The Swan Song I

Pois é, meus caros: estou me desligando da escola para novos desafios. Melhor do que qualquer conselho (que, emocionado, seria cheio de clichês, o que pretendo evitar), faço minhas as palavras que um GÊNIO certa vez dirigiu a seu irmão…

AMSTERDAN, 03 de Abril de 1878

Voltei a refletir sobre a nossa conversa, e involuntariamente meditei nas palavras: “somos hoje o que éramos ontem”. Isto não significa que se deva marcar passo, e não tentar desenvolver-se, ao contrário, há uma razão imperiosa para fazê-lo e buscá-lo.

Mas para permanecermos fiéis a estas palavras, não podemos recuar, e quando começamos a considerar as coisas com um olhar livre e confiante, não podemos voltar atrás e nem hesitar.

(…)

Falamos bastante sobre qual é o nosso dever, e como poderíamos chegar a algo de bom, e chegamos a conclusão que nosso objetivo em primeiro lugar deve ser o de achar um lugar determinado, e uma profissão a qual possamos nos dedicar integralmente.

E acredito que estávamos integralmente de acordo que o necessário é sobretudo ter em vista o objetivo final, e que uma vitória, após toda uma vida de trabalho e esforços, vale mais que uma vitória obtida mais cedo.

Aquele que vive sinceramente e encontra aflições verdadeiras e desilusões, e que jamais deixa se abater por elas, vale mais que os que vão sempre de vento em popa, e que conheceriam uma prosperidade apenas relativa. (…)

Avançamos portanto em nossa estrada. (…) A partir do momento em que nos esforçamos em viver sinceramente, tudo irá bem, mesmo que tenhamos inevitavelmente que passar por aflições sinceras e verdadeiras desilusões; cometeremos provavelmente pesados erros e cumpriremos más ações, mas é verdade que é preferível ter o espírito ardente, por mais que tenhamos que cometer erros, do que ser mesquinho e demasiado prudente. É bom amar tanto quanto possamos, pois nisso consiste a verdadeira força, e aquele que ama muito realiza grandes coisas e é capaz, e o que se faz por amor está bem feito.

(…) Quanto antes procurarmos nos qualificar num certo ramo de atividade e numa certa profissão, e adotarmos uma maneira de pensar e agir relativamente independente, e quanto mais nos ativermos a regras fixas, mais firme se tornará o caráter, sem que para isto tenhamos de nos tornar limitados.

E é sensato fazer essas coisas, porque a vida é curta e o tempo passa depressa; se nos afeiçoarmos numa única coisa e a compreendermos bem, alcançamos além disso a compreensão e o conhecimento de muitas outras coisas.

(…)

Que este seja o nosso destino, meu rapaz, que teu caminho seja próspero e que Deus esteja contigo em todas as coisas e te faça triunfar, é o que te desejo com um cordial aperto de mão em tua partida.

Teu irmão que te ama,

VICENT.

VAN GOGH, Vincet. Cartas a Theo, L&PM Editores. Edição Ampliada. Porto Alegre, 2002

Vincent Van Gogh foi um dos grandes nomes da história da pintura. Teve uma vida tumultuada, passou por vários empregos (agente de galeria de artes, pregador, missionário, vendedor), até se definir e realizar com a pintura. Teve extensa obra, solenemente ignorada em seu tempo. Em vida, vendeu apenas UM quadro. Após sua morte, seus parentes foram aconselhados a queimar sua “insignificante” obra, avaliada em modestos 2000 Florins (moeda holandesa), correspondente a US$ 5540. Hoje, 03 dos 10 quadros mais caros do mundo são de sua autoria: Iris, no valor de US$ 53.900.000; Retrato de um artista sem barba, por US$ 71.500.000, e Retrato do Dr. Gachet, US$ 82.500.000. Para conhecer um pouco mais sobre a arte deste gênio, eis um bom começo: http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u346.shtml

Queridos, este não é um “adeus”, e sim um “boa sorte” a nós todos. Espero, mais do que tentar ensinar inglês, ter conseguido semear a vontade de aprender e crescer. Essa é a missão do educador, e é com este espírito que acordo todos os dias. A convivência com as virtudes e necessidades de cada um de vocês me ensinou muito mais do que eu poderia retribuir neste ano juntos. Agora, a vida nos levou a caminhos diversos, mas, sem hipocrisia, levo vocês no meu coração, para o resto da vida. Não pensem que foi uma decisão fácil. Decisões sempre envolvem abrir mão de algo, e agora não foi diferente. De qualquer forma, meus jovens, muito obrigado por tudo.

Recebam com carinho a nova professora (ou professor), pois só quem ama esta profissão se dispõe a encarar o desafio de educar. E quem trabalha com amor merece o carinho que eu sei que vocês são capazes de oferecer. Sei porque, mesmo nos momentos mais complicados, de falar alto ou bater na mesa, sempre tive olhares cúmplices e carinhosos, de cada sala por onde passei.

