia. Se alguém se julga possuidor da verdade, não pensa. Pensar, pra que?
O que é “ideologia”? Ideologia é o oposto do pensamento. Ideologia é um conjunto de crenças tidas como verdade. Julgando-se possuidora da verdade, a ideologia torna desnecessário o trabalho de pensar. Ao invés de pensar, a ideologia repete as fórmulas. A ideologia, assim, tem a mesma função que têm os catecismos nas religiões. Catecismos são livros que contêm afirmações tidas como verdadeiras e que, por isso mesmo, devem ser aprendidas de cor e repetidas. Lembro-me de uma experiência que tive logo que me tornei professor da Unicamp, lá pelo início da década de 70, quando a ideologia da esquerda sabia que “só o materialismo histórico é Deus e Marx, o seu profeta”. Eu, sem conhecer direito as regras do jogo acadêmico, pus-me a conversar com um colega sobre ecologia e a crise ambiental -temas provocados pelo Clube de Roma- que eram assuntos proibidos pelo catecismo dominante.
Ele ficou em silêncio, mediu-me de alto a baixo e fulminou-me com uma verdade definitiva: “Tudo isso se resolve com a luta de classes…” Não era necessário pensar, porque a ideologia já tinha a resposta.
Como acho que o objetivo da educação é ensinar a pensar e a essa convicção dediquei toda a minha vida, alegro-me por encontrar no senhor Marcelo Bortoloti um aliado de lutas…
No seu artigo ele me fez o maior elogio que poderia ser feito a um filósofo. Numa coluna separada, ao lado direito do seu artigo, no lugar dedicado aos “referenciais teóricos”, ele citou os filósofos pré-socráticos, Platão, Aristóteles, Epicuro, Agostinho (…) e eu, Rubem Alves!!
Elogio maior não poderia me ter sido feito, se não fosse pelo título que ele deu a essa coluna a que me referi: “Bobagens obrigatórias”. Os filósofos que ele citou, mais o Rubem Alves, são… “bobagens obrigatórias”. Não satisfeito, ele acrescentou uma última observação ao pé da página, logo após citar o meu nome: “Comentário: Rubem quem?”
Ah! Foi um terrível golpe no meu narcisismo… E eu, que tinha a ilusão de que os livros que eu escrevia estavam ajudando professores e alunos a pensar! Não passavam de ideologia…
Obediente ao juízo final do senhor Marcelo Bortoloti só me resta então jogar fora os livros que escrevi…
Adeus, meus livros! Adeus, filosofia da ciência… Adeus, a escola com que sempre sonhei… Adeus, por uma educação romântica… Adeus, vamos construir uma casa… Adeus, conversas sobre a educação… Adeus, fomos maus alunos, como o Gilberto Dimenstein… Adeus…
Só espero que da próxima vez ele não escreva o “quem” depois de escrever o meu nome…É humilhação de mais…

Leiam agora o artigo que inspirou Rubem Alves a escrever esse comentário:

Ler Mais

7º ANO

Se é verdade que uma criança humana, separada da convivência dos seres humanos, não apresenta as mesmas características dos seres humanos em geral, isso pode nos levar a pensar que um ser humano não nasce pronto. A pergunta é: nascemos seres humanos ou nos tornamos um?

6º ANO

Vimos, em sala de aula, que existem modos de viver bastante diversos. Cada cultura possui sua particularidade, como as “Mulheres girafa”, na Ásia, que alongam o pescoço por meio de aros de metal. Por não termos contato constante com essas culturas, muitas vezes damos espaço para o preconceito. A partir disso, surge a pergunta: existe uma cultura melhor do que a outra?


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Revista Prometeus

Prezados,

Está no ar a PROMETEUS no. 5 no seguinte link:

http://revistaprometeus.site90.com/artigos.htm

CONFIRAM!!

Ética Aplicada

James B. Stockdale em seu opúsculo intitulado “Coragem sob Fogo: Testando as doutrinas de Epicteto num laboratório comportamental humano”, que o grupo de pesquisa Viva Vox, através dos professores Aldo Dinucci e Joelson Nascimento, traduziu para a nossa língua através de um acordo com o Instituto Hoover de Stanford, fala sobre a sua aplicação das doutrinas do filósofo Epicteto em seus sete anos e meio como prisioneiro de guerra no Vietnã. Stockdale desenvolve uma série de estratégias para que as minorias possam prevalecer moralmente frente ao assédio moral de maiorias que procuram se impôr por meio da coerção. Como um homem pode manter a dignidade num meio absolutamente hostil, onde a todo o momento procura-se coisificá-lo? Essa a questão à qual Stockdale procura nos dar uma resposta através de um exercício de ética aplicada. Faça o dowload da obra no Link ao lado: Publicações de Joelson