História (do grego antigo historie, que significa testemunho, no sentido daquele que vê) é a ciência que estuda o Homem e sua ação no tempo e no espaço, concomitante à análise de processos e eventos ocorridos no passado.

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2011 - CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE LUIZ GONZAGA - GONZAGÃO!

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chaplin

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Há homens que lutam um dia e são bons. Há outros que lutam um ano e são melhores. Há os que lutam muitos anos, e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida, esses são os imprescindíveis. - Bertold Brecht

taiguara-america-del-indio - UMA MÚSICA DE CONSCIENCIA LATINO-AMERICANA

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CENTENÁRIO DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE DIVINÓPOLIS:

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CASARÃO DO LARGO DA MATRIZ (HOJE, MUSEU HISTÓRICO)

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ANTIGO ALTAR DO SANTUÁRIO DE SANTO ANTÔNIO

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Procura da Poesia

Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças poesia com o corpo,
esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.

Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escuro
são indiferentes.
Nem me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.

Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.
O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas.
Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma.

O canto não é a natureza
nem os homens em sociedade.
Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam.
A poesia (não tires poesia das coisas)
elide sujeito e objeto.

Não dramatizes, não invoques,
não indagues. Não percas tempo em mentir.
Não te aborreças.
Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,
vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família
desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.

Não recomponhas
tua sepultada e merencória infância.
Não osciles entre o espelho e a
memória em dissipação.
Que se dissipou, não era poesia.
Que se partiu, cristal não era.

Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.

Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?

Repara:
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.

Carlos Drummond de Andrade )

Carlos Drummond de Andrade

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6º ano

Museu de Valores do Banco Central

Origem e Evolução do Dinheiro

Escambo

A moeda, como hoje a conhecemos, é o resultado de uma longa evolução.

No início não havia moeda. Praticava-se o escambo, simples troca de mercadoria por mercadoria,

sem equivalência de valor.

Assim, quem pescasse mais peixe do que o necessário para si e seu grupo trocava este excesso com o de outra pessoa que, por exemplo, tivesse plantado e colhido mais milho do que fosse precisar. Esta elementar forma de comércio foi dominante no início da civilização, podendo ser encontrada, ainda hoje, entre povos de economia primitiva, em regiões onde, pelo difícil acesso, há escassez de meio circulante, e até em situações especiais, em que as pessoas envolvidas efetuam permuta de objetos sem a preocupação de sua equivalência de valor. Este é o caso, por exemplo, da criança que troca com o colega um brinquedo caro por outro de menor valor, que deseja muito. ilustração que mostra peixe trocado milho
  • As mercadorias utilizadas para escambo geralmente
  • se apresentam em estado natural, variando conforme
  • as condições de meio ambiente e as atividades
  • desenvolvidas pelo grupo, correspondendo a necessidades
  • fundamentais de seus membros. Nesta forma de troca,
  • no entanto, ocorrem dificuldades, por não haver uma medida
  • comum de valor entre os elementos a serem permutados.
  • Moeda-Mercadoria
  • Algumas mercadorias, pela sua utilidade, passaram a ser mais
  • procuradas do que outras.
  • Aceitas por todos, assumiram a função de moeda, circulando
  • como elemento trocado por outros produtos e servindo para
  • avaliar-lhes o valor. Eram as moedas–mercadorias.
ilustração que mostra gado bovino como moeda-mercadoria O gado, principalmente o bovino, foi dos mais utilizados; apresentava vantagens de locomoção própria, reprodução e prestação de serviços, embora ocorresse o risco de doenças e da morte.
  • O sal foi outra moeda–mercadoria; de difícil obtenção, principalmente no interior dos continentes, era muito utilizado na conservação de alimentos. Ambas deixaram marca de sua função como instrumento de troca em nosso vocabulário, pois, até hoje, empregamos palavras como pecúnia (dinheiro) e pecúlio (dinheiro acumulado) derivadas da palavra latina pecus(gado). A palavra capital (patrimônio) vem do latim capita (cabeça). Da mesma forma, a palavra salário (remuneração, normalmente em dinheiro, devida pelo empregador em face do serviço do empregado) tem como origem a utilização do sal, em Roma, para o pagamento de serviços prestados.
ilustração que mostra o sal, outra moeda mercadoria
ilustração que mostra o cauri, outra moeda mercadoria
  • No Brasil, entre outras, circularam o cauri – trazido pelo escravo africano –, o pau-brasil, o açúcar, o cacau, o tabaco e o pano, trocado no Maranhão, no século XVII, devido à quase inexistência de numerário, sendo comercializado sob a forma de novelos, meadas e tecidos.
Com o passar do tempo, as mercadorias se tornaram inconvenientes às transações comerciais, devido à oscilação de seu valor, pelo fato de não serem fracionáveis e por serem facilmente perecíveis, não permitindo o acúmulo de riquezas. ilustração que mostra o pano, outra moeda mercadoria
Metal

Quando o homem descobriu o metal, logo passou a utilizá-lo para fabricar seus utensílios e armas anteriormente feitos de pedra.

Por apresentar vantagens como a possibilidade de entesouramento, divisibilidade, raridade, facilidade de transporte e beleza, o metal se elegeu como principal padrão de valor. Era trocado sob as formas mais diversas. A princípio, em seu estado natural, depois sob a forma de barras e, ainda, sob a forma de objetos, como anéis, braceletes etc. ilustração que mostra o metal, outra moeda mercadoria
O metal comercializado dessa forma exigia aferição de peso e avaliação

de seu grau de pureza a cada troca. Mais tarde, ganhou forma definida e

peso determinado, recebendo marca indicativa de valor, que também apontava

o responsável pela sua emissão. Essa medida agilizou as transações, dispensando

a pesagem e permitindo a imediata identificação da quantidade de metal oferecida para troca.

Moeda em Formato de Objetos

Os utensílios de metal passaram a ser mercadorias muito apreciadas.