Mas, como disse, não é um adeus. Nos falamos por aí, pelo bairro, pela internet… Agora como conhecidos, talvez até amigos. Força e fé na caminhada, que é longa – mas pode, sempre, ser prazerosa, se vocês escolherem o caminho do bem. Um abraço e um beijo enorme no coração de vocês. ALWAYS BELIEVE IN YOURSELVES!

PS: PS: Swan Song, ou “Canto do Cisne”: A expressão o «canto do cisne» é utilizada para classificar os últimos grandes momentos de alguém, como um artista, por exemplo. Isto porque durante muito tempo acreditou-se, erradamente, que os cisnes entoavam o mais belo som produzido à face da Terra imediatamente antes de morrerem.

Site: http://seletadeprosa.blogspot.com/

e-mail:  prof.rodrigo.rover at gmail.com

The Swan Song II

Mas, como não poderia deixar de ser, e para encerrar este blog em grande estilo, segue uma lista de coisas que vocês deveriam, a meu ver, conhecer.

1. Beatles. Se você gosta daquele rock que até hoje é rotulado como “anos 60″, do primeiro (”Please Please Me”) até o “Help”. Destaques, entre os discos: “A Hard Days Night”, “Help”, “Rubber Soul”, “Revolver”, “Sargent Peppers Lonely Hearts Club Band”, “White Album” e “Abbey Road”.

2. Rolling Stones. No início, muitos covers de blues e umas canções próprias bem ingênuas. Mas o quarteto de discos “Beggars Banquet”, “Let it Bleed”, “Sticky Fingers” e “Exile On Main Street” é obrigatório. Mais recentes? “Voodoo Lounge” é muito bom.

Até aqui só citei DISCOS. Daqui para baixo, passo a citar músicas.


3. Bruce Springsteen. Já até postei sobre ele, levei em aula… mas algumas canções como “Glory Days”, “Dancing in the dark”, “Human Touch”, “Born to Run”, “The River” são essenciais…

4. The Police. Obsessão dessas férias… “Next to you”, “So lonely”, “Roxanne”, “Message in a Bottle”, “Can’t Stand Losing You”, “Don’t Stand So Close To Me” (onde ironiza a relação professor-aluna), “Every Breath You Take”, “King of Pain” (muito boa também na versão da Alanis Morrisette), “Do Do Do, Da Da, Da”, “Every Little Thing She Does Is Magic”. Pra começar…

5. Black Crowes. Uma das minhas bandas favoritas. Mescla blues e rock and roll como quase ninguém hoje em dia.  “By Your Side”, Go Faster”, “Diamond Ring”, “Goodbye Daughters of Revolution”, “WISER TIME”, “Remedy”, “Sting Me”, “Sister Luck”, “Twice as Hard”, “Good Friday”, “Under a Mountain”, “Mellow Down Easy”…

6. Ramones. Os Reis do punk rock. Uma das bandas que mais ouvi na vida, influenciou tudo e todos. A fase crua, com destaque pros discos Rocket to Russia e Road to Ruin (que abre com a sensacional “I Just Wanna Have Something To Do, que pirou minha cabeça). A fase mais pop, destaque pro disco “Pleasant Dreams”. A fase mais política tem o Too tough To Die, que é ótimo (embora eu tenha um carinho especial pelo Halfaway to Sanity). E a fase derradeira, Brain Drain, Mondo Bizarro, Acid Eaters (só de covers, fantástico) e Adios Amigos. Todos fabulosos! Além dos Ao Vivo: It’s Alive (festeiro!), Loco Live (velocidade da luz!) e o derradeiro We’re outta Here (muito bom também). (neste aqui também só citei discos!)

7. Bob Dylan. Qualquer coisa desse gênio. Tem um cdzinho “Best Of” dele que é muito bom e “tá barato pra caramba”… Blowing in the Wind, Mr Tambourine Man, Times they are a-changing, All along the watchtower, like a rolliong stone, lay lady lay, subterranean homesick blues…

8. Jimi Hendrix. Outro que é obrigatório! Os três discos com o Jimi Hendrix Experience, pelo menos (Are You Experienced?, Axix: Bold as Love, Eletric Ladyland). O Band of Gypsies é bom, mas doido demais. E o póstumo First Rays of New Rising Sun, que também é legal. Destaques:Hey Joe, Purple Haze, Wind Cries Mary, Red House, Little Wing, Spanish Castle Magic, Castles Made of Sand, Voodoo Child (Slight Return), Eletric Ladyland, Angel, Freedom, Bold as Love, Day Tripper, Stepping Stone…

