<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	>

<channel>
	<title>Articulistas &#124; Jairo Bouer</title>
	<atom:link href="http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer</link>
	<description>Blog do Jairo</description>
	<pubDate>Wed, 14 Mar 2012 13:15:22 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.7</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Como você se publica?</title>
		<link>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/como-voce-se-publica/</link>
		<comments>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/como-voce-se-publica/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 14 Mar 2012 13:15:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Articulistas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<category><![CDATA[imagem]]></category>

		<category><![CDATA[interesse]]></category>

		<category><![CDATA[pessoas]]></category>

		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/?p=199</guid>
		<description><![CDATA[O surgimento de redes sociais virtuais pareceu um milagre para as pessoas mais tímidas e inseguras. Afinal, é o modo perfeito de conhecer pessoas com interesses semelhantes, estreitar laços e até arriscar uma paquera protegida do contato direto. Mas uma pesquisa feita no Canadá mostrou que as pessoas inseguras e com autoestima baixa acabam usando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O surgimento de redes sociais virtuais pareceu um milagre para as pessoas mais tímidas e inseguras. Afinal, é o modo perfeito de conhecer pessoas com interesses semelhantes, estreitar laços e até arriscar uma paquera protegida do contato direto. Mas uma pesquisa feita no Canadá mostrou que as pessoas inseguras e com autoestima baixa acabam usando a rede social como uma forma de sabotagem. Elas utilizam tanto o meio virtual para reclamar da vida que acabam divulgando-se de forma negativa, afastando os outros, em vez de estreitar laços.</p>
<p>As pesquisadoras listaram as últimas dez atualizações de uma série de pessoas que haviam passado por avaliações de sua autoestima. Os textos foram dados para outros jovens, que diziam se tinham ou não gostado daquela pessoa. Os indivíduos com as piores autoestimas – e os posts mais negativos – foram aqueles de que os avaliadores menos gostaram. Por outro lado, quando as pessoas de boa autoestima – e posts positivos – publicavam algum lamento, ele despertava mais interesse nos outros. Como não eram pessoas dadas a reclamar, quando reclamavam realmente mereciam atenção e aproximavam os outros, que ofereciam apoio.</p>
<p>Esse estudo faz a gente repensar aquela definição dos pessimistas e otimistas, que veem o copo meio vazio ou meio cheio. Quem quer estar ao lado de alguém que só sabe reclamar, que nunca está contente, que sempre leva o astral lá para baixo? Ainda mais com a Internet, em que você pode se relacionar praticamente com o mundo inteiro. Você irá se interessar mais por alguém que traga aspectos positivos, que anime o seu dia a dia, ou por alguém sempre para baixo, que parece não estar satisfeito jamais?</p>
<p>Além de poder afastar os outros, pense se vale a pena expor seus problemas na rede. A gente tem a sensação de que está protegido na Internet, mas praticamente qualquer um tem acesso ao que é publicado. Muitas vezes, os posts são feitos por impulso, e depois não tem muito como voltar atrás – sempre tem alguém que leu. Pode ser terapêutico dividir suas angústias, mas não seria mais válido selecionar com quem compartilhá-las, em vez de lançá-las para toda a rede?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/como-voce-se-publica/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Seus filhos são o que você come</title>
		<link>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/seus-filhos-sao-o-que-voce-come/</link>
		<comments>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/seus-filhos-sao-o-que-voce-come/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Mar 2012 18:15:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Articulistas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pais]]></category>