Como sua produção exigia, além do domínio das técnicas de fundição, o conhecimento dos locais onde o metal poderia ser encontrado, essa tarefa, naturalmente, não estava ao alcance de todos.

A valorização, cada vez maior, destes instrumentos levou à sua utilização como moeda e ao aparecimento de réplicas de objetos metálicos, em pequenas dimensões, que circulavam como dinheiro.

ilustração que mostra o metal, em forma de objeto
ilustração que mostra o metal em forma de faca e chave como moeda É o caso das moedas facachave que eram encontradas no Oriente e do talento, moeda de cobre ou bronze, com o formato de pele de animal, que circulou na Grécia e em Chipre.
Moedas Antigas

Surgem, então, no século VII a.C., as primeiras moedas com características das atuais: são

pequenas peças de metal com peso e valor definidos e com a impressão do cunho oficial,

isto é, a marca de quem as emitiu e garante o seu valor.

São cunhadas na Grécia moedas de prata e, na Lídia, são utilizados pequenos lingotes ovais

de uma liga de ouro e prata chamada eletro.

ilustração que mostra moedas antigas com efígies As moedas refletem a mentalidade de um povo e de sua época. Nelas podem ser observados aspectos políticos, econômicos, tecnológicos e culturais. É pelas impressões encontradas nas moedas que conhecemos, hoje, a efígie de personalidades que viveram há muitos séculos. Provavelmente, a primeira figura histórica a ter sua efígie registrada numa moeda foi Alexandre, o Grande, da Macedônia, por volta do ano 330 a.C.
A princípio, as peças eram fabricadas por processos manuais muito rudimentares e tinham seus bordos irregulares, não sendo, como hoje, peças absolutamente iguais umas às outras.
Ouro, Prata e Cobre

Os primeiros metais utilizados na cunhagem de moedas foram o ouro e a prata. O emprego

destes metais se impôs, não só pela sua raridade, beleza, imunidade à corrosão e valor

econômico, mas também por antigos costumes religiosos. Nos primórdios da civilização,

os sacerdotes da Babilônia, estudiosos de astronomia, ensinavam ao povo a existência

de estreita ligação entre o ouro e o Sol, a prata e a Lua. Isto levou à crença no poder

mágico destes metais e no dos objetos com eles confeccionados.

ilustração que mostra moedas em ouro e prata A cunhagem de moedas em ouro e prata se manteve durante muitos séculos, sendo as peças garantidas por seu valor intrínseco, isto é, pelo valor comercial do metal utilizado na sua confecção. Assim, uma moeda na qual haviam sido utilizados vinte gramas de ouro, era trocada por mercadorias neste mesmo valor.
Durante muitos séculos os países cunharam em ouro suas moedas de maior valor,

reservando a prata e o cobre para os valores menores. Estes sistemas se mantiveram

até o final do século passado, quando o cuproníquel e, posteriormente, outras ligas

metálicas passaram a ser muito empregados, passando a moeda a circular pelo seu

valor extrínseco, isto é, pelo valor gravado em sua face, que independe do metal nela contido.

Com o advento do papel-moeda a cunhagem de moedas metálicas ficou restrita a valores

inferiores, necessários para troco. Dentro desta nova função, a durabilidade passou a ser a

qualidade mais necessária à moeda. Surgem, em grande diversidade, as ligas modernas,

produzidas para suportar a alta rotatividade do numerário de troco.

Moeda de Papel

Na Idade Média, surgiu o costume de se guardarem os valores com um ourives, pessoa que

negociava objetos de ouro e prata. Este, como garantia, entregava um recibo. Com o tempo,

esses recibos passaram a ser utilizados para efetuar pagamentos, circulando de mão em mão

e dando origem à moeda de papel.

No Brasil, os primeiros bilhetes de banco, precursores das cédulas atuais, foram lançados

pelo Banco do Brasil, em 1810. Tinham seu valor preenchido à mão, tal como, hoje,

fazemos com os cheques.

ilustração que mostra bilhete de banco precursor das cédulas Com o tempo, da mesma forma ocorrida com as moedas, os governos passaram a conduzir a emissão de cédulas, controlando as falsificações e garantindo o poder de pagamento.

Atualmente quase todos os países possuem seus bancos centrais, encarregados das emissões de cédulas e moedas.

A moeda de papel evoluiu quanto à técnica utilizada na sua impressão. Hoje a confecção de

cédulas utiliza papel especialmente preparado e diversos processos de impressão que se

complementam, dando ao produto final grande margem de segurança e condições de durabilidade.

Formatos Diversos

O dinheiro variou muito, em seu aspecto físico, ao longo dos séculos.

ilustração que mostra o moeda em tamanho ínfimo As moedas já se apresentaram em tamanhos ínfimos, como ostater, que circulou em Aradus, Fenícia, atingindo também grandes dimensões como as do dáler, peça de cobre na Suécia, no século XVII.
Embora, hoje, a forma circular seja adotada em quase todo o mundo, já existiram moedas

ovais, quadradas, poligonais etc. Foram, também, cunhadas em materiais não metálicos

diversos, como madeira, couro e até porcelana. Moedas de porcelana circularam, neste

século, na Alemanha, quando, por causa da guerra, este país enfrentava grave crise econômica.

As cédulas, geralmente, se apresentam no formato retangular e no sentido horizontal,

observando-se, no entanto, grande variedade de tamanhos. Existem, ainda, cédulas

quadradas e até as que têm suas inscrições no sentido vertical.

As cédulas retratam a cultura do país emissor e nelas podem-se observar motivos

característicos muito interessantes como paisagens, tipos humanos, fauna e flora,

monumentos de arquitetura antiga e contemporânea, líderes políticos, cenas históricas etc.

As cédulas apresentam, ainda, inscrições, geralmente na língua oficial do país, embora em

muitas delas se encontre, também, as mesmas inscrições em outros idiomas. Essas inscrições,

quase sempre em inglês, visam a dar à peça leitura para maior número de pessoas.