9. Iron Maiden. Pesado? Nada disso! Satânico? Muito menos! Uma banda criativa, alegre e divertida. Discos: Iron Maiden, Killers, The Number, Piece of Mind, Powerslave, Seventh Son, No Prayer ofr the Dying, Brave New World - pelo menos…

10. Led Zeppelin. Obrigatório também. Mais viajante, pode demorar um pouco para sacar qualé a da banda, mas creiam-me: vale a viagem! Qualquer disco até o Presence. Sons: Stairway to Heaven, All My Love, Rain Song, Since I’ve Been Loving You, Dazed and Confused, Heartbreaker, Battle of Evermore, Whole Lotta Love, Immigrant Song, Thats the Way, Going to California, Thank You, Kashmir, The Rover, Sick Again, Down By Seaside, Black Dog, Rock and Roll, No Quarter, Nobodys Fault But Mine, Baby I’m Gonna Leave You… caramba, tudo!

11. Black Sabbath. Qualquer coisa entre o primeiro disco e o Sabbath Bloody Sabbath, não tem erro. Paranoid, Planet Caravan, The Wizard, Sleeping Village, Faires Wear Boots, Solitude, Into The Void, Wheels of Confusion, Changes, Sabbath Bloody Sabbath, National Acrobat, Fluff, Sabbra Cadabra, Spiral Architet…

12. Deep Purple. Bandaça. Machine Head e Burn são discos essenciais. Não estranhe, os vocalistas são diferentes: Ian Gillan (Machine Head) e David Coverdale, com  a grande ajuda do baixista Glenn Hughes (Burn). Sons: Speed King, Fireball, Smoke on Water, When a Blind Man Cries, Lazy, Highway Star, Space Trucking, Black Night, Pictures of Home, Burn, Lay Down Stay Down, You Fool No One, Mistreated, Stormbringer, Soldier of Fortune…

13. Queen. Qualquer disco ao vivo. Sons: Bohemian Rapsody, Radio Ga Ga, Under Pressure, Love of My Life, Don’t Stop Me Now, We Are The Champions, Crazy Little Thing Called Love.

14. Pink Floyd. Muito doido, mas muito bom. Discos: Piper at the Gates of Dawn (muuuuuito doido, de maluco mesmo), Dark Side of Moon, Animals, The Wall, Wish you Were Here. Sons: Antronomy Domine, Matilda mother, Echoes, Time, Brain Damage/Eclipse, Wish You Were Here, Another Brick in the Wall pt 2, Confortably Numb, Final Cut, Vera…

15. Sepultura. Pra quem gosta de sons mais pesados. Qualquer coisa dos discos Arise, Chaos AD, Roots, Dante XXI e A-Lex.

16. Metallica. Grande banda, talvez a maior dos dias de hoje. Qualquer coisa de qualquer disco (Exceto do St Anger!). Sons: Fade to black, for whom the bell tolls, unforgiven (I, II e III), nothing else matters, creeping death, hit the lights, four horsemen, ain’t my bitch, fuel, hero of the day, until it sleeps, low mans lyric, wasting my hate, king nothing, memory remains, that was just your life, all nightmare long, enter sandman, sad but true, wherever I may roam, the day that never comes, judas kiss, my apocalipse…

17. Oasis. Uns gostam, outros detestam…. eu curto e recomendo. Sons: Layla, Go Let it out, Little by little (linda!), Stand By Me, Wonderwall, Champagne Supernova, Rock and roll star, Stop crying your heart out, who feels love, shock of the lightning, Aquiesce…

18. Soundgarden. Qualquer coisa dos discos Badmotorfinger, Superunknown e Down on the Upside. Sons: Rusty Cage, Fell On Black DayS (usada em aula!), Superunknown, Outshined, Jesus Christ pose, Mind Riot, Black Hole Sun, Like a Suicide, Day I Tried to Live, Pretty Noose, Zero Chance, Dusty, Blow Up outside world, Burden in my hand, Tighter and Tighter…

19. Chris Cornell: os discos Euphoria Morning e Unplugged in Sweeden inteiros.

20. Audioslave: os três discos. Sons: Cochise, I’m the Highway, Like a Stone, Show me How to Live, Last Remaining Light, It Doesnt Remind Me, Your Time Has Come, Be Yourself, Yesterday to Tomorrow, The Curse, Revelations, One and The Same, Original Fire, Wide Awake, Nothing Left to Say but Goodbye, Moth.

21. Pearl Jam. Tudo. Sons: Alive, Even Flow, Jeremy, Yellow Ledbetter, Oceans, Daughetr, Rear View Mirror, Red Mosquito, Black, Corduroy, Given to Fly, Go, Breakerfall, Nothing as it seems, Thin Air, Man of the hour, Light Years, Betterman, Wishlist, State of Love and trust, Do the Evolution (o vídeo é sensacional!), Off He Goes…

22. Alice In Chains. O MTV Unplugged é OBRIGATÓRIO.

23. Blues. Rory Gallagher, John Lee Hooker, Muddy Waters, Howlin Wolf, Taj Mahal, Roy Buchanan, Blues Etílicos (brasuca!), André Christovam, Janis Joplin, etc.