		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>

		<category><![CDATA[exercícios]]></category>

		<category><![CDATA[filhos]]></category>

		<category><![CDATA[Obesidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/?p=198</guid>
		<description><![CDATA[Uma pesquisa feita na Universidade Federal de Santa Catarina com 2.826 alunos de Florianópolis, de 7 a 14 anos, mostrou que pais obesos e com sobrepeso são uma forte influência para os filhos seguirem o mesmo caminho, principalmente em se tratando de meninas. Filhos de pais acima do peso têm 80% de chance de apresentar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pesquisa feita na Universidade Federal de Santa Catarina com 2.826 alunos de Florianópolis, de 7 a 14 anos, mostrou que pais obesos e com sobrepeso são uma forte influência para os filhos seguirem o mesmo caminho, principalmente em se tratando de meninas. Filhos de pais acima do peso têm 80% de chance de apresentar o mesmo problema. A taxa sobe para 150% quando falamos das filhas de pais acima do peso. Houve também uma diferença na influência de pais e de mães: enquanto eles tinham mais relação com sobrepeso dos filhos, elas interferiram mais no sobrepeso das filhas.</p>
<p>Isso é só um exemplo de que não adianta repreender os filhos se você não for coerente com o que exige. Não tem sentido lascar uma bronca no filho porque descobriu que ele está fumando se você também fuma. Ou ficar bravo se ele abusar de bebida se você também o faz.</p>
<p>Quando o assunto é dieta, isso é ainda mais notável – a refeição da família acaba sendo uma só. Ou você faz pratos totalmente especiais para seus filhos, diferentes das “besteirinhas” que você come só para enganar a fome? Manter uma rotina regular em casa, com café da manhã reforçado, almoço e jantar, disponibilizar frutas e legumes aos seus filhos, evitar a manutenção de guloseimas no armário, controlar o consumo de refrigerantes, doces e frituras, e educar o paladar dos filhos é função dos pais.</p>
<p>O mesmo serve para a prática de exercícios. Quer estímulo maior para uma criança manter-se ativa do que jogar bola com o pai desde pequena, andar de bicicleta com a mãe, passear a pé no final de semana em família? Esses hábitos precisam ser construídos desde que somos pequenos. Pode ter certeza: dificilmente a criança vai adquiri-los sozinha. Se a família inteira estiver apontando na mesma direção, é muito mais provável que seu filho seja uma criança saudável, que se mantenha assim na adolescência e transmita os bons hábitos para os seus netos.</p>
<p>Esqueça o velho “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”. Se você precisa de um bom estímulo para cuidar da sua saúde, pense que a dos seus filhos também está em jogo quando você é desleixado!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/seus-filhos-sao-o-que-voce-come/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>O fantasma do crack</title>
		<link>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/o-fantasma-do-crack/</link>
		<comments>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/o-fantasma-do-crack/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 28 Feb 2012 12:02:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Articulistas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Drogas]]></category>

		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

		<category><![CDATA[crack]]></category>

		<category><![CDATA[polícia]]></category>

		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/?p=197</guid>
		<description><![CDATA[Muito tem se falado sobre crack nas últimas semanas, devido ao debate sobre a internação compulsória para o tratamento de dependentes, à ação da polícia em São Paulo para acabar com a Cracolândia e a novas pesquisas, que registram  o aumento do consumo da droga. 
Um levantamento do Datafolha, por exemplo, indicou que 2% [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito tem se falado sobre crack nas últimas semanas, devido ao debate sobre a internação compulsória para o tratamento de dependentes, à ação da polícia em São Paulo para acabar com a Cracolândia e a novas pesquisas, que registram  o aumento do consumo da droga. </p>
<p>Um levantamento do Datafolha, por exemplo, indicou que 2% dos brasileiros com mais de 16 anos admitem já ter usado crack pelo menos uma vez na vida e que 8% da população diz ter alguém na família que faz uso desse narcótico. Por outro lado, quando os entrevistados são indagados sobre se ainda o consomem, o índice cai para praticamente zero, desfazendo a ideia de que basta experimentar uma vez para se tornar dependente.</p>
<p>Desde sua introdução no Brasil, o consumo do crack vem crescendo constantemente. Segundo a divisão das Nações Unidas para o combate de tráfico de drogas, o país entrou de vez na rota de tráfico da cocaína (base para a produção das pedras do crack), o que só nos confirma como um crescente consumidor da substância.</p>
<p>Isso significa, sim, que o crack está mais próximo de seus filhos e mais acessível para eles. Significa, também, que precisamos ficar mais atentos, para poder orientar, acolher e evitar que cada vez mais jovens se tornem usuários. Mas não significa que se deva instaurar uma neurose generalizada! Para começar a enfrentar o problema, primeiro temos que acabar com alguns preconceitos. A visão de que o crack se restringe a camadas muito pobres e marginalizadas da população já caiu por terra. Ele continua sendo consumido por pessoas de menor escolaridade, mas já entrou nas camadas médias e altas.</p>
<p>Não é possível afirmar com certeza que alguém esteja usando a droga, mas algumas mudanças de comportamento podem acender um sinal de alerta. Aumento de agitação e irritabilidade, diminuição do sono, perda de interesse em atividades habituais, queda abrupta de rendimento escolar, afastamento dos amigos antigos&#8230; Tudo isso pode ser sinal de que o jovem esteja passando por um momento difícil – desajuste na escola, depressão ou simplesmente a confusão que é comum à adolescência. Mas não se deve descartar o uso de drogas como fonte dessas mudanças. E, agora ainda mais, não se deve esquecer o crack. Em vez de acusar, reprimir e cortar o diálogo, talvez seja mais produtivo seguir no caminho oposto: tentar entender o que está acontecendo de errado e onde o jovem precisa de apoio. Ajuda especializada (de psicólogos, psicopedagogos e psiquiatras) pode ser muito bem-vinda em casos mais difíceis de se acessar. </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/o-fantasma-do-crack/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Hora de preparar o meio de campo!</title>
		<link>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/hora-de-preparar-o-meio-de-campo/</link>
		<comments>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/hora-de-preparar-o-meio-de-campo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 18:27:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Articulistas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pais]]></category>

