Sistema Respiratório

 

Capa do Blog

 

 

este blog tem a intenção de discutir assuntos referentes à fantástica disciplina que é a biologia.

Você pode emitir comentários, perguntar, iniciar discussões, dar sugestões…

Sou professor do Ensino Médio e pré-vestibular do Sistema de Ensino Maxi. Este é um vídeo de capa para você conhecer um pouco do meu trabalho. Seja bem-vindo.

 Vídeo- Sistema Respiratório 

 

 

Conteúdo da prova Terceirão

O aluno deverá saber so conteúdos:
- Tecido muscular;
- Tecido nervoso;
- Sistema digestório;
- Sistema respiratório;
- Sistema circulatório.

Boa prova

Melhores do Enem terão bolsa de universidade espanhola

 Agencia Estado

 

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BRASÍLIA - Dez candidatos ao Programa Universidade para Todos que tiverem ótimos resultados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terão a oportunidade de estudar, com bolsa integral, na Universidade de Salamanca, uma das melhores e mais antigas instituições da Espanha. Um acordo assinado hoje entre a universidade, o MEC e o banco Santander - que vai financiar as bolsas - abriu a possibilidade para a criação da primeira fase internacional do ProUni.
 
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A seleção será feita pelo próprio MEC. Depois da abertura das inscrições no ProUni, o ministério irá verificar quais os estudantes candidatos ao programa que tiraram as melhores notas em cada uma das áreas para as quais serão concedidas bolsas este ano - biologia, biotecnologia, estatística, farmácia, física, informação e documentação, engenharia de materiais, engenharia de edificações, matemática e sociologia. Para eles, através de um telefone, será oferecida a oportunidade de estudar em Salamanca em vez de em uma instituição brasileira.

Os selecionados receberão uma bolsa integral da universidade mais uma bolsa de sobrevivência de 11.800 euros - para alojamento, comida, livros, etc. - do banco Santander, além de passagens anuais para o Brasil. Além disso, terão uma bolsa inicial do governo brasileiro, por seis meses, para estudar espanhol e fazer um exame de proficiência de língua e de equivalência do ensino médio antes de iniciar a graduação.

“Serão 10 novas bolsas por ano até completarmos 40″, explicou o ministro da Educação, Fernando Haddad. “A partir do ano que vem, essas bolsas serão inseridas no sistema de seleção do ProUni e os estudantes poderão se candidatar diretamente, como para uma bolsa em qualquer instituição brasileira”.

Os beneficiados com a bolsa terão os mesmos deveres daqueles alunos de mestrado e doutorado que hoje são financiados pelo governo brasileiro para estudarem no exterior: terão que voltar ao Brasil sob pena de terem que reembolsar os custos. O diploma recebido por Salamanca terá que ser validado no Brasil, como o de qualquer outra instituição estrangeira.

Vídeos Genoma Humano

 

 

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Simulados ENEM on-line

 

http://www.enem.coc.com.br/simulado01.asp

 

http://www.estudantes.com.br/simulado/default.asp

 

http://vestibular.uol.com.br/ultnot/2009/06/08/ult798u24865.jhtm

 

 

 

H1N1

PANDEMIA DE GRIPE PELO INFLUENZA A(H1N1)

Depois de 41 anos, a OMS declara que o mundo está sob pandemia de gripe.

 

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Depois de haver realizado consultas com especialistas em gripe, virólogos e funcionários de saúde pública, e conforme os procedimentos previstos no Regulamento Sanitário Internacional, a Diretora Geral da Organização Mundial de Saúde, Drª Margaret Chan, decidiu elevar o nível de alerta de pandemia de gripe causada pelo Influenza A(H1N1) da fase 5 para a fase 6. O último alerta de pandemia ocorreu em 1968.

Que significa a fase 6 de alerta de pandemia?

Significa que estamos com uma epidemia generalizada deste tipo de vírus de gripe espalhada por diversos países do mundo, com transmissão efetiva de pessoa a pessoa. A OMS declara que a elevação do alerta foi devido ao crescente número de
casos e países atingidos e não pela gravidade da doença, que é considerada moderada. Até o dia 11 de junho de 2009, foram registrados quase 30 mil casos desta gripe em 74 países.