24. Southern Rock> Allman Brothers, Lynyrd Skynyrd (lembram de Simple Man?).

25. Soul Music. Ray Charles, All Green, Otis Redding, Aretha Franklin, Isaac Hayes…

26. The Who! Discos como Who Sell Out, Who’s Next, Tommy… sons: Pinball Wizard, Bargain, Anyway-anyhow-anywhere, Baba O’riley, Wont get fooled again, My generation, I cant explain, the kids are alright, magic bus, behind blue eyes…

27. Grand Funk Railroad. Discos como On Time, Red Album… sons: We’re an american band, I’m your captain (closer to home), footstomp music, are you ready, get this thing on the move.

28. AC/DC. TUDO. Discos: High Voltage, Let There Be Rock, Highway to Hell, Powerage, Jailbreak, Back In Black, For Those About to Rock, Ballbreaker, Stiff Upper Lip, Black Ice, RAzors Edge…

29. U2: Outra banda fantástica, todo disco sempre tem coisa boa. Sons: Sunday Bloody Sunday, I Will Follow, Still Haven’t Found what I’m looking for, where the streets have no name, Pride (in the name of love), walk on, elevation, beautiful day, lemon, hold me-kiss me-thrill me-kill me, one, even better than the real thing, desire, who’s gonna ride your wild horses, so cruel, the sweetest thing, get on your boots, vertigo, with or without you, stay…

30. Nirvana. Tudo. Mas especialmente os discos Nevermind, In Utero e o Unplugged in New York (MTV). Sons: About a Girl, Come As You Are, Lithium, Dumb, Serve the Servants, Heart Shaped Box, Rape Me, Smells Like Teen Spirit, Lounge Act, Drain You…

31. Chris Isaak. Muito bom mesmo! Ótimos discos, belas canções. Sons: Wicked Games (básica!), Only the Lonely, Pretty Girls Dont Cry, Speak of the Devil, Baby did a bad bad thing, Forever Blue, Graduation Day…

Tem muito mais, mas fico “só” nesses. Criei uma conta de e-mail para quem entrar em contato. Segue:

prof.rodrigo.rover@gmail.com

Sons pro sábado

Enjoying your vacation, folks? So here it is a couple of GREAT songs!

De cara o grande mestre do Soul Otis Redding com a lindíssima (Sitting on) The Dock of the Bay. Som pra curtir o fim de tarde, numa boa. A música é linda e a letra é toda saudosa. Eis vídeo e letra.

Singalong, dudes:

Otis Redding - (Sitting on ) The Dock of the Bay

Sitting in the morning sun
I’ll be sitting when the evening comes
Watching the ships roll in
And I watch ‘em roll away again

[Refrain]
Sitting on the dock of the bay
Watching the tide roll away
I’m just sitting on the dock of the bay
Wasting time

I left my home in Georgia
Headed for the ‘Frisco bay
‘Cause I had nothin to live for
And look like nothing’s gonna come my way

So I’m just…
[Refrain]

Look like nothing’s gonna change
Everything still remains the same
I can’t do what ten people tell me to do
So I guess I’ll remain the same

Sittin here resting my bones
And this loneliness won’t leave me alone
It’s two thousand miles I roamed
Just to make this dock my home

Now, I’m just…

A segunda é um cover dos Stones (uma das minhas favoritas deles, anyway). Taj Mahal pegou esse blues inglês preguiçoso e transformou num blues rural chorado, lindo, lindo. Simples, mas arrebatador (e a gaita é muito legal).

Sing it:

Taj Mahal - Honky Tonk Women

These are honky tonk women
Tryin’ to give me, give me, give me their honky tonk blues

I met a gin-soaked bar-room queen in Memphis
She tried to take me upstairs for a ride
She had to heave me right across her shoulder
‘Cause I just can’t seem to drink you off my mind

These are honky tonk women
But now they give me, give me, give me their honky tonk blues

I laid a divorcée in New York City
Well, I had to put up (huh) some kind of fight
Well, that lady, then she covered me with roses
(Huh) Well, she blew my nose (whew) and then she blew my mind

But it’s the honky tonk women
Tryin’ to give me, give me, give me their honky tonk blues
It’s the honky tonk women
Yeah, they give me, give me, give me their honky tonk blues

It’s the honky tonk women
They give me, give me, give me their honky tonk blues
Yeah, they give me, give me, give me their honky tonk blues
They give me, give me, give me their honky tonk blues