Sistema Monetário

O conjunto de cédulas e moedas utilizadas por um país forma o seu sistema monetário.

Este sistema, regulado através de legislação própria, é organizado a partir de um valor

que lhe serve de base e que é sua unidade monetária.

Atualmente, quase todos os países utilizam o sistema monetário de base centesimal, no qual a moeda divisionária da unidade representa um centésimo de seu valor. ilustração que mostra moedas e cédulas atuais
  • Normalmente os valores mais altos são expressos em cédulas e os valores menores em moedas. Atualmente a tendência mundial é no sentido de se suprirem as despesas diárias com moedas.
  • As ligas metálicas modernas proporcionam às moedas durabilidade muito superior
  • à das cédulas, tornando-as mais apropriadas à intensa rotatividade do dinheiro de troco.
  • Os países, através de seus bancos centrais, controlam e garantem as emissões de
  • dinheiro. O conjunto de moedas e cédulas em circulação, chamado meio circulante,
  • é constantemente renovado através de processo de saneamento, que consiste na
  • substituição das cédulas gastas e rasgadas.
  • Cheque
  • Com a supressão da conversibilidade das cédulas e moedas em metal precioso,
  • o dinheiro cada vez mais se desmaterializa, assumindo formas abstratas.
Esse documento, pelo qual se ordena o pagamento de certa quantia ao seu portador ou à pessoa nele citada, visa, primordialmente, à movimentação dos depósitos bancários. ilustração que mostra o cheque
O importante papel que esse meio de pagamento ocupa, hoje, na economia, deve-se

às inúmeras vantagens que proporciona, agilizando a movimentação de grandes somas,

impedindo o entesouramento do dinheiro em espécie e diminuindo a necessidade de troco,

por ser um papel preenchido à mão, com a quantia de que se quer dispor.

O dinheiro, seja em que forma se apresente, não vale por si, mas pelas mercadorias e serviços

que pode comprar. É uma espécie de título que dá a seu portador a faculdade de se considerar

credor da sociedade e de usufruir, através do poder de compra, de todas as conquistas do

homem moderno.

A moeda não foi, pois, genialmente inventada, mas surgiu de uma necessidade e sua evolução

reflete, a cada momento, a vontade do homem de adequar seu instrumento monetário

à realidade de sua economia.

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7º Ano


ARQUITETURA NA IDADE MÉDIA

Para dar suporte à tamanha grandeza, surgiram inovações arquitetônicas, como os arcobotantes, que escoravam as altas paredes externamente para liberar o interior da igreja; colunas nervuradas mais delicadas e capazes de suportar maior peso; arcos ogivais responsáveis pela elevação vertical da construção e pela distribuição do peso das abóbadas em vários pontos simultaneamente. Na decoração interna, destacam-se rosáceas e vitrais muito coloridos e trabalhados, que causam um mágico efeito de luzes, cores e sombras.

A Hagia Sophia

Foto: Corel Stock Photos
Na fase inicial da Idade Média, destaca-se a construção da Hagia Sophia, catedral que é considerada a maior obra-prima da arquitetura bizantina. Ela tem como ponto alto o jogo de luzes de suas janelas, justapostas logo abaixo da imensa cúpula, causando a sensação de que flutua.

A idade dos castelos

Os castelos também se destacam no panorama da arquitetura medieval. Grandes e imponentes, eles visavam garantir segurança aos nobres senhores feudais, diante das constantes guerras que assolavam a Europa naquele período. Tinham grossas muralhas e torres de vigia com aberturas para seus arqueiros atirarem em defesa, quando fosse necessário.

GUERRA DOS CEM ANOS:

CEM ANOS (Guerra dos), guerra que ocorreu entre a França e a Inglaterra no período de 1337 a 1453, ultrapassando os cem anos. Foi a primeira grande guerra europeia a abalar profundamente a vida econômica, política e social da Europa Ocidental. Durante o conflito, a França contou com o apoio de Boêmia, Castela, Escócia e do Papado de Avinhão. Já a Inglaterra teve os alemães e os flamengos como aliados.
Problema Político e Sucessório. A França foi ocupada pelos normandos (vikings), no século X. Na vizinha ilha da Inglaterra, Henrique d’Anjou, duque da Normandia, subiu ao trono, em 1154, como Henrique II. Ele era filho de Godofredo V Plantageneta, conde d’Anjou, e iniciou, assim, a dinastia dos plantagenetas, de origem francesa, na Inglaterra. Ao casar-se com Leonor da Aquitânia, recebeu vários territórios franceses que foram anexados aos ingleses em 1204.
Durante o reinado de cinco reis ingleses e cinco reis franceses, foram travados os conflitos. Em 1337, Eduardo III, da Inglaterra, tentou suceder ao francês Carlos IV, o Belo, que havia falecido sem deixar sucessores. Apenas uma irmã, Isabel, mãe de Eduardo III, era a mais próxima herdeira, mas como a “lei sálica” impedia a ascensão de mulheres e seus ascendentes ao trono francês, o escolhido fora Felipe VI, que havia começado o seu reinado em 1328. Eduardo III chegou a prestar homenagens ao novo rei. Entretanto, mais tarde, arrependeu-se e voltou a reclamar a coroa da França. Além desses problemas sucessórios, os ingleses se irritavam com os esforços dos franceses em controlar a província da Gasconha, no sudoeste da França, sob poder inglês, e também com o apoio francês aos escoceses, em suas lutas contra a Inglaterra.
Problema Econômico. Outra causa da guerra foi o interesse inglês no território de Flandres, condado dependente da França. Os flamengos eram os principais consumidores de lã inglesa, e os ingleses, seus principais compradores de tecidos. Quando Felipe VI subiu ao poder, houve revoltas nas cidades flamengas. O rei francês interveio defendendo o Conde de Flandres, restabelecendo a influência francesa e prejudicando o comércio. Eduardo III suspendeu a exportação de lã para Flandres. Os flamengos arruinados uniram-se aos ingleses contra a França.
A Primeira Fase da Guerra (1337-1360) foi favorável aos ingleses. Os franceses foram derrotados em Écluse, Crécy e Pitiers. O desembarque de Eduardo III na Normandia, em 1337, desencadeara a guerra. Em 1347, os ingleses ocuparam Calais, depois da batalha de Crécy (1346). Logo após, uma terrível peste, a Peste Negra(provavelmente a peste bubônica), dizimou quase metade da população da Europa. Em consequência, houve uma crise econômica que desencadeou a Jacquerie, revolta de camponeses franceses, com saques a castelos. Essa revolta foi liderada por Étienne Marcel, burguês que pretendia transformar a França num estado de municípios livres, como Flandres. Entretanto, sem organização, a revolta falhou, e Étienne Marcel foi assassinado a 31 de julho de 1358.
Quando Felipe VI morreu, em 1350, foi sucedido por João II, o Bom. Este foi capturado por Eduardo de Woodstok, o Príncipe Negro de Gales (filho de Eduardo III), em 1356, e aprisionado em Londres. João II só retornou ao assinar a Paz de Brétigny e o Tratado de Calais, em 1360, assegurando à Inglaterra o domínio sobre a Aquitânia e Calais. A vitória do Príncipe Negro só foi possível porque, nessa época, a França estava enfraquecida pela Jacquerie.
A Segunda Fase da Guerra (1360-1415) foi favorável aos franceses. Entre 1360 e 1380, a França foi governada por um novo rei, Carlos V, que protegeu a cultura, fundou a Biblioteca Real e apoiou a Universidade de Paris. Seu maior colaborador, Bertrand du Guesclin, grande cavaleiro e militar, organizou as famosas “campanhas brancas”, sistema de guerrilhas, e reconquistou todo o território ocupado pelos ingleses. Em 1380, os ingleses nada mais ocupavam senão Calais e Guyenne.
Na Inglaterra, também houve revoltas. Cerca de cem mil camponeses saquearam Londres, mas o Exército sufocou o movimento. O sucessor de Eduardo III, o rei Ricardo II, pretendia impor o absolutismo, porém, abdicou. Mais tarde, Henrique de Lancaster, que recebeu o nome de Henrique V, apoiou-se na burguesia e governou por nove anos.
A Terceira Fase da Guerra (1415-1428) foi favorável aos ingleses. O rei Henrique V aproveitou-se da guerra entre o norte e o sul da França (os Armagnacs, partidários da família Orleans, contra os Borguinhões, partidários do duque de Borgonha) e derrotou os franceses em Azincourt. Em seguida, obrigou o rei francês Carlos VI, o Louco, a reconhecê-lo como herdeiro do trono francês, com a cumplicidade de Isabel da Baviera, contando também com o rei da Borgonha, Felipe III, o Bom, que se aliou aos ingleses. Juntos, em 1420, eles impuseram aos franceses o Tratado de Troyes. Por esse tratado, ficou estabelecido o casamento de Catarina de Valois, filha de Carlos VI, princesa da França, com Henrique V da Inglaterra, futuro soberano francês (1420).
Após a morte de Henrique V, o seu herdeiro, Henrique VI, foi aclamado rei da França, em Paris. Mas essa solução foi contestada por seu tio Carlos, filho do antigo soberano francês, e o país acabou dividido. Carlos VII, legítimo sucessor de Carlos VI, retirou-se para o sul, estabelecendo a corte em Bourges.
A Última Fase da Guerra (1428-1453) foi favorável aos franceses. Nesse período, a camponesa Joana D’Arc apresentou ao rei Carlos VII planos para libertar Orleans. Dizia-se inspirada em Santa Catarina, Santa Margarida e São Miguel para servir de instrumento ao reconhecimento de Carlos VII como rei verdadeiro, escolhido por Deus. Recebeu ajuda e, à frente do Exército francês, derrotou os ingleses. A vitória reacendeu o nacionalismo francês, e Carlos VII foi coroado em Reins, em 1429. Pouco depois, Joana D’Arc foi aprisionada, em Compiègne, pelos Borgonheses, que a venderam para os ingleses. Um tribunal presidido pelo bispo de Beauvais, sob o controle inglês, condenou-a como herética, apóstata e idólatra. A heroína da França morreu na fogueira, em 1431, na cidade de Rouen. Sua morte instigou os franceses, e os ingleses foram derrotados definitivamente em Castillon, em 1453.
Os ingleses perderam Paris, Normandia, Formigny e Bordeaux. A Inglaterra ficou apenas com Calais, que conservou até 1558. Em consequência da derrota, o direito de Henrique VI à coroa inglesa foi contestado, dando início à Guerra das Rosas, entre as famílias Lancaster e York (1455-1485), na disputa do trono.
Observa-se ainda, em consequência da Guerra dos Cem Anos, o declínio do feudalismo, com enfraquecimento do poder dos nobres e fortalecimento do poder central. Ocorreu o início da unidade francesa, o desenvolvimento de novas táticas militares e o crescimento do poder marítimo inglês.

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8º Ano

1. - APONTE AS RAZÕES QUE CONTRIBUÍRAM PARA QUE A INGLATERRA SE TORNASSE PIONEIRA NA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL;

· ACÚMULO DE RECURSOS FINANCEIROS;

· DOMÍNIO DO TRANSPORTE MARÍTIMO COMERCIAL;

· BURGUESIA FORTE E PARTICIPATIVA DAS DECISÕES POLÍTICAS;

· GRANDES RIQUEZAS ACUMULADAS;

· POSIÇÃO GEOGRÁFICA FORA DO EIXO DOS CONFLITOS DA EUROPA CENTRAL;

· GRANDES RESERVAS DE CARVÃO MINERAL.