 

 


Qual a gravidade desta pandemia?

Como disse, a OMS considera esta pandemia moderada, baseada nos seguintes aspectos:

- A maioria dos infectados se recupera da infecção sem necessitar de hospitalização nem de atenção médica;
- Em geral, a gravidade da doença pelo A(H1N1) nos diferentes países se assemelha muito com a observada em períodos de gripe comum;
- Em geral, os sistemas de saúde dos países têm sido capazes de atender a todas as pessoas quem tem buscado atendimento;

A OMS está atenta para alguns casos mais graves da doença, principalmente nos locais com mortes registradas, especialmente porque esta gripe afeta pessoas mais jovens, tanto aquelas com o sistema imune sadio como aquelas com problemas
de saúde preexistentes e também gestantes.

O que devemos fazer então?

No Brasil foram confirmados até ontem (11/06) 43 casos e nenhuma morte. Portanto, não há motivo para pânico, mas é preciso ficar atento e bem informado. A OMS sugere que as pessoas evitem viagens ao exterior sem necessidade e reforça que não há evidências que o consumo de carne de porco cozida possa transmitir a gripe.

Novas pérolas do ENEM

01) “o problema da amazônia tem uma percussão mundial. Várias Ongs já se estalaram na floresta.”
(Percussão essa que tem Carlinhos Brown na ponta!)
02) “A amazônia é explorada
de forma piedosa.”
(É?)
03) “Vamos nos unir juntos
de mãos dadas para salvar o planeta.”
(Eu quero me unir separado, tem como?)

 

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04) “A floresta tá ali paradinha no lugar dela e vem o homem e créu.”
(e na velocidade ciiiiiinnnncooooo!!)
05) “Tem que destruir os destruidores por que o destruimento salva a floresta.”
(Ah é, isso é!)
06) “O grande excesso de desmatamento exagerado é a causa da devastação.”
(porque pleonasmo pouco é bobagem, tem que ter uma hipérbole no meio.)
07) “Espero que o desmatamento seja instinto.”
(Eu espero que não!!!!)
08) “A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de desmatar para que os animais que estão extintos possam se reproduzirem e aumentarem seu número respirando um ar mais limpo.”
(é mínimo que se pode fazer por um animal extinto é dar um ar limpo para ele dar umabimbada!)
09) “A emoção de poluentes atmosféricos aquece a floresta.”
(Esse deveria ser o tema do Emo day 2009)
10) “Tem empresas que contribui para a realização de árvores renováveis.”
(100.000 milhões de espermatozóides e esse que passou)
11) “Animais ficam sem comida e sem dormida por causa das queimadas.”
(Ainda bem que eles ainda tem a respirada)
12) “Precisamos de oxigênio para nossa vida eterna.”
(eu não preciso, lalalá, eu não preciso….lalala)
13) “Os desmatadores cortam árvores naturais da natureza.”
(Mas mantém as renováveis =p)
14) “A principal vítima do desmatamento é a vida ecológica.”
(E a principal vítima do Enem é o português)
15) “A amazônia tem valor ambiental ilastimável.”
(É verdade, mas eu lastimo, aaaahhh, eu lastimo muito)
16) “Explorar sem atingir árvores sedentárias..”
(É mesmo, peguem só essas malditas árvores ativas que não saem da academia)
17) “Os estrangeiros já demonstraram diversas fezes enteresse pela amazônia.”
(Teeensso…o Bush demonstrou fezes no Iraque também e olha só o que deu…..)
18) “Paremos e reflitemos.”
(Hã….tá Dalai Lama)
19) “A floresta amazônica não pode ser destruída por pessoas não autorizadas.”
(Tira crachá aonde?)
20) “Retirada claudestina de árvores.”
(Puta que *****)
Trecho inédito:
21) “Temos que criar leis legais contra isso.”
(É, porque de Leis ilegais o Brasil está farto!)
22) “A camada de ozonel.”
(É aquela que cobre o Donut?)
23) “a amazônia está sendo devastada por pessoas que não tem senso de humor.”
(Ou seja, a galera do Zorra Total!)
24) “A cada hora, muitas árvores são derrubadas por mãos poluídas, sem coração.”
(Gênesis capítulo….)
25) “A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo desmatamento devastador, intenso e imperdoável.”
(Esse é o famoso “redação com 30 linhas”)
26) “Vamos gritar não à devastação e sim à reflorestação.”
(Grita você, eu tenho vergonha!)
27) “Uma vez que se paga uma punição xis, se ganha depois vários xises.”
(Depois você encontra a hipotenusa)
28) “A natureza está cobrando uma atitude mais energética dos governantes.”
(Fiquei imaginado a cena…juro!)
29) “O povo amazônico está sendo usado como bote expiatório.”
(tadinhos….)
30) “O aumento da temperatura na terra está cada vez mais aumentando.”
(subindo!)
31) “Na floresta amazônica tem muitos animais: passarinhos, leões, ursos, etc.”
(Os elefantes e tigres estão mesmo extintos)
32) “Convivemos com a merchendagem e a politicagem.”
(e também com a ignorância….)
33) “Na cama dos deputados foram votadas muitas leis.”
(profundo!)
34) “Os dismatamentos é a fonte de inlegalidade e distruição da froresta amazonia.”
(Lula, já avisamos para não ajudar as crianças no Enem)
35) “O que vamos deixar para nossos antecedentes?”
(a fórmula da longevidade?)
36) “A fiscalisação tem que ser preservativa.”
(mas de látex que é impermeável)
37) “Não podem explorar a Amazônia de maneira tão devassaladora.”
(É hora de morfar!!!! devastadora + avassaladora= Devassaladora)