Eu disse “a couple of great songs” mas navegando pelo You Tube achei esse outro belo Soul, do Al Green, de 73. Matador, e sexy - he knows the stuff, hehe. Tanto Honky Tonk quanto essa do Al Green são da trilha da série House. Ou seja, a série é fantástica e a trilha idem. Enjoy!

lyrics:

Al Green - Love and Happiness

Love and happiness…
something that can make you do wrong, make you do right…
Love…

Love and happiness
Wait a minute…
something’s going wrong
someone’s on the phone
three o’clock in the morning
talkin’ about how she can make it right
well,
happiness is when you really feel good with somebody
nothing wrong with being in one with someone
oh, baby, love and happiness
love and happiness…
love and happiness…

Love and happiness
You be good to me
I’ll be good to you
we’ll be together
we’ll see each other
walk away with victory
oh baby,
love and happiness…
love and happiness…

Make you do right… love’ll make you do wrong…
make you come home early…
make you stay out all night long…
the power of love…

wait a minute,
let me tell you…
the power of love…
make you do right… love’ll make you do wrong…
make you want to dance…
love and happiness…
love and happiness…

love is… wait a minute… love is…
walkin’ together…
talkin’ together…
say it again…
say it together…
Mmmm…

-x-

So, here it is. Have a nice (and warm!) saturday. See ya.

Bruce Springsteen, a.k.a. The Boss

Por que os americanos chamam Bruce Springsteen de “The Boss”? Porque ele entende da alma do homem médio (que trabalha, paga contas, se apaixona e vive no mundo “real”, digamos) como poucos compositores. Essa é do disco de 2005, faixa título. Arrepiantemente linda.

Devils & Dust

Got my finger on the trigger
But I don’t know who to trust
I look into your eyes
There’s just devils and dust

We’re a long, long way from home Bob
Home’s a long, long way from us
Feel the dirty winds blowin’
Devils and dust

I got God on my side
I’m just trying to survive
But if what you do to survive
Kills the things you love

Fear is a powerful thing
It can turn your heart black you can trust
It’ll take your God-filled soul
Fill it with devils and dust

Well I dreamed of you last night
In a field of blood and stone
Blood began to dry
And a smell began to rise

Well I dreamed of you last night Mom
In a field of mud and bone
And your blood began to dry
The smell began to rise

Got God on our side
We’re just trying to survive
But if what you do to survive
Kills the things you love

Fear is a powerful thing
It’ll turn your heart black you can trust
It’ll take your God-filled soul
Fill it with devils and dust
It’ll take your God-filled soul
Fill it with devils and dust

Now every woman and every man
They wanna take your right to stand
Find the love with God wills
The faith that He commands

I’ve got my finger on the trigger
Tonight faith just ain’t enough
And I look inside my heart
There’s just devils and dust

But I’ve got God on my side
And I’m just trying to survive
But if what you do to survive
Kills the things you love

Fear is a dangerous thing
It’ll turn your heart black you can trust
It’ll take your God-filled soul
Fill it with devils and dust
It’ll take your God-filled soul
Fill it with devils and dust

(tradução)

Estou com o dedo no gatilho
Mas não sei em quem confiar
Quando olho nos seus olhos
Há apenas demônios e poeira

Estamos muito, muito longe de casa, Bobbie
A nossa casa está muito, muito longe de nós
Sinto um vento sujo soprando
Demônios e poeiras

Tenho Deus do meu lado
Estou apenas tentando sobreviver
E se o que você fizer para sobreviver
Matar o que você ama
O medo é uma coisa poderosa
Pode deixar o seu coração escuro, pode confiar
Vai pegar a sua alma preenchida com Deus
E enchê-la de demônios e poeira

Sonhei com você a noite passada
Em um campo de sangue e pedras
O sangue começou a secar
O cheiro começou a subir

Sonhei com você a noite passada
Em um campo de sangue e pedras
O sangue começou a secar
O cheiro começou a subir

Temos Deus do nosso lado
Estou apenas tentando sobreviver
E se o que você fizer para sobreviver
Matar o que você ama
O medo é uma coisa poderosa
Pode deixar o seu coração escuro, pode confiar
Vai pegar a sua alma preenchida com Deus
E enchê-la de demônios e poeira

Agora todas as mulheres e todos os homens
Querem tomar uma posição justiceira
Encontrar o amor que Deus deseja
E a fé que Ele comanda

Estou com o dedo no gatilho
E hoje à noite a fé não será o bastante
Quando olho para dentro do meu coração
Há apenas demônios e poeira

Tenho Deus do meu lado
Estou apenas tentando sobreviver
E se o que você fizer para sobreviver
Matar o que você ama
O medo é uma coisa poderosa
Pode deixar o seu coração escuro, pode confiar
Vai pegar a sua alma preenchida com Deus
E enchê-la de demônios e poeira

Vai pegar a sua alma preenchida com Deus
E enchê-la de demônios e poeira

Black Sabbath Mk II - paraíso ou…

Clássico absoluto, início de um pequeno tributo deste microblog ao grande Ronni James Dio. “Heaven and Hell” é o título do primeiro álbum que Dio gravou com o Sabbath - and one of the coolest songs ever.