		<category><![CDATA[Escola]]></category>

		<category><![CDATA[Férias]]></category>

		<category><![CDATA[filhos]]></category>

		<category><![CDATA[Organização]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/?p=196</guid>
		<description><![CDATA[As férias acabaram, e a molecada está de volta à escola. A expectativa de começo de ano é sempre de consertar o que não saiu tão bem no ano anterior, organizar o que ficou bagunçado e, de maneira geral, fazer com que este ano seja melhor do que o passado. Com os estudos dos filhos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As férias acabaram, e a molecada está de volta à escola. A expectativa de começo de ano é sempre de consertar o que não saiu tão bem no ano anterior, organizar o que ficou bagunçado e, de maneira geral, fazer com que este ano seja melhor do que o passado. Com os estudos dos filhos, a regra é parecida: o desejo é de que eles vençam as barreiras e consigam ter um desempenho melhor do que no ano anterior.</p>
<p>Porém, o esforço para sair-se na escola não depende apenas das crianças e dos adolescentes. Os pais têm um papel importantíssimo, que pode fazer a diferença no boletim escolar.</p>
<p>Para começar, os pais são as pessoas que podem garantir um ambiente adequado para seus filhos estudarem em casa, potencializando o trabalho que é feito nos bancos escolares. Definir um local calmo na casa, sem distrações, com boa iluminação, onde o estudante possa concentrar-se para fazer tarefas, os trabalhos escolares e estudar para as provas é o primeiro passo. Não precisa ser um cômodo inteiro: um cantinho com uma escrivaninha, em que o filho possa sentar-se com algum conforto, sem ser interrompido, é suficiente. Mas a família tem que se acertar para respeitar esse espaço e o tempo de estudo. Não adianta fornecer o espaço se, a toda hora, a mãe pedir ajuda nas tarefas de casa ou o pai mantiver a TV ligada com volume alto, por exemplo.</p>
<p>Outro fator importante é favorecer o sono adequado. Se a criança ou o adolescente entra na escola pela manhã, a família deve fazer um esforço para baixar o ritmo da casa num horário razoável para que haja silêncio cedo. Privação de sono pode fazer com que o rendimento escolar caia consideravelmente (assistir às aulas morrendo de sono, cochilando a todo tempo, não combina com um bom aprendizado, concorda?).</p>
<p>Outro ladrão de sono importante são os aparelhos eletrônicos – videogames, computadores e tocadores de MP3. O filho pode estar quietinho no quarto, e você, com a certeza de que ele está dormindo. Na verdade, ele fica on-line até de madrugada (e depois não se sabe o porquê de tanto sono!). Colocar limites para o uso de Internet é essencial. Deixar o computador num espaço comum da casa – em vez de deixá-lo – é uma opção para manter esse limite. O mesmo vale para celulares: quem consegue dormir com o aparelho apitando a toda hora com mensagens de amigos insones?</p>
<p>Por fim, não adianta apenas cobrar desempenho dos filhos na escola. É preciso mostrar-se disponível para dar suporte, também. As pessoas têm dificuldades distintas: o que parece muito fácil para uma criança pode ser incompreensível para outra. E é na associação entre escola e família que se cria a rede de apoio para que a criança supere os obstáculos. Manter contato com a equipe pedagógica da escola caso seu filho apresente dificuldades é essencial. Só conversando com quem participa do cotidiano escolar de seu filho para saber como é possível ajudá-lo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/hora-de-preparar-o-meio-de-campo/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>De volta à escola</title>
		<link>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/de-volta-a-escola/</link>
		<comments>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/de-volta-a-escola/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 16:21:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Articulistas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<category><![CDATA[Aulas]]></category>

