Filosofia
Para reiniciarmos as postagens neste espaço, nada melhor que um pouco de filosofia. Verto para o português no momento trechos da obra “Sobre a Ira”, de Sêneca, um dos grandes autores romanos do primeiro século depois de Cristo. Entretanto, nesta postagem deixo três vídeos que falam sobre a ira, de acordo com a visão senequiana.
Postado por Frederico de Sousa.

Olá, Fred, tudo bem?
Sabe que tomando conhecimento da visão de Sêneca sobre a ira: de que é muito motivada pela expectativa que nutrimos em relação às pessoas ou às situações e que por esse motivo deveríamos optar por um pouco de pessimismo; me fez lembrar o posicionamento do filósofo alemão Schopenhauer sobre a alegria. Por esse motivo, vou ousar relacionar as visões dos dois filósofos.
Schopenhauer pensa sobre as expectativas também e, é claro, se tratando da sua filosofia, defende um pouco o pessimismo. Na visão dele, assim como na de Sêneca, se houvesse um equilíbrio entre a expectativa e o pessimismo, obteríamos alegria e estaríamos longe da ira. Essa conduta proposta também pelo alemão, coincidentemente estoica, foi resumida na sua máxima (para lembrar minhas aulas de latim): “tristis in hilaritate, hilaris in tristitia” (sei que não precisa, mas traduzindo: “triste em sua alegria, alegre em sua tristeza”). Fica a relação entre Sêneca e Schopenhauer.
Abraços,
Bruna Pereira Caixeta
Obrigado pelo comentário, Bruna. Boa relação entre os dois filósofos, mesmo que distantes no tempo. Ambos creem que devemos nos preparar para toda e qualquer adversidades, e que de fato possamos viver melhor se sabemos que o pior pode acontecer. Valeu.