Segue vídeo:

 Segue letra:

 Sing me a song, you’re a singer
Do me a wrong, you’re a bringer of evil
The devil is never a maker
The less that you give, you’re a taker
So it’s on and on and on, it’s heaven and hell
Oh well

The lover of life’s not a sinner
The ending is just a beginner
The closer you get to the meaning
The sooner you’ll know that you’re dreaming
So it’s on and on and on, oh it’s on and on and on
It goes on and on and on, Heaven and Hell
I can tell
Fool, fool

Oh uh
Yeah, yeah, yeah

Well if it seems to be real, it’s illusion
For every moment of truth, there’s confusion in life
Love can be seen as the answer, but nobody bleeds for the dancer
And it’s on and on, on and on and on and on and on and on and on

They say that life’s a carousel
Spinning fast, you’ve got to ride it well
The world is full of kings and queens
Who blind your eyes and steal your dreams
It’s heaven and hell, oh well

And they’ll tell you black is really white
The moon is just the sun at night
And when you walk in golden halls
You get to keep the gold that falls
It’s heaven and hell, oh no

Fool, fool
You’ve got to bleed for the dancer
Fool, fool
Look for the answer
Fool, fool, fool

Comentário adicional sobre a letra: Dio foi a vida inteira menosprezado, mas produziu obras sensacionais. O jogo de opostos, a lição de moral nesta letra… é praticamente uma fábula moderna!

Se vc cantar uma canção, é um cantor - mas se fizer algo errado, carrega o mal com você. O coisa ruim não faz nada (se aproveita dos erros de cada um) e, quanto menos você oferece (ao mundo, às pessoas), vc está, na verdade, tomando um pouco delas. E continua, continua e continua - é paraíso e inferno!

Aquele que ama a vida não é pecador - o que termina, na verdade, inicia (o jogo de opostos e a vida cíclica: é a ideia que permeia toda a letra de forma inteligentíssima!). Mais perto você chega do significado (da vida!), mais cedo você descobre que está sonhando… E continua…

O que parece ser real é só ilusão: pra cada momento de verdade, a vida é uma confusão. Ninguém parece saber a resposta, mas ninguém se arrisca (a ponto de sangrar para aquele que dança - e que ilude. Menção óbvia ao que seduz mas te arranca tudo).

Eles dizem que a vida é um carrossel que gira rápido - você tem que montar muito bem nele. O mundo é cheio de reis e rainhas, que cegam seus olhos e roubam seus sonhos: é paraíso e inferno.

Te dizem que o preto é, na verdade, branco. A lua é apenas o sol, na noite. E se você caminha por salões de ouro, é pra manter em pé o ouro que cai - sobre você, na sua cabeça. Jogo de extremos e opostos. Em suma: escolhe o caminho, cara. Mas escolha bem, pq cada escolha nos faz mais refém de nós mesmo. Because it is heaven… or hell!

Em tempo: MK II é como os ingleses chamam as “segundas formações” dos grupos.  Com Ozzy, o Sabbath tem a sua MK I - formação clássica, original. Com Dio, MK II. O Deep Purple, com Gillan e Glover, MKI. Com David Coverdale e Glenn Hughes, MKII… (pronuncia-se: Mark one, Mark two, and it is on and on…)

RIP, Dio.

Ronnie James Dio

A boa música pesada está triste. Morre Ronnie James Dio, ícone para muitos. Segue a notícia, em português mesmo, via G1

Morre Ronnie James Dio, ídolo do heavy metal

Roqueiro tinha 67 anos e sofria de câncer no estômago.
Americano foi vocalista das bandas Black Sabbath e Heaven & Hell.

O roqueiro americano Ronnie James Dio morreu na manhã deste domingo (16), aos 67 anos, de câncer no estômago. Ícone do heavy metal, ele foi vocalista das bandas Dio, Black Sabbath e Heaven & Hell.

A notícia da morte foi divulgada pela mulher do músico, Wendy. “Hoje meu coração está partido, Ronnie se foi às 7h45”, contou no site oficial do artista. “Muitos de nossos amigos e familiares puderam se despedir antes que ele se fosse em paz. Ronnie sabia que era muito amado por todos”, completa.

Relembre o último show de Ronnie James Dio no Brasil

Leia também: G1 apresenta 15 discos para entender o metal

A notícia de que o roqueiro estava com câncer foi anunciada em novembro de 2009. Ele iniciou o tratamento com a doença ainda no estágio inicial e havia diminuído o número de show nos últimos meses.