Atlas do corpo humano

Não deixe de ver o Atlas do corpo humano do portal:

 

http://www.educacional.com.br/atlasch/#

Árvore filogenética

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Fisiologia Vegetal

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200 anos de Darwin

Em 2009, completam-se 200 anos do nascimento de Charles Darwin e 150 anos da edição de sua obra decisiva, A origem das espécies, e ainda levanta polêmica. Custa acreditar, mas muitos continuam atacando a teoria da evolução. A reportagem é de Luiz Miguel Ariza e publicada no jornal espanhol El País, 14-12-2008.

Exatamente dois séculos depois do nascimento de Charles Darwin, o homem que postulou que as espécies se transformam em outras graças à seleção natural sem nenhuma intervenção divina, nos confrontamos com um fato chocante: nos Estados Unidos, a nação cientificamente mais avançada do mundo, 48% de seus habitantes pensam que o ser humano foi criado diretamente por Deus nos últimos 10.000 anos, segundo uma pesquisa de uma revista científica de prestígio, a PLoS Biology. E a mulher que aspirava ocupar o segundo cargo político mais importante do planeta, a governadora republicana Sarah Palin, manifestou, em 2006, que o criacionismo deveria ser ensinado nas escolas como um ponto de vista alternativo à evolução, ao ser “importante um debate saudável”, diz a revista Nature. O que se poderia pensar de uma potencial vice-presidenta que tem simpatias pela idéia de que a Terra tem apenas alguns milhares de anos? “Gostaria que alguém lhe fizesse essa pergunta”, responde Tim Berra, professor emérito de Evolução da Universidade de Ohio. “É realmente frustrante e desmoralizador comprovar que a metade dos norte-americanos não aceita a evolução”.

Berra é o autor de um novo livro, Charles Darwin, a história concisa de um extraordinário nome (John Hopkins University Press). No momento em que se aproxima o bicentenário – Darwin nasceu em Shrewsbury, Inglaterra, em 12 de fevereiro de 1809 –, Berra destaca o renovado interesse dos fundamentalistas religiosos em avivar um falso debate atacando a teoria da evolução com “pontos de vista alternativos”, o que é “ridículo”. Ainda que seja uma particularidade muito norte-americana, dar o mesmo tempo ao adversário, a igualdade de oportunidades, “o que deve ser ensinado numa aula de ciência é exatamente ciência, não religião”. Estes ataques se tornaram sutis. Os nomes mudaram. No melhor dos casos se fala de “pontos fracos e fortes” da evolução. No pior, de “desenho inteligente”, a existência de uma misteriosa intencionalidade ou uma inteligência sobrenatural por trás do aparecimento da espécie humana.