2. - EXPLIQUE O SIGNIFICADO DO CONCEITO ENCLOSURES.

R. – ENCLOSURES SÃO AS PROPRIEDADES RURAIS QUE DEIXARAM DE SER ÁREAS AGRICULTÁVEIS E TORNARAM-SE ÁREAS DE CONFINAMENTO DE REBANHOS DE OVELHAS PARA O FORNECIMENTO DA LÃ PARA A  INDUSTRIA TEXTIL.

3. - ESTABELEÇA UMA RELAÇÃO HISTORICAMENTE CORRETA ENTRE AS REVOLUÇÕES INGLESAS E A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL;

R. – AS REVOLUÇÕES INGLESAS ANTECIPARAM A MODERNIZAÇÃO POLÍTICA E ECONÔMICA DA INGLATERRA, CONTRIBUINDO PARA QUE A BURGUESIA TOMASSE AS RÉDEAS DA ECONOMIA E SE COLOCASSE À FRENTE DAS DEMAIS NAÇÕES NO CONTROLE DO PROCESSO DE PRODUÇÃO MAIS ORGANIZADO QUE A PRODUÇÃO ARTESANAL, PREDOMINANTE DO PERÍODO.

4. - EXPLIQUE COMO SE DEU, DENTRO DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL, A SUBSTITUIÇÃO DO MODELO DE PRODUÇÃO ARTESANAL PELO MANUFATUREIRO;

R. – OS BURGUESES PASSARAM A COMPRAR E PAGAR PELA MÃO-DE-OBRA DOS ARTESÃOS, QUE SE TORNARAM OPERÁRIOS DAS MANUFATURAS E ORGANIZARAM A PRODUÇÃO DE TAL FORMA QUE ELA NÃO FOSSE INTERROMPIDA, CRIANDO GRUPOS DE TRABALHO QUE FAZIAM PARTE DO PRODUTO EM OPERAÇÕES REPETITIVAS. ASSIM, O CONTROLE DO PROCESSO PRODUTIVO FOI TIRADO DAS MÃOS DOS ARTESÃOS E DISTRIBUIDO COMO TAREFA ENTRE OS OPERÁRIOS DAS MANUFATURAS.

5. - DENTRE OS ASPECTOS QUE CARACTERIZAM A 1ª REVOLUÇÃO INDUSTRIAL, IDENTIFIQUE: A) FONTE DE ENERGIA - B) MODELO DE PRODUÇÃO;

R. – A FONTE DE ENERGIA ERA O CARVÃO, TENDO O FERRO COMO MATÉRIA-PRIMA.

O MODELO DE PRODUÇÃO FOI, PRIMEIRAMENTE, O MANUFATUREIRO.

6. - ESCREVA UM COMENTÁRIO CRÍTICO SOBRE O TRABALHO INFANTIL E FEMININO EMPREGADO NA PRIMEIRA FASE DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL;

R. – O TRABALHO MASCULINO ADULTO NA EUROPA SE MOSTRAVA MAIS CARO E ORGANIZADO QUE O TRABALHO FEMININO E INFALNTIL. AS FAMÍLIAS RECEBIAM MÍSEROS SALÁRIOS PARA O TRABALHO NAS FÁBRICAS, OBRIGANDO AS MULHERES E CRIANÇAS A APRTIR DE  SETE ANOS DE IDADE A INGRESSAREM NESSE MERCADO PARA REFORÇAR O ORÇAMENTO FAMILIAR.

COMO NÃO EXISTIA LEGISLAÇÃO QUE REGULAVA O TRABALHO, OS BURGUESES PREFERIRAM EMPREGAR COM MAIOR INTENSIDADE AS MULHERES E CRINAÇAS, QUE RECEBIAM MENOR REMUNERAÇÃO PELO SEU DESEMPENHO, AUMENTO OS LUCROS PARA A BURGUESIA. ASSIM SENDO, A EXPLORAÇÃO ERAM INTENSA E COVARDE, CHEGANDO AO PONTO DE, QUANDO UMA CRIANÇA QUEBRAVA OU ESTRAGAVA QUALQUER COMPONENTE DA FERRAMENTA QUE UTILIZAVA, SER OBRIGADA A TRABALHAR SEM PAGAMENTO ATÉ COMPLETAR O CUSTO DO PREJUÍZO CAUSADO PELO INCIDENTE.

7. - ESTABELEÇA UMA RELAÇÃO HISTORICAMENTE CORRETA ENTRE O BLOQUEIO CONTINENTAL E A VINDA DA FAMÍLIA REAL PORTUGUESA PARA O BRASIL;

R. – O BLOQUEIO CONTINENTAL, DECRETADO POR NAPOLEÃO DETERMINOU O FIM DAS RELAÇÕES COMERCIAIS DOS PAÍSES EUROPEUS SOB DOMÍNIO OU INFLUENCIA FRANCESA, COM A INGALTERRA. COMO PORTUGAL DEPENDIA INTENSAMENTE DO ABASTECIMENTO DE SEU MERCADO INTERNO DE PRODUTOS INGLESES E HAVIA CONTRAÍDO UMA GRANDE DÍVIDA COM O GOVERNO BRITÂNICO, NÃO PÔDE CUMPRIR A DETERMINAÇÃO DE NAPOLEÃO E VIU, COMO ALTERNATIVA PARA NÃO SOFRER INTERVENÇÃO FRANCESA EM SEU GOVERNO, A TRANSFERENCIA DAS CORTES PORTUGUESAS PARA A COLONIA BRASILEIRA, GARANTINDO ASSIM A GOVERNABILIDADE DO REINO. A IDÉIA RECEBEU APIO DO GOVERNO INGLÊS QUE ESCOLTOU AS CARAVELAS PARA AS TERRAS DE CABRAL.

