Filosofia para criança


Programa da Filosofia

Qual é a origem do Programa de Filosofia para Crianças?
No final da década de 60, o professor norte-americano Matthew Lipman, preocupado com o desempenho de seus alunos no que se refere ao desenvolvimento cognitivo, concebeu o Programa de Filosofia para Crianças. Para Lipman, o grande desafio da educação é desenvolver a capacidade de raciocínio. Desde suas origens, a filosofia se preocupa com o desenvolvimento das habilidades de raciocínio, com o esclarecimento dos conceitos, com a análise dos significados e com o cultivo de atitudes que conduzam ao questionamento, à investigação, à busca dos significados e da verdade. A filosofia permite pensar sobre o pensar, portanto favorece o aprimoramento do pensamento. Mesmo quando despida de sua terminologia técnica e da história de seus sistemas, a filosofia retém sua ênfase na discussão de idéias de forma organizada, o que é importante para os alunos e para os professores.

FILOSOFIA

FILOSOFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL

Três passos para a acessibilidade filosófica nas escolas.


 
        Geralmente quando em sala de aula falamos de filosofia ou da personalidade de um filósofo a primeira imagem que vem a cabeça de um jovem é a de um homem todo descabelado e com umas idéias que mais parecem coisas de maluco do que outra coisa. Na verdade este é um mito – por assim dizer – de tradição oral e, que passa de geração em geração, pelos corredores de nossas escolas. E com isso a Flosofia vai ganhando descrédito com os alunos que vêem nestas “idéias de malucos” um “passaporte para o fracasso”. Visto que não achamos por aí um filósofo dono de uma multinacional com uma renda de milhares de cifrões ao ano.
       O primeiro passo a ser dado para reverter este processo é tornar a Filosofia acessível às crianças. Ou seja, é o ato de trabalhar Filosofia e conceitos filosóficos com as crianças na linguagem das crianças. É basicamente a modelagem de uma nova forma de transmissão de temas e teorias de Filosofia para as crianças. É preciso salientar que esta nova forma de educar filosoficamente não pretende anular ou fragmentar, abolir as correntes filosóficas que perpassaram os séculos. Mas sim, sem abandonar a tradição filosófica, proporcionar aos alunos uma Filosofia que eles possam entender e degustar com facilidade.
      Um segundo passo seria deixar as crianças falarem o que sentem e como vêem a Filosofia no seu entendimento. Deste modo elas se sentirão importantes dentro de uma discussão e com isso poder-se-á fazer correções e de modo sorrateiro elas aprenderão por si mesmas o valor de sua opinião e como se portar diante de um conflito de idéias. Segundo o filósofo e educador norte americano Matthew Lipman em sua obra “A Filosofia vai à Escola”, não existe melhor método do que o da discussão em sala de aula porque a “… discussão, por sua vez, aguça o raciocínio e as habilidades de investigação das crianças como nenhuma outra coisa pode fazer” (LIPMAN, 1990, pag. 41).
     E por ultimo, mas não menos importante é o exemplo do professor na sala de aula. As crianças, como se sabe, têm o habito de imitar os adultos nos seus gestos, palavras e ações. É basicamente uma forma primitiva de ingressar no circulo cultural adulto. Um professor em sala de aula que expõe seus conteúdos de forma clara, objetiva e apaixonada, obviamente os alunos vão se interessar e buscarão aperfeiçoar aqueles conteúdos, por que foram “cativados”. Já o contrário também pode ocorrer. As crianças por natureza são apaixonadas pelo conhecimento e é preciso cultivar, fortalecer esta paixão que brota de sua humilde e terna sinceridade. Diz-nos Lipman, “as crianças só acharam a educação uma aventura irresistível se os professores também a acharem…”.
    A educação filosófica deve ser vista e ensinada em nossas escolas não mais como um “passaporte para o fracasso”, mas sim com uma forma criativa de ler e interpretar a realidade e a partir desta leitura transformá-la em um lugar mais humano para se viver. E tudo isso deve começar com as crianças, pois são elas o futuro da humanidade mais esclarecida que queremos para o nosso futuro.
1 Bacharel em Filosofia pela Faculdade São Luiz de Brusque /SC e Pós Graduando em Metodologia do Ensino de Filosofia e Sociologia pelo Grupo Uniasselvi Assevim de Brusque/ SC

http://boletimodiad.blogspot.com/2011/03/tres-passos-para-acessibilidade.html

 

Concepção de Ensino

 

         A Filosofia nasceu entre adultos. Aliás, entre um reduzido número de adultos, corajosos o bastante para pensar de forma rigorosa sobre si mesmos, a realidade que os cercava e o próprio ato de pensar, entregando-se à vertigem de questionar percepções, crenças e práticas. Desde então inúmeros filósofos dedicaram-se a reflexões a cerca da verdade no conhecer e da liberdade do agir, o que se desdobra em diversos temas, entre os quais encontramos a infância e a educação.

         A Filosofia é uma disciplina que leva em consideração formas alternativas de agir, criar e falar. Para descobrir essas alternativas, os filósofos persistentemente avaliam e examinam o que as outras pessoas normalmente têm como certo e especulam imaginativamente sobre quadros de referência cada vez mais amplos.  

 

 

Por que a coruja é

 

o símbolo da sabedoria?

 

 

 

         Considerada a “águia da noite”, é símbolo da vigilância, da meditação, possui olhos adaptados para enxergar no escuro e seu olhar, para os antigos gregos, parecia simbolizar a racionalidade. O olhar tornou as corujas símbolo do conhecimento. Ora, como as corujas se orientam pela reflexão, os gregos as associaram ao conhecimento, fruto da reflexão e da sabedoria.

         Os gregos consideravam a noite como o momento do pensamento filosófico e da revelação intelectual e a coruja, por ser uma ave noturna, acabou representando essa busca pelo saber.

         Por possuir uma alta capacidade de ver no escuro, a coruja é considerada o símbolo da sabedoria que atravessa a escuridão da ignorância, que consegue ver nas questões obscuras (ver o que os outros não vêem, escutar o que os outros não escutam).
         As corujas são os símbolos da filosofia e da pedagogia devido à inteligência, argúcia, astúcia, sensibilidade, visão e audição super potente das corujas.

         A coruja é capaz de piscar um olho e também poder girar completamente a cabeça, para poder enxergar as coisas que estão ao seu lado, pois tem os olhos completamente separados. É muito difícil enganá-la, ela percebe “segundas intenções”. É uma ave muito ligada a sua família, não abandona os filhos em hipótese alguma (Dai a definição: Mãe coruja). São animais fiéis, como acontece com muitas aves, os casais ficam juntos até o fim da vida.