Há iniciativas legislativas em meia dúzia de Estados norte-americanos – desde o Alabama até a Flórida – para introduzir falsas dúvidas. Nenhuma foi aprovada pelos tribunais, mas isso não impediu que o criacionismo se disfarce ilegalmente em muitas aulas. Entre 12% e 16% dos professores norte-americanos de biologia mostram sua simpatia pelo criacionismo, segundo a pesquisa da PLoS. Anedótico é o caso do Texas, um dos Estados mais populosos, com 23 milhões de habitantes. No Conselho Estadual de Educação do Texas, o senhor McLeroy, seu presidente, e sete de seus 15 membros são partidários do criacionismo. Um voto os separa de impor o criacionismo às escolas. McLeroy possui um doutorado e fez engenharia, e de acordo com o jornal The New York Times, suas crenças religiosas não supunham interferência em sua tarefa educativa, apesar de que estava convencido de coisas “incríveis como a história do Natal, em que esse menininho nascido numa manjedoura é o criador do Universo”.

 

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Os antievolucionistas também deram o salto à Europa, ainda que ali a situação seja muito mais complexa. Apesar de que 70% dos europeus aceitem a evolução, foram realizadas algumas tentativas de proibir seu ensino nas escolas. Em 2004, a ministra italiana de Educação, Letizia Morati, retirou-a como disciplina por instigar uma perspectiva excessivamente materialista nos estudantes, causando então um rebuliço público. Em Hesse, na Alemanha, dois colégios ensinavam abertamente o criacionismo com a bênção do democrata-cristão Karin Wilf, vice-presidente desse Estado federal. Na Turquia, distribui-se literatura criacionista importada dos Estados Unidos por grupos islâmicos, já que a idéia da evolução não é aceita pelo islã. Outro exemplo: Maciej Giertych, membro polonês do Parlamento Europeu, biólogo e com um doutorado em fisiologia vegetal, não acredita na evolução e organizou seminários para transmitir aos parlamentares a idéia de que se os estudantes estão sendo doutrinados com uma hipótese falsa. Na Espanha, a incursão destes grupos é ainda tímida. Assim mesmo, tentaram organizar conferências em algumas Universidades espanholas sem sucesso. E no Reino Unido, o berço de Darwin, o grupo denominado Truth in Science (A Verdade em Ciência) trabalha ativamente enviando material audiovisual às escolas para que o desenho inteligente seja mostrado como uma “alternativa”, definindo-o como uma hipótese – impossível de ser comprovada cientificamente –, “que sustenta que certas características do universo e dos seres vivos se explicam melhor por uma causa inteligente”.

Darwin publicou seu livro A origem das espécies em 1859. Os ecos da polêmica que ele causou são muito velhos e se apagaram pouco depois. “Isso foi há 150 anos”, nos disse John Van Wyhe, historiador da ciência da Universidade de Cambridge e autor de uma página web que recolhe todos os trabalhos de Darwin e que recebeu mais de 50 milhões de visitas desde 2006. “Cerca de quinze ou 20 anos depois da publicação, a controvérsia sobre a sua obra acabou. A comunidade científica internacional aceitou que Darwin tinha razão sobre a evolução. E isso ocorreu há muito tempo. Os que agora o atacam, não somente desconhecem a ciência, mas a história, e creio que é necessário lembrá-los”. A polêmica sobre A origem das espécies não foi nem geral nem difundida: as críticas vieram fundamentalmente dos setores mais religiosos, mas a recepção por parte dos cientistas da época foi considerar que “Darwin era um gênio”, assegura este historiador. Assim que este debate criacionista procede dos grupos evangélicos norte-americanos muito conservadores de princípios do século XX.