8. - EXPLIQUE EM QUE CONSISTIU O DECRETO DA ABERTURA DOS PORTOS ÀS NAÇÕES AMIGAS, ASSINADO PELO PRINCIPE REGENTE D. JOÃO;

R. – EM PAGAMENTO  PELA TRASNFERENCIA DAS CORTES PROTUGUESAS PARA O BRASIL, O GOVERNO INGLÊS EXIGIU DO GOVERNO PORTUGUES O DIREITO DE COMERCIALIZAR COM A COLONIA BRASILEIRA PAGANDO UMA TARIFA ALFANDEGÁRIA REDUZIDA EM COMPARAÇÃO AOS DEMAIS PAÍSES. PARA TANTO, O PRINCIPE REGENTE, D. JOÃO, ASSINOU O DECRETO DE ABERTURA DOS PORTOS ÀS NAÇÕES AMIGAS, REDUZINDO A CITADA TARIFA QUE ERA DE 24% PARA 15%, PRIVILEGIANDO AS MERCADORIAS INGLESAS QUE PASSARAM A INVADIR O MERCADO COLONIAL.

9. - QUAIS AS VANTAGENS PARA O BRASIL ALCANÇADAS COM A VINDA DA FAMÍLIA REAL PORTUGUESA PARA A COLONIA?;

R. – INSTALOU-SE AQUI AS PRIMEIRAS TIPOGRAFIAS, CRIOU-SE BIBLIOTECAS PÚBLICAS, UNIVERSIDADES, ACADEMIAS CIENTÍFICAS, FILOSÓFICAS E LITERÁRIAS. FUNDOU-SE O JARDIM DE ACLIMAÇÃO (HOJE, JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JAN EIRO), INSTALOU-SE O BANCO DO BRASIL E TODO O APARATO ADMINISTRATIVO NECESSÁRIO PARA O FUNCIONAMENTO DO GOVERNO PORTUGÊS EM SOLO BRASILEIRO. ESSA MODERNIZAÇÃO DA COLONIA PRECIPITOU O PROCESSO DE INDEPENDENCIA DESEJADA PELA ELITE COLONIAL.

10. - ESTABELEÇA UMA RELAÇÃO HISTORICAMENTE CORRETA ENTRE A REALIZAÇÃO DO CONGRESSO DE VIENA E A ELEVAÇÃO DO BRASIL A CATEGORIA DE REINO UNIDO DE PORTUGAL E ALGARVES;

R. – POR UM INTEVENÇÃO DO GOVERNO INGLES, ATENDENDO A UM PEDIDO DO GOVERNO PORTUGÊS AINDA RESIDINDO NO BRASIL, PARA QUE AQUI PUDESSE CONTINUAR SEM FERIR OS BRIOS DA NOBREZA LUSITANA, FOI ENCAMINHADA A PROPOSTA NO CONGRESSO DA ELEVAÇÃO DA COLONIA BRASILEIRA A CATEGORIA DE REINO UNIDO DE PORTUGAL E ALGARVES, SOLICITAÇÃO QUE FOI ACATADA PELAS DEMAIS NAÇÕES PARTICIPANTES DO CONGRESSO.

11. - EXPLIQUE O SIGNIFICADO HISTÓRICO DO “DIA DO FICO”;

R. – AS PRESSÕES PARA QUE D. PEDRO, PRÍNCIPE REGENTE DO BRASIL VOLTASSE PARA PORTUGAL, QUE DESEJAVA A RECOLONIZAÇÃO DO REINO UNIDO, ESTEVE POR SER ALCANÇADA, NÃO FOSSE A MOBILIZAÇÃO DAS ELITES BRASILEIRAS EM TORNO DO PRÍNCIPE, GARANTINDO-LHE  TOTAL APOIO CASO PERMANECESSE AQUI POR ESSAS TERRAS. ASSIM, D. PEDRO RESPONDEU AS CORTES PORTUGUESAS QUE PERMANECERIA NO BRASIL E NÃO VOLTARIA A SUA TERRA NATAL.

12. - EXPLIQUE O SIGNIFICADO HISTÓRICO DA “LEI DO CUMPRA-SE”;

R. – DIANTE DA NEGATIVA DO PRINCIPE REGENTE DE RETORNAR À PORTUGAL, AS CORTES DECIDIRAM POR DIFICULTAR A GOVERNABILIDADE BRASILEIRRA, ESTABELECENDO UMA SÉRIE DE DECRETOS E LEIS QUE RESTINGIAM O PODER DO PRINCIPE. PARA DRIBLAR TAIS MEDIDAS, D. PEDRO DECRETOU QUE AS LEIS PORTUGUESAS SOMENTE TERIAM VALIDADE POR AQUI SE TIVESSEM A APROVAÇÃO DELE COM UM CARIMBO DE “CUMPRA-SE” NOS TEXTOS.

13. - EXPLIQUE O SENTIDO HISTÓRICO DA REVOLUÇÃO LIBERAL DO PORTO E SEUS OBJETIVOS;

R. – A REVOLUÇÃO LIBERAL DO PORTO FOI UM MOVIMENTO LIDERADO PELA BURGUESIA LUSITANA QUE DESEJAVA SUBSTITUIR A MONARQUIA PELA REPÚBLICA NAUELE PAÍS, IMPLEMENTANDO AS IDÉIAS LIBERAIS DO ILUMINISMO. PARA IMPEDIR O AVANÇO DO PROCESSO, A FAMÍLIA REAL QUE AINDA RESIDIA NO BRASIL, SE VIU OBRIGADA A VOLTAR A PORTUGAL, GAANTINDO ASSIM SUA PERMANENCIA NO PODER POLÍTICO.