		<category><![CDATA[Escola]]></category>

		<category><![CDATA[Jairo Bouer]]></category>

		<category><![CDATA[obrigações]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/?p=195</guid>
		<description><![CDATA[As férias chegaram ao fim. Muita gente reclama porque vai ter que acordar cedo e retomar as obrigações. E muita gente está feliz de rever os amigos e — por que não? — curtir a escola. De qualquer jeito, o fato é que o ano começa zerado, sem pendências escolares e com todas as possibilidades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As férias chegaram ao fim. Muita gente reclama porque vai ter que acordar cedo e retomar as obrigações. E muita gente está feliz de rever os amigos e — por que não? — curtir a escola. De qualquer jeito, o fato é que o ano começa zerado, sem pendências escolares e com todas as possibilidades de voltar ao colégio com a vida mais organizada.</p>
<p>No comecinho do ano,  ainda estamos em marcha lenta, demorando um tempo para acertar o passo de volta à rotina. Mas é justamente nesse comecinho que não podemos vacilar. </p>
<p>Manter os estudos em dia desde agora é o primeiro passo para evitar desesperos de final de semestre ou de fim de ano, em que o estudante precisa de muita nota para ser aprovado e tem uma pilha de conteúdo acumulado para estudar. Se você começar a se dedicar desde já, fazendo os trabalhos com antecedência, organizando seus resumos, não deixando lição de casa para trás e garantindo nota desde as primeiras provas, é muito provável que tudo esteja sob controle até o final do ano — sem motivos para desespero, sem medo de recuperação, sem ameaças de férias perdidas.</p>
<p>Como ninguém é perfeito em tudo, claro que aparecerão disciplinas em que você encontrará mais dificuldades e, por mais que se esforce, talvez não consiga notas tão boas. Se o resto estiver em dia, você tem tempo para buscar um equilíbrio, redistribuir esforços e conseguir compensar as falhas. O que não dá é para deixar acumular tudo e querer recuperar o tempo perdido nas provas finais – aí a pressão é maior, assim como a quantidade de matéria a se estudar e a chance de não conseguir.</p>
<p>E não encare alguns escorregões como completos desastres – ir mal ocasionalmente em algumas provas faz parte da trajetória. O que muda é a forma de ver a situação: você pode simplesmente largar mão e colocar tudo a perder de vez ou aproveitar a chance para aprender com o erro. Converse com os professores sobre o que saiu mal, onde você se perdeu, o que precisa ser reforçado e o que você realmente não entendeu na matéria. Fechando esses buracos assim que eles aparecem, você não deixa que virem verdadeiras crateras! Muitas vezes falhas no entendimento da matéria repercutem mais para frente, e aí dá para entender por que é difícil reverter o quadro se você não compensar o que ficou frágil.</p>
<p>Aproveite que está tudo no começo e não deixe as pendências acumularem. Com tudo organizado, dá para equilibrar a vida escolar, as baladas, os compromissos de família, a diversão, os esportes e tudo mais que você quiser encaixar na rotina. É só saber aproveitar o tempo! Bom ano!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/de-volta-a-escola/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Férias!</title>
		<link>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/ferias/</link>
		<comments>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/ferias/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 12:16:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Articulistas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Férias]]></category>

