Tropicália

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Seguindo a melhor das tradições dos grandes compositores da Bossa Nova e incorporando novas informações e referências de seu tempo, o Tropicalismo renovou radicalmente a letra de música. Letristas e poetas, Torquato Neto e Capinan compuseram com Gilberto Gil e Caetano Veloso trabalhos cuja complexidade e qualidade foram marcantes para diferentes gerações. Os diálogos com obras literárias como as de Oswald de Andrade ou dos poetas concretistas elevaram algumas composições tropicalistas ao status de poesia. Suas canções compunham um quadro crítico e complexo do País – uma conjunção
do Brasil arcaico e suas tradições, do Brasil moderno
e sua cultura de massa e até de um Brasil futurista,
com astronautas e discos voadores. Elas sofisticaram
o repertório de nossa música popular, instaurando
em discos comerciais procedimentos e questões até então associados apenas ao campo das vanguardas conceituais.

Os tropicalistas deram um histórico passo à frente no meio musical brasileiro. A música brasileira pós-Bossa Nova e a definição da “qualidade musical” no País estavam cada vez mais dominadas pelas posições tradicionais ou nacionalistas
de movimentos ligados à esquerda. Contra essas tendências,
o grupo baiano e seus colaboradores procuram universalizar
a linguagem da MPB, incorporando elementos da cultura jovem mundial, como o rock, a psicodelia e a guitarra elétrica.
Ao mesmo tempo, sintonizaram a eletricidade com as informações da vanguarda erudita por meio dos inovadores arranjos de maestros como Rogério Duprat, Júlio Medaglia
e Damiano Cozzela. Ao unir o popular, o pop e o experimentalismo estético, as idéias tropicalistas acabaram impulsionando a modernização não só da música, mas da própria cultura nacional.

Tropicália ou Panis et Circecis

Trópicalia ou Panis Et Circecis

Seguindo a melhor das tradições dos grandes compositores da Bossa Nova e incorporando novas informações e referências de seu tempo, o Tropicalismo renovou radicalmente a letra de música. Letristas e poetas, Torquato Neto e Capinan compuseram com Gilberto Gil e Caetano Veloso trabalhos cuja complexidade e qualidade foram marcantes para diferentes gerações. Os diálogos com obras literárias como as de Oswald de Andrade ou dos poetas concretistas elevaram algumas composições tropicalistas ao status de poesia. Suas canções compunham um quadro crítico e complexo do País – uma conjunção
do Brasil arcaico e suas tradições, do Brasil moderno
e sua cultura de massa e até de um Brasil futurista,
com astronautas e discos voadores. Elas sofisticaram
o repertório de nossa música popular, instaurando
em discos comerciais procedimentos e questões até então associados apenas ao campo das vanguardas conceituais.

Sincrético e inovador, aberto e incorporador,
o Tropicalismo misturou rock mais bossa nova, mais samba, mais rumba, mais bolero,
mais baião. Sua atuação quebrou as rígidas barreiras que permaneciam no País.
Pop x folclore. Alta cultura x cultura de massas. Tradição x vanguarda. Essa ruptura estratégica aprofundou o contato com formas populares
ao mesmo tempo em que assumiu atitudes experimentais para a época.

Passeata dos cem mil

Discos antológicos foram produzidos, como a obra coletiva Tropicália ou Panis et Circensis e os primeiros discos de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Enquanto Caetano entra em estúdio ao lado dos maestros Júlio Medaglia e Damiano Cozzela, Gil grava seu disco com os arranjos de Rogério Duprat e da banda os Mutantes. Nesses discos, se registrariam vários clássicos, como as canções-manifesto “Tropicália” (Caetano) e “Geléia Geral” (Gil e Torquato). A televisão foi outro meio fundamental de atuação do grupo – principalmente os festivais de música popular da época. A eclosão do movimento deu-se com as ruidosas apresentações, em arranjos eletrificados, da marcha “Alegria, alegria”,
de Caetano, e da cantiga de capoeira “Domingo no parque, de Gilberto Gil,
no III Festival de MPB da TV Record, em 1967.

Irreverente, a Tropicália transformou os critérios de gosto vigentes, não só quanto à música e à política, mas também à moral e ao comportamento,
ao corpo, ao sexo e ao vestuário. A contracultura hippie foi assimilada,
com a adoção da moda dos cabelos longos encaracolados e das roupas escandalosamente coloridas.

O movimento, libertário por excelência, durou pouco mais de um ano e acabou reprimido pelo governo militar. Seu fim começou com a prisão de Gil e Caetano, em dezembro de 1968. A cultura do País, porém, já estava marcada para sempre pela descoberta da modernidade e dos trópicos.

Ditadura Militar

O movimento da Tropicália foi de suma importância no cenário politico e musical em nosso país. E é dentro desta perspectiva que trabalharemos neste ultimo semestre.

Os alunos deveram se dividir em 5 grupos.

Na primeira etapa faram o resumo histórico do movimento, a biografia dos aristas escolhidos e o resumo das obras.

Esta etapa devera ser entregue no dia 25/11 sexta feira.

Já na segunda etapa os alunos deveram apresentar duas obras dos artistas selecionados utilizando endumetálias de época para caracterizar o movimento musical, também faram uma pequena explanação sobre o artista representado.

O grupo tem por opção tocar as músicas ao vivo ou fazer uma apresentação por meio de play back.

Heitor dos Prazeres

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Instalações: Linguagem artística poderosa

Missão (Como Construir Catedrais) 1987Através(1983-1989)

 

Estas obras de Cildo Meireles são um ótimo exemplo da força que tem uma instalação. Em 1987 Cildo criara um grande artifício visual, faz com que o público se envolva e reflita sobre o tema. Com a obra como construir Catedrais Cildo nos faz procurar sentidos filosóficos e religiosos para nossa condição como seres humanos.
Já na obra Através o artista nos convida a entra em um labirinto transparente onde todo o chão é coberto por cacos de vidro. O clima de tensão nos envolve e nos remete ao perigo eminente.Essa obra foi realizada em plena ditadura militar, então te pergunto, o que Cildo quis nos dizer?