14. - EXPLIQUE A RAZÃO DE O PRIMEIRO PROJETO CONSTITUCIONAL BRASILEIRO TER SIDO APELIDADO DE “CONSTITUIÇÃO DA MANDIOCA”;

R. – O FATO DE ESTABELECER QUE SOMENTE SERIAM ELEITORES NO BRASIL AQUELES QUE TIVESSEM COMO PATRIMONIO A QUANTIA DE 150 ALQUEIRES DE TERRAS PLANTADAS DE MANDIOCA. ISSO PARA QUE OS PORTUGUESES NÃO PUDESSEM PARTICIPAR DO PROCESSO POLÍTICO NO BRASIL, AGORA INDEPENDENTE, JÁ QUE ESTES TINHAM PATRIMONIO EM DINHEIRO. MAS O PROJETO FRACASSOU, POIS D. PEDRO NÃO ACEITOU A CONSTITUIÇÃO ELABORADA PELOS DEPUTADOS E OUTORGOU OUTRA CONSTITUIÇÃO, ESTABELECENDO COMO CRITÉRIO PARA SER ELEITOR A RENDA ANUAL DE 100 MIL RÉIS/ANO.

15. - EXPLIQUE A FUNÇÃO DO PODER MODERADOR EXERCIDO PELO IMPERADOR NO BRASIL;

R. – PELO QUE FICOU ESTABELECIDO, O PODER MODERADOR (4º PODER) SOMENTE PODERIA SER EXERCIDO PELO IMPERADOR E ESTARIA ACIMA DOS DEMAIS PODERES CONSTITÍDOS, GARANTINDO A ELE PLENOS PODERES PARA GOVERNAR E FAZER VALER SUA VONTADE.

16. - APONTE OS OBJETIVOS E CONSEQUENCIAS DA CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR;

R.– MOVIMENTO DE CARÁTER LIBERAL E REPUBLICANO, PRETENDIA REUNIR ALGUMAS PROVÍNCIAS DO NORDESTE EM UMA FEDERAÇÃO DE ESTADOS INDEPENDENTES. A CONFEDERAÇÃO FOI SUFOCADA PELAS TROPAS DO GOVERNO E SEUS LÍDERES  FORAM CONDENADOS. FREI CANECA QUE TEVE PAPEL CRUCIAL NO MOVIMENTO, FOI FUZILADO.

VALOR: 4,0 (QUATRO PONTOS).

SERÃO AVALIADOS NO TRABALHO:

. APRESENTAÇÃO (CAPRICHO, GRAFIA, ORGANIZAÇÃO);

. RESPOSTAS CORRETAS E COM BOA CAPACIDADE DE SÍNTESE;

. ENTREGA NO PRAZO DETERMINADO.

BOM TRABALHO!!!

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Independência construída

O dia 7 de setembro é uma das datas mais comemoradas no Brasil. Nesse feriado nacional, algumas cidades ainda mantêm os desfiles cívicos, ocasião em que escolas, bandas marciais e cidadãos se reúnem nas ruas para homenagear nossa independência. Nas grandes capitais ainda ocorrem os tradicionais desfiles militares.

E você? Já participou de alguns desses desfiles? Já parou para pensar nessa data histórica e no que ela significa?

As independências na América Latina e no Brasil

O início do século XIX foi marcado por diferentes processos de independência na América Latina. Inspirados por ideias iluministas e também pela Independência dos EUA, muitos países tiveram que conquistar sua liberdade do jugo europeu por meio da luta armada. São famosas as campanhas de Bolívar, San Martín e outros pela independência da América Espanhola.

O Brasil passou por uma trajetória diferente. Colônia de Portugal, quando teve sua independência declarada não se tornou uma república, como os vizinhos americanos, mas sim uma monarquia. Quem declarou a independência foi o príncipe regente português Pedro I, que dias depois se tornaria nosso imperador. A independência, além de não ter mudado a forma de governo, não alternou muito a ordem social e econômica brasileira.

Até a data da nossa independência não foi clara. Nos dias que se seguiram ao 7 de setembro de 1822, as notícias sobre o rompimento com Portugal não foram veiculadas nos jornais. Foi com a aclamação e, depois, com a coroação do imperador que a independência tornou-se conhecida dos cidadãos. O dia 7 de setembro só começou a ser comemorado em 1823 como data de gala para a Corte.

AMÉRICO, Pedro. Independência ou morte ou O Grito do Ipiranga. 1888. Óleo sobre tela. color 7,60 x 4,15 m. Museu Paulista da USP, São Paulo.

AMÉRICO, Pedro. Independência ou morte ou O Grito do Ipiranga. 1888. Óleo sobre tela. color 7,60 x 4,15 m. Museu Paulista da USP, São Paulo.

O quadro de Pedro Américo retratando a declaração de independência foi encomendado por D. Pedro II, filho de D. Pedro I, como uma forma de recordar a história do Brasil e de dar crédito para os feitos realizados pela monarquia. Note que a imagem foi feita 66 anos depois do ocorrido e foi construída - ou seja, ela não necessariamente retrata o evento tal qual ocorreu, mas simboliza melhor o que o Segundo Reinado queria mostrar.

A consolidação e o reconhecimento da independência

Demorou alguns anos para a independência se consolidar. Era necessário expulsar as tropas portuguesas que aqui estavam desde a vinda da Família Real e também contornar a resistência dos portugueses que habitavam em diferentes regiões do Brasil, que não queriam nossa emancipação.

Internacionalmente, o primeiro a reconhecer que estávamos livres do domínio português foram os EUA, em 1824. Portugal só aceitaria o Brasil como um novo país em agosto de 1825 por meio de um tratado mediado pela Inglaterra (que tinha interesses comerciais na nossa emancipação). Nele o Brasil se comprometia a pagar à antiga Metrópole 2 milhões de libras como indenização pelas perdas econômicas que sofreria. O empréstimo para pagar essa alta conta veio dos bancos ingleses. Iniciávamos uma nova fase de nossa história emprestando dinheiro, fato que seria recorrente em tantos outros momentos da trajetória do País.

Por Priscila Pugsley Grahl de Miranda

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Dois de Julho – a “Segunda Independência” do Brasil

A Consolidação da Independência do Brasil

Ao pensarmos na Independência do Brasil, logo lembramos do 7 de setembro de 1822. Realmente, essa data ficou registrada na memória nacional como o marco da Independência. Mas, como todos os processos históricos, ela não aconteceu isoladamente e não foi o último fato desse capítulo da história nacional.