		<category><![CDATA[calor]]></category>

		<category><![CDATA[cuidados]]></category>

		<category><![CDATA[festas]]></category>

		<category><![CDATA[Jairo Bouer]]></category>

		<category><![CDATA[piscina]]></category>

		<category><![CDATA[praia]]></category>

		<category><![CDATA[sol]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/?p=192</guid>
		<description><![CDATA[Elas chegaram: as tão esperadas férias! Agora, galera não tem hora para acordar, não tem comprometimento com provas e estudos, e, além de tudo, tem o verão para curtir o calor.
Parece um paraíso, mas algumas vaciladas podem transformar estas semanas num inferno. Pra começar, está calor, é uma delícia ir à praia, ficar na piscina, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Elas chegaram: as tão esperadas férias! Agora, galera não tem hora para acordar, não tem comprometimento com provas e estudos, e, além de tudo, tem o verão para curtir o calor.</p>
<p>Parece um paraíso, mas algumas vaciladas podem transformar estas semanas num inferno. Pra começar, está calor, é uma delícia ir à praia, ficar na piscina, aproveitar os dias mais longos e, ainda, ter aquela empolgação das festas de fim de ano. Porém, alguns escorregões básicos – como excesso de sol e de álcool – são capazes de fazer tudo isso virar sofrimento.</p>
<p>Os cuidados com o sol já deveriam estar decorados de trás pra frente! São atitudes simples, mas que previnem aquela pele ardida, em que ninguém pode encostar ou, pior, uma insolação que rende alguns dias de molho em casa. Basta evitar os raios de sol nos horários de maior incidência – se for para ficar dando moleza na praia, que seja antes das dez horas da manhã ou depois das 16 horas. Nesse meio tempo, prefira estar num local mais protegido, mantendo pele resguardada. Não adianta se enfiar embaixo do guarda-sol e achar que está tudo controlado: os raios são capazes de atravessar o tecido, sem contar aqueles que são refletidos pela areia e pela água, chegando a você do mesmo jeito. Filtro solar, chapéus, bonés, óculos escuros e roupas frescas e claras dão reforço para evitar queimaduras. </p>
<p>Já a insolação pode ser causada apenas pela exposição exagerada ao calor. O corpo perde sua capacidade de controlar a temperatura, e a pessoa pode ter febres com calafrios, sensação de mal-estar, dor de cabeça e diarreia. Seu coração fica acelerado e o estado de consciência pode ficar um pouco alterado. </p>
<p>O primeiro cuidado a ser tomado nessa condição é hidratar bastante o corpo, tomando água e sucos. Em seguida, procurar um serviço de saúde, para checar qual a gravidade do quadro, e iniciar o tratamento mais adequado ao caso. Mas tudo isso pode ser prevenido se você preferir lugares frescos e com sombras nos momentos de calor mais intenso ao longo do dia!</p>
<p>Já o álcool é o protagonista das dores de cabeça evitáveis. Se você esperou tanto para descansar, pra que se arriscar a perder tempo com ressaca? Não é melhor maneirar e conseguir curtir as férias ao máximo? Alguns pontos são muito importantes de serem lembrados. Se você beber, não invente a graça de se jogar na piscina ou no mar. A embriaguez é o maior fator de risco para afogamentos. Mesmo que você ache que está bem, os reflexos nessas condições ficam afetados e o poder de julgamento também. Uma correnteza mais forte ou uma onda surpresa pode fazer muito estrago numa pessoa nesse estado. </p>
<p>Se você já dirige, nada de pegar o carro ou a moto depois de tomar aquela cervejinha na praia. Não vale a pena se arriscar a um acidente, quando você poderia terminar suas férias tranquilamente, curtindo o pôr do sol! Claro que isso vale para o ano inteiro. Entretanto, como nas férias as pessoas se sentem mais livres, pois suas responsabilidades diminuem, acabam achando que podem relaxar em todos os sentidos. Mas a responsabilidade do autocuidado tem que ser mantida, mesmo nas férias! </p>
<p>Bom fim de ano!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/ferias/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Acesso à bebida fica mais difícil</title>
		<link>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/acesso-a-bebida-fica-mais-dificil/</link>
		<comments>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/acesso-a-bebida-fica-mais-dificil/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 12:04:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Articulistas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Bebidas alcoólicas]]></category>