Dio começou sua carreira nos anos 70, como cantor e baixista da banda Elf, com a qual gravou três álbuns. Mais tarde, mudou para o grupo Rainbow, a convite de Ritchie Blackmore (ex-Deep Purple).

O roqueiro também foi vocalista do Black Sabbath, com quem gravou quatro álbuns, incluindo clássicos como “Heaven and Hell” e “Mob rules”. Dio substituiu Ozzy Osborne, que deixou o grupo em 1979.

Ronnie James DioRonnie James Dio durante sua última passagem por um palco brasileiro, em maio de 2009. Ele se apresentou com a banda Heaven & Hell. (Foto: Daigo Oliva/G1)

 

‘Chifrinho’

Dio ajudou a criar uma das maiores tradições do heavy metal. No documentário “Metal - a headbangers journey” ele é citado como um dos inventores do “chifrinho” feito com as mãos, imitado por fãs do gênero no mundo inteiro. Segundo ele, o símbolo era usado por sua avó italiana, e servia para afastar (ou provocar) o “mau olhado”.

O cantor esteve no Brasil há exatamente um ano. Na madrugada de 16 de maio de 2009, o roqueiro subiu no palco do Credicard Hall, em São Paulo, junto com sua banda, Heaven & Hell, que contava com o guitarrista original do Black Sabbath Tony Iommi, tocando um repertório que incluía músicas novas e faixas da fase em que Dio comandou os vocais do Sabbath.

Ainda, post do Jamari França (o melhor jornalista de rock and roll do Brasil) sobre o show do H&H no ano passado, no RJ (Oh, Deus: PQ EU NÃO FUI?!):

Heaven and Hell botou pra fu…

Tony Iommi - Foto Jam Sessions

Neste domingo estive pela primeira vez diante de Tony Iommi, no show que o Heaven & Hell fez no Citibank Hall e foi nele que fiquei ligado a maior parte do tempo. Com uma ótima aparência aos 61 anos com o casacão preto, a cruz no peito e várias no braço das Gibson/Epiphone SGs, Iommi sorriu para as primeiras filas, cumprimentando os fãs que levaram uma faixa de agradecimento por ele ter criado e mantido o heavy metal. Homenagem mais do que justa porque Tonny é um dos criadores da cartilha do heavy metal, um mestre original e não um reciclador. Ver e ouvir sua guitarra rugindo por uma hora e picos foi o momento mais importante do ano até agora para mim (em seguida vem o show do Radiohead).

Ronnie James Dio é um perfeito mestre de cerimônias. Sempre cativando o público, explicando de que trata cada música e anunciando o que a banda ia tocar, uma cortesia rara entre vocalistas de rock. Magro que só a necessidade, Dio tem uma voz de trovão já com algumas falhas, mas nada que o tire da linha de frente dos vocalistas de heavy metal. Sempre com a saudação dos dois chifres em punho, ele se preocupa em apertar mãos, posar para fotos e cativar os fãs do gargarejo. Fiquei longe de Geezer Butler, uma verdadeira rocha no palco, juntando seus graves aos de Tony para a metaleira lúgubre que a dupla sustenta há mais de 40 anos. Vinny Appice, irmão de Carmine Appice do devastador trio Beck, Bogert & Appice, tem uma pegada animal e seus tambores reforçam o peso da dupla Iommi - Butler, uma britadeira nas mais rápidas e um rolo compressor nas mais lentas.

O público de umas seis mil pessoas era um oceano de camisas pretas e muito entusiasmo,. O público do metal é especial porque é engajado, gosta de um gênero de música que sempre sofre restrições de quem não gosta de rock ou de quem gosta da música do momento. É um público fiel, muita garotada que correu atrás para aprender quem eram os caras realmente importantes no rock pesado e compareceram para prestigiar, curtir e homenagear. Apesar de não usar o nome, ali estava o Black Sabbath dos discos “Humanizer” (1992) e “Mob Rules” (1981). E também quase todo o do “Heaven and Hell” (1980), que ainda não tinha Appice, mas ainda o original Bill Ward nas baquetas.

                                                                                          Ronnie James Dio

O show teve músicas desses três discos e de “The devil you know,” o álbum do Heaven & Hell” lançado este ano. A entrada com “Mob Rules” e “Children of the Sea” deixou a platéia ligadona, com os dedos em chifres no ar, guitarristas e bateristas imaginários se multiplicando na amplidão do Citybank Hall. Observar o público é tão interessante quanto olhar a banda, cada um traduzindo à sua maneira o input que vinha do palco. Todos se tornam um nessa hora na explosão de decibéis. O ponto alto foi o encerramento com “Heaven and Hell,” uma longa peça em que Iommi fez os melhores solos da noite e a platéia correspondeu com o coro de “ôôôô, emocionante com a força de tantas mil vozes. No bis, com “Country girl/ Neon Knights,” Dio voltou a puxar os “ôôô” num final apoteótico.