Foram construídos outros falsos mitos sobre Darwin, garante o especialista. Um deles se refere à exasperada lentidão com que publicou a sua obra definitiva muitos anos depois da sua famosa viagem no HMS Beagle ao redor do mundo (desde a sua partida de Devonport, na Inglaterra, em 17 de dezembro de 1831, até o seu regresso a Falmouth, em 2 de outubro de 1836). Muitos quiseram ver neste atraso certo medo para informar o mundo sobre as suas conclusões; outros sugerem que Darwin temia prejudicar a sua mulher, Emma, com a qual acabava de se casar (em 24 de janeiro de 1939), pela sensibilidade religiosa dela. “É o tipo de história que as pessoas gostam de ouvir”, disse Van Wyhe. “Quando Darwin voltou, começou a tomar notas sobre a teoria da evolução, mas ainda não estava madura. E antes que lhe desse forma, tinha que escrever livros sobre todos os espécimes que recolheu durante a viagem, o que lhe tomou 18 anos”. Realmente, foi um escritor muito prolífico: publicou três livros de geologia, cinco volumes sobre zoologia, quatro sobre cirrípedes, seu livro sobre a viagem do Beagle e muitos artigos científicos, antes da sua obra-prima. O prestígio recebido como naturalista, nos disse Van Wyhe, facilitou aos cientistas a aceitação da seleção natural e a transformação das espécies.

Outra lenda sugere que a observação dos diferentes picos dos tentilhões das Ilhas Galápagos, quando o HMS Beagle aportou ali em 1835, acendeu em Darwin uma faísca com nome próprio: a evolução. Esta idéia é falsa, assegura Van Dyhe. Surgiu em meados do século XX numa reunião da Associação Britânica para o Avanço da Ciência. Alguém associou os dois conceitos, foram reproduzidos no jornal The Times e, posteriormente, recolhidos em vários livros (e no final dos anos 70, dramatizados numa esplêndida série da BBC que recriava a viagem do Beagle). Na realidade, Darwin não escreveu uma única vez a palavra “evolução” em sua obra-prima (o que não quer dizer que se explica com enorme acerto que as espécies se transformam gradualmente em outras com o passar do tempo). Nem sequer sabia que aquelas aves das ilhas eram tentilhões, e, de fato, acudiu a um de seus amigos, o ornitólogo John Gould, para que os classificasse corretamente na sua volta à Inglaterra.

A mente analítica de Darwin saiu dos moldes conservadores antes de alcançar os 30 anos. Ainda que em 1807 o Parlamento britânico tenha assinado a legislação que proibia a escravidão, Berra recorda um episódio de Darwin com o capitão do Beagle, Robert Fitz Roy. Numa plantação em que trabalhavam escravos no Brasil, o jovem naturalista comentou quão espantoso seria viver nessas condições. Fitz Roy, que era favorável à escravidão, chamou um trabalhador e lhe perguntou se se sentia feliz sob o jugo de seu dono, ao que respondeu afirmativamente. Darwin perguntou então ao capitão: “Como pode acreditar na resposta de um escravo na presença do seu capataz?”. A resposta aborreceu tanto a Fitz Roy, que proibiria Darwin de jantar com ele no barco, como era costume.

Darwin seguiu o seu caminho, escrevendo suas notas e aperfeiçoando sua teoria. Quatorze anos depois, recebeu uma carta de um jovem naturalista chamado Alfred Russell Wallace, que havia viajado por todo o mundo recolhendo espécimes e chegado a uma conclusão semelhante à de Darwin. A lenda diz que a carta de Wallace foi o empurrão que faltava para que Darwin decidisse publicar o seu livro um ano depois. Mas o certo é que em 1858 ambos assinaram dois trabalhos que foram apresentados na Sociedade Linneana de Londres, com uma introdução de Charles Lyell na qual afirmava que estes dois cavalheiros haviam chegado de forma independente à mesma e engenhosa teoria.

Mesmo que haja diferenças entre Darwin e Wallace, conclui John van Dyhe. “Wallace pensava mais em grupos de organismos, e Darwin o fazia com indivíduos. Wallace não aceitou que as plantas e os animais domesticados pelo homem fossem um exemplo paralelo da evolução na natureza. E nos últimos anos, Wallace pensou que os seres humanos tinham algo sobrenatural que os fazia tão especiais, algo do que Darwin não pôde encontrar nenhuma evidência”.