		<category><![CDATA[acesso]]></category>

		<category><![CDATA[adolescentes]]></category>

		<category><![CDATA[dificultar]]></category>

		<category><![CDATA[Jairo Bouer]]></category>

		<category><![CDATA[lei]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/?p=191</guid>
		<description><![CDATA[O Estado de São Paulo implantou uma lei que pretende dificultar o acesso de adolescentes às bebidas alcoólicas. Apesar de a venda de bebidas já ser proibida para menores de 18 anos, sabe-se que muitas casas noturnas, supermercados, bares e padarias vendem bebidas a adolescentes sem nenhum problema – e sem pedir qualquer tipo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Estado de São Paulo implantou uma lei que pretende dificultar o acesso de adolescentes às bebidas alcoólicas. Apesar de a venda de bebidas já ser proibida para menores de 18 anos, sabe-se que muitas casas noturnas, supermercados, bares e padarias vendem bebidas a adolescentes sem nenhum problema – e sem pedir qualquer tipo de comprovação de idade.</p>
<p>Com a nova lei, além da venda proibida, fica vetado também o consumo de álcool por menores de 18 nos estabelecimentos. Isso significa que não adianta pedir para o amigo mais velho comprar a cerveja – se você não tiver 18 anos, não vai poder beber lá. O governo começou a fiscalização, e os estabelecimentos que permitirem o consumo por adolescentes serão multados e até interditados.</p>
<p>Pelo menos na cidade de São Paulo, o reflexo da fiscalização já começa a ser notado. Muitas casas noturnas não permitem mais a entrada sem a apresentação de documento de identidade comprovando que o portador tem 18 anos. Os selos lembrando a proibição estão colados em supermercados e padarias (que também começam a cobrar a identidade de forma mais padronizada). Nos finais de semana, dá para ver os fiscais rodando as baladas — assim como aconteceu quando o cigarro foi proibido em locais fechados.</p>
<p>Sabe-se que quanto mais cedo a pessoa começa a beber, maiores são as chances de ela desenvolver dependência. Até os 18 anos o cérebro está passando por processos muito importantes, que envolvem a formação de novas sinapses, morte de uma série de neurônios e estímulo para o funcionamento de outros. Inserir uma substância química no meio dessa confusão torna a pessoa mais propensa a depender da presença desse psicotrópico no organismo. Se é possível evitar tudo isso, por que não esperar mais para entrar em contato com a bebida?</p>
<p>Outro argumento para se esperar até os 18 são os riscos comportamentais que acompanham a embriaguez. Uma pessoa alcoolizada é mais suscetível a se envolver em brigas, a transar sem camisinha e a provocar acidentes de trânsito. Pela própria impulsividade típica da adolescência, esses riscos já são maiores. Juntando a embriaguez, eles crescem exponencialmente. Melhor dar um tempo para tudo amadurecer, não é?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/acesso-a-bebida-fica-mais-dificil/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Dificultando o acesso ao cigarro</title>
		<link>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/dificultando-o-acesso-ao-cigarro/</link>
		<comments>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/dificultando-o-acesso-ao-cigarro/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 16:40:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Articulistas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cigarro]]></category>

		<category><![CDATA[doenças]]></category>

		<category><![CDATA[Jairo Bouer]]></category>

		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/?p=189</guid>
		<description><![CDATA[Se nas décadas de 1940 e 1950 o cigarro estava intimamente ligado ao glamour, hoje ele é lembrado principalmente pelos riscos que causa aos fumantes (sabe-se que tais riscos estão associados tanto aos cigarros diretamente tragados quanto à fumaça aspirada no fumo passivo). A tendência mundial é controlar cada vez mais o acesso ao cigarro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se nas décadas de 1940 e 1950 o cigarro estava intimamente ligado ao glamour, hoje ele é lembrado principalmente pelos riscos que causa aos fumantes (sabe-se que tais riscos estão associados tanto aos cigarros diretamente tragados quanto à fumaça aspirada no fumo passivo). A tendência mundial é controlar cada vez mais o acesso ao cigarro e proteger o quanto for possível os fumantes passivos. A nova lei já aprovada pelo Senado, agora válida para o Brasil todo (não apenas para São Paulo), proíbe de vez o fumo em ambientes fechados. Falta a presidente sancionar!</p>
<p>Há quem acuse essa corrente de ser persecutória e ir contra a liberdade individual. Acontece que o cigarro está ligado às principais causas de morte hoje no mundo – incluindo o Brasil –, que são câncer, derrames e infartos. Apesar de serem as doenças que mais matam, elas são passíveis de prevenção. Pelo impacto que causa na população e pelo custo para a saúde pública, não há como negar que o tabagismo se tornou uma questão coletiva, e não apenas uma escolha individual. Assim como o governo tem obrigação de fazer o possível para evitar violência e acidentes de trânsito, por exemplo, ele tem obrigação de cuidar da saúde coletiva. E tentar conter o consumo de tabaco é um modo de agir nesse sentido.</p>
<p>Na Austrália, o cerco está indo além da proibição do fumo em locais públicos ou da propaganda de cigarro. Um projeto de lei prevê que os fabricantes de cigarro terão de adotar uma embalagem padrão, marrom, fosca, na qual a única identificação da marca será o nome em letras também padronizadas. O objetivo é diminuir a atratividade do maço do cigarro, principalmente para os consumidores mais jovens, e destacar as mensagens de conscientização sobre os danos trazidos pelo tabagismo.</p>
<p>Claro que uma lei como essa parece estranha, muita gente reclama, mas por outro lado muita gente também apoia. Isso envolve mudança de comportamento, que não é uma coisa fácil de ser feita de uma hora para outra. Mas, se você pensar bem, até pouco tempo atrás era permitido fumar em aviões. Hoje isso parece surreal! Havia professores que fumavam durante a aula! Você se sentiria tranquilo sabendo que seu filho está tendo aula com alguém fumando na frente dele? Pode ser que, daqui a pouco, você ache estranho também seu filho ser exposto livremente ao cigarro quando for à padaria ou à banca de jornal&#8230; É isto que as novas leis, que são consideradas excessivas por alguns, estão tentando fazer: evitar a exposição de crianças e jovens ao cigarro.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/dificultando-o-acesso-ao-cigarro/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Liberdade e responsabilidade</title>
		<link>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/liberdade-e-responsabilidade/</link>
		<comments>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/liberdade-e-responsabilidade/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 17:04:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Articulistas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