O set list teve “E51510,” “Mob rules,” “Falling off the edge of the world,” e Country girl” do album, “Mob rules.” “Children of the sea,” “Die young,” “Heaven & hell” e “Neon knights” do álbum “Heaven and & hell.” “I” e “Time machine” do álbum “Dehumanizer.” E “Bible black,” “Fear” e “Follow the tears” de “The devil you know.”

-X-

RIP, man.

Temple of the Dog - “Sing along”, my friends

You Tube é uma maravilha, isn’t it? Pois então. Achei 02 videozinhos com letra de uma banda beeeeem legal, do começo dos anos 90, chamada Temple of the Dog. Na verdade foi um projeto tributo, que juntou gente do Soundgarden e do Pearl Jam, 02 bandas fantásticas (do Soundgarden eu já usei uma música chamada Fell On Black Days, numa aula pro ensino médio). Gosto muitíssimo das 02 músicas e, na dúvida, resolvi postar ambas. Let’s go sing along, baby.

whose line is it anyway?

The kings at their finest.

Cascão was the bunny

Tirinha dos nonos anos. Simples até dizer chega - mas teve gente que errou!  Vamos a ela:tira2341

I  had: Eu TIVE (had, passado de have - ter). HORRIBLE: cognato para “horrível”. NIGHTMARE: Pesadelo - tradução DADA NA PROVA.

I DREAMED: não é possível que essa garotada antenada de hoje nunca tenha escutado uma música ou visto um filme com a palavra DREAM (Sonho). Com o ED, indica que é é SIMPLE PAST de um regular verb (no caso, sonhar) . Então o próprio cascão fala EU SONHEI… Portanto, se eu perguntou QUAL FOI O SONHO DO CASCÃO, era só copiar esse quadrinho! Plush Bunny (colelho de pelúcia): tradução dada. EARS, orelhas: tradução dada durante a prova. TIE: amarrar, nó. Será que era tão difícil um raciocínio lógico aí? Será que tem gente que não sabe a brincadeira favorita do Cascão e do Cebolinha quando tomam o coelho da Mônica?

E então vem a fala do Cebolinha: ainda que não soubéssemos que o “So” ali era algo como “então”, o fato de ter o WHAT (o que) seguido de WAS (passado do verbo to be: ser, estar, ou foi, estava) e do já citado nightmare, mais o ponto de interrogação, resta óbvio que o Cebolinha pergunta algo como “então qual foi o pesadelo?” - que era justamente a próxima pergunta! Por que o sonho (já que a fala do Cascão é EU SONHEI) se tornou um pesadelo, já que o Cebolinha pegar o coelho da Mônica e dar um nó nas orelhas não é exaaaatamente a noção de “pesadelo” pra turminha? Aqui mais uma justificativa pra usar tirinhas na prova: O Cascão fala “I WAS THE BUNNY” (”EU era o coelho” - que o Cebolinha pega e dá nó nas orelhas). Notem o quadrinho em que o Cascão fala que ele era o coelho: ELE APONTA PARA SI MESMO! I (aponta para o peito) WAS THE BUNNY.

Ou seja: parabéns pra quem acertou. Pra quem errou: é hora de aumentar leituras que estimulem raciocínio. É hora de botarmos os cérebros pra trabalhar - e não usá-los como plantação de cabelos. O que deve brotar aí são IDEIAS. So, see y’all!

Comic Strips

Começo, a partir deste post, uma série com todas as tirinhas (comic strips) que eu usar nas provas. Comentários, sacadas, jogo de palavras… tudo que for pertinente. Alguns alunos reclamam, outros adoram, mas o fato é: tirinhas são uma forma inteligente e engraçada de ver o mundo e fazer pensar. E acho que, como educador, esta é a missão mais nobre que podemos encarar. By the way, se pelo menos os alunos se interessarem por quadrinhos como fonte de entretenimento, já terá valido o esforço.

A tirinha que abre esta série é, pra mim, uma das mais legais que já usei em prova. Pela perspicácia, pelo duplo sentido, pelo jogo de palavras. Os queridos do 2º ano Ensino Médio que o digam. Vamos a ela:

Calvin and Hobbes

calvin-pronoun

Calvin: “I need help with my homework. What’s a pronoun?”
Hobbes: “It’s a noun that lost its amateur status.”
Calvin: “Maybe I can get a point for originality.

Observe a sacada: PRONOUN, pronome.

PRO - profissional + NOUN - substantivo. Então, pronome é um substantivo pro, profissional. Se é profissional, é porque já não é amador - perdeu esse status.

“Não vi graça!” - humor não nasceu pra ser engraçado. Isso é comicidade. Humor nos faz pensar de forma sutil, ainda que crítica. Grande tirinha, grande Calvin.