Sobre a crença

“(…) é a crença. Nada de mais poderoso existe sobre a alma. A crença é obra do nosso espírito, mas não encontramos neste liberdade para modificá-la a seu bel-prazer. A crença é nossa criação, mas ignoramo-lo. É humana, e julgamo-la sobrenatural. É efeito do nosso poder, e é mais forte do que nós. Está em nós, não nos deixa, e a cada momento nos fala. Se nos manda obedecer, obedecemos; se nos impõe deveres, submetemo-nos. O homem pode dominar a natureza, mas está sempre sujeito ao seu próprio pensamento.” Fustel de Coulanges, em A Cidade Antiga.

 

Postado por Frederico de Sousa.

Tira da série “Quase nada”

Publicada na Folha de São Paulo, em 28 de agosto de 2010.

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Postado por Frederico de Sousa

“Não se deve julgar os homens por aquilo que ignoram, mas por aquilo que sabem, e pelo modo como o sabem.” Vauvenargues (escritor francês do século XVIII).

 

Postado por Frederico de Sousa.

Sobre o livro

“Dentre os instrumentos inventados pelo homem, o mais impressionante é, sem dúvida, o livro. Os demais são extensões de seu corpo. O microscópio e o telescópio são extensões da visão; o telefone, uma extensão da voz e, finalmente, temos o arado e a espada, ambos extensões do braço. O livro, porém, é outra coisa. O livro é uma extensão da memória e da imaginação.” Jorge Luís Borges

 

Publicado por Frederico de Sousa.

Tempos Modernos

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Postado por Frederico de Sousa.

Imagem do dia - combinações políticas

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Postado por Frederico de Sousa.

Dica de site

Para quem gosta de filmes mais antigos e nacionais, no link abaixo dá para ver e, o que é melhor, baixar muitas películas, como o antigo Grande Sertão: veredas.

http://www.blinkxbrasil.com.br/canal?canal=ELO+Cinema&p=1

Escrito por Frederico de Sousa.

Becel

Inegavelmente, os publicitários utilizam todos os possíveis artifícios para nos convencer a comprar, comprar e comprar. Afinal, consumir hoje é o objetivo primordial. Quase todas as propagandas querem que o consumo seja para ontem, ou seja, devemos ter o produto anunciado para que ele realize a nossa satisfação imediata e assim ficarmos livres para comprar mais. Não que a propaganda abaixo fuja à regra do apelo para o consumo, mas nela o apelo visa à satisfação futura e invisível, neste caso a saúde do coração. Além disso, os publicitários acertam em cheio ao escolherem Marília Gabriela, tradução de seriedade jornalística. Comercial simples, sem efeitos especiais mirabolantes e por isso muito bom.

 

 

 

Escrito por Frederico de Sousa.

Istoé da semana

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A revista Época que chega às bancas amanhã traz a capa acima. A intencionalidade de fazer com que o sanduíche se torne um monstro é evidente, reforçada pela palavra fast-food. Entretanto, não há uma linha coerente de exposição/ argumentação, pois a capa chama a atenção para o sanduíche e remete para a pergunta retórica ‘Gordura vicia?’. Se sanduíche vicia, como pode ser a intenção da capa, não vicia por causa da gordura. Se assim fosse – gordura = vício –, a comida que tem gordura seria viciante por natureza. Outra falha é a associação falaciosa de que a cozinha de nossos avós só tinha comida saudável. Capa ruim para assunto bom.

Escrito por Frederico de Sousa.

O verbo latino peto

O verbo latino peto, petis tem como sentido básico dirigir-se para, procurar atingir, pedir, solicitar. O verbo peto é amplamente representado em português. Não pensamos, por exemplo, em proximidades nas palavras ‘petição’ e ‘repetência’, da mesma forma que o sentido do vocábulo ‘ímpeto’ não é associado com ‘competidor’.

As palavras da língua portuguesa listadas acima têm em sua estrutura de significado ‘o procurar, o pedir, o dirigir-se para’. O ‘re’ de repetência, por exemplo, tem o sentido de oposição, ou de para trás, daí repetência é dirigir-se para trás. Na mesma linha de sentido de peto estão ‘apetite’ e ‘petulante’ e sua tradução direta, que é o verbo ‘pedir’.

Escrito por Frederico de Sousa.