		<category><![CDATA[Aids]]></category>

		<category><![CDATA[cuidados]]></category>

		<category><![CDATA[Jairo Bouer]]></category>

		<category><![CDATA[liberdade]]></category>

		<category><![CDATA[responsabilidade]]></category>

		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/?p=188</guid>
		<description><![CDATA[A Aids é uma doença hoje relativamente controlada no Brasil – os tratamentos mais modernos têm dado boa qualidade de vida às pessoas infectadas. Aos poucos, a população vai se conscientizando sobre a necessidade de prevenção (o que ajuda a barrar a transmissão), e o maior acesso a testes permite que o tratamento seja iniciado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Aids é uma doença hoje relativamente controlada no Brasil – os tratamentos mais modernos têm dado boa qualidade de vida às pessoas infectadas. Aos poucos, a população vai se conscientizando sobre a necessidade de prevenção (o que ajuda a barrar a transmissão), e o maior acesso a testes permite que o tratamento seja iniciado em momento oportuno, diminuindo as complicações da doença. Um grupo, porém, que tem ido contra a corrente, causando bastante preocupação, é justamente o dos jovens. Quem deveria já iniciar sua vida sexual acostumado com a necessidade de proteger-se tem vacilado muito.</p>
<p>Comecemos com as meninas: entre os 13 e os 19 anos, elas estão na única faixa etária da população em que a taxa de casos novos é maior entre as mulheres do que entre os homens. Ou seja: são mais adolescentes contraindo o HIV do que meninos. As garotas conseguiram abrir um espaço enorme na discussão da sexualidade, quebraram tabus e preconceitos e estão garantindo seus direitos. Mas tudo isso deve vir acompanhado de responsabilidade, não? Exercer sua liberdade também tem seus ônus – e não se trata apenas prevenir gravidez. Negociar o uso de camisinha com o parceiro é uma atitude de cuidado, que mostra a autoestima – e não desconfiança ou promiscuidade. Achar que namoro protege, ficar com o carinha mais bonito da balada ou tentar segurar o rapaz a qualquer custo não são justificativas para deixar esse cuidado de lado.</p>
<p>A mesma coisa acontece com os adolescentes e jovens homossexuais. Eles já respondem pelo maior índice de contaminações do sexo masculino entre 13 e 24 anos. Assim como as meninas, os garotos gays estão quebrando preconceitos, ganhando o seu espaço e, aos poucos, conseguindo vivenciar sua sexualidade com mais liberdade. E, de novo, isso significa encarar mais responsabilidade, também! Não dá para vacilar e deixar que o HIV avance. Mesmo com tratamentos, pesquisas sobre vacinas e testes supersensíveis, a doença ainda não tem cura. São quase 30 mil novos casos todos os anos no País. A Aids causa muitas mortes e precisa ser evitada. Que tal dar o mesmo exemplo da conquista da liberdade na execução das responsabilidades e do cuidado individual?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/liberdade-e-responsabilidade/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Olhar o problema de frente</title>
		<link>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/olhar-o-problema-de-frente/</link>
		<comments>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/olhar-o-problema-de-frente/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 15:29:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Articulistas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

		<category><![CDATA[Aids]]></category>

		<category><![CDATA[Camisinha]]></category>

		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

		<category><![CDATA[Doenças sexualmente transmissíveis]]></category>

		<category><![CDATA[DST]]></category>

		<category><![CDATA[HIV]]></category>

		<category><![CDATA[Jairo Bouer]]></category>

		<category><![CDATA[responsabilidade]]></category>

		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/?p=193</guid>
		<description><![CDATA[Como tradicionalmente acontece em todo 1.º de dezembro, quando se celebra o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, o Ministério da Saúde divulgou o novo boletim epidemiológico da doença e sua campanha anual de prevenção. Em 2011 foi levantado um problema bem específico: os adolescentes e jovens adultos gays.
Muita coisa mudou desde o começo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como tradicionalmente acontece em todo 1.º de dezembro, quando se celebra o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, o Ministério da Saúde divulgou o novo boletim epidemiológico da doença e sua campanha anual de prevenção. Em 2011 foi levantado um problema bem específico: os adolescentes e jovens adultos gays.</p>
<p>Muita coisa mudou desde o começo da epidemia. O tratamento evoluiu muito, e hoje é possível uma pessoa com Aids viver por muito mais tempo e com bastante qualidade de vida. Aqueles quadros sombrios que se viam nos anos 1980 - quando receber um teste positivo de HIV era praticamente receber uma sentença de morte - já não condizem com a realidade. O problema é que o medo de se contaminar foi diminuindo junto com a evolução da epidemia - e, com isso, a prevenção acabou ficando de lado.</p>
<p>Se, por um lado, os adolescentes usam mais camisinha do que as faixas etárias mais velhas, por outro, paradoxalmente, eles se contaminam mais. Encaram a camisinha de uma forma mais natural, mas isso não significa que eles se conscientizem de que precisam usá-la sempre, mesmo quando estão apaixonados ou quando querem estabilizar um namoro. Só que, como as coisas acontecem numa velocidade muito maior na juventude, a paixão eterna de hoje é substituída em poucos meses. Mesmo que o jovem só se relacione com uma pessoa naquele período, acaba engatando uma &#8220;monogamia em série&#8221;. É nesse contexto que o HIV está se alastrando entre garotas e jovens gays, principalmente.</p>
<p>Em comum, podemos pensar que esses dois grupos ganharam mais liberdade para discutir e vivenciar sua sexualidade. Só que, talvez, junto com a liberdade não tenha vindo a noção de responsabilidade. Meninas não precisam mais esperar até o casamento para iniciar a vida sexual (minoria é quem espera!). Já os rapazes gays agora contam com redes sociais virtuais, manifestações e grupos públicos em que podem encontrar apoio e facilitadores para conhecerem outros rapazes gays. A repressão à orientação sexual está, aos poucos, diminuindo. O resultado é muito semelhante ao que se via entre garotas e jovens adultas no começo dos anos 2000.</p>
<p>No começo da década, as meninas entre 15 e 24 anos eram o único grupo em que, proporcionalmente, havia mais mulheres infectadas do que homens. O Ministério da Saúde concentrou seus esforços para aumentar a prevenção entre esse grupo - e parece que o resultado foi positivo. Agora a proporção voltou a ser maior entre os garotos - provavelmente não só porque elas estão se protegendo mais, mas porque eles estão se protegendo menos.</p>
<p>Em 2011, a campanha de prevenção se centrou nos adolescentes e jovens homossexuais, que respondem por cerca de 35% dos novos casos de Aids no grupo de 15 a 24 anos. Além disso, representam a única faixa em que a epidemia continua crescendo, em vez de estagnar ou começar a diminuir. Não dá para fingir que o problema não existe. Ele tem de ser encarado de frente não só pelo governo, por educadores ou por profissionais da saúde. Os pais precisam fazer sua parte e abrir o diálogo para conscientização. E torcer para que a diminuição no índice de infectados observada entre as meninas também se estenda entre os jovens homossexuais.</p>
<p style="text-align: right">
Jairo Bouer</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/olhar-o-problema-de-frente/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
	</channel>
</rss>