Diversos historiadores indicam como início do processo de independência  a abertura dos portos às nações amigas, que aconteceu logo após a vinda da Família Real portuguesa para a Colônia, em 1808. Outros pesquisadores encontram a origem desse processo nas tentativas de emancipação política do final do século XVIII (Inconfidência Mineira e Conjuração Baiana).

O ato final do processo - ou consolidação da Independência do Brasil - foi em 2 de julho de 1823. Nesse dia, sob a liderança do Marechal Pedro Labatut, o Exército e a Marinha do Brasil expulsaram as últimas tropas portuguesas que ocupavam o território de Salvador. É por esse motivo que o Dois de Julho é muito comemorado na Bahia. Os baianos orgulham-se de terem resistido aos ditames de Portugal.

Para valorizar ainda mais o espírito heroico dos baianos, a Lei Estadual n. 11.901 de 2010 definiu que o Hino ao Dois de Julho, de autoria de Ladislau Santos Titara e José dos Santos Barreto, passaria a ser o Hino Oficial do Estado da Bahia.

Hino da Independência da Bahia

Nasce o sol a 2 de julho / Brilha mais que no primeiro / É sinal que neste dia / Até o sol é brasileiro / Nunca mais o despotismo /

Regerá nossas ações / Com tiranos não combinam / Brasileiros corações / Salve, oh! Rei da Campinas / De Cabrito e Pirajá

Nossa pátria hoje livre / Dos tiranos não será / Nunca mais o despotismo / Regerá nossas ações / Com tiranos não combinam

Brasileiros corações / Cresce, oh! Filho de minha alma / Para a pátria defender / O Brasil já tem jurado / Independência ou morrer

A letra do hino baiano faz referência direta a alguns fatos históricos. A saber: o Sete de Setembro (o primeiro), as batalhas que aconteceram nas localidades de Campinas, Cabrito e Pirajá (bairros de Salvador); ao Grito do Ipiranga (Independência ou morrer); e ao domínio português (nunca mais o despotismo). É interessante observar ainda que a magnitude da data para os baianos reflete-se na consideração de que o Dois de Julho brilha mais que o Sete de Setembro. Isso se deve à glória da vitória das batalhas e aos heróis que surgiram.

Conheça duas personagens da Independência da Bahia que são motivos de orgulho para os seus conterrâneos:

Maria Quitéria de Jesus (1792-1853)

Foi uma mulher corajosa, que sabia montar, caçar e usar armas de fogo. Na época da Guerra da Independência, fugiu da família e fingiu-se de homem para alistar-se no Exército. Por seus atos de bravura em combate, é a patronesse do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro.

Failutti, Domenico. Maria Quitéria. 1920, Óleo sobre tela, 155 × 253.5 cm. Museu Paulista, São Paulo.

Failutti, Domenico. Maria Quitéria. 1920, Óleo sobre tela, 155 × 253.5 cm. Museu Paulista, São Paulo.

Joana Angélica de Jesus (1761-1822)

Foi uma religiosa que morreu defendendo o Convento da Lapa em Salvador (Bahia) contra soldados portugueses.

Por Adriana Fortes Ribeiro

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Guerra da Cisplatina – a rivalidade entre Brasil e Argentina para além do futebol

Conheça a história do primeiro conflito internacional brasileiro.

Em 10 de dezembro de 1825, o Brasil declarava guerra aos argentinos, isso porque “los hermanos” resolveram apoiar a independência da Cisplatina, região anexada por D. João VI, em 1816, ao império português.

Esse conflito, que perdurou por cerca de três anos, além de ter sido muito dispendioso, contribuiu para a impopularidade do Imperador D. Pedro I. Mas… espere aí! Se foi D. João VI quem anexou as terras, por que seu filho teve que arcar com as consequências? Antes da resposta, vamos aos fatos que deram origem ao acirramento entre argentinos e brasileiros.

A princípio, a região em questão denominava-se Banda Oriental, e os primeiros a estabelecerem-se no local foram os espanhóis, isso em 1527. No século seguinte, mais precisamente em 1680, os portugueses, desrespeitando o Tratado de Tordesilhas, invadiram as terras e fundaram uma cidade chamada Colônia do Santíssimo Sacramento, localizada praticamente na margem contrária a Buenos Aires.

Tratado de Tordesilhas

Tratado de Tordesilhas

Durante um período, portugueses e espanhóis coexistiram pacificamente, e outras cidades iam surgindo por iniciativa de ambos os ocupadores. Em 1723, os lusitanos foram expulsos das proximidades, sendo obrigados a deslocar-se mais para o norte, dando origem a cidades como Rio Grande e Porto Alegre. A fim de evitar uma nova investida por parte da Coroa Portuguesa, foi construída a Fortaleza de Montevidéu, que, além de servir como aquartelamento militar, tornou-se o mais importante entreposto comercial local.

Em 1777, o território foi concedido, mediante o Tratado de Santo Ildefonso, exclusivamente aos espanhóis. Entretanto, a região sofreu novas invasões, em 1798, 1806 e 1807, só que dessa vez a investida foi feita por tropas inglesas, que, contudo, logo foram expulsas pelos habitantes locais.

Com as guerras napoleônicas, a região voltou a ser palco de disputas, isso porque os franceses haviam destronado a dinastia Bourbon, na Espanha. Temendo que as colônias espanholas passassem para domínio de outras nações, a esposa de D. João VI, Carlota Joaquina de Bourbon, filha primogênita do rei espanhol deposto, quase convenceu seu esposo a ocupar a Banda Oriental, mas ele a conhecia melhor que ninguém e logo percebeu que poderia estar ajudando os espanhóis.

Ao mesmo tempo em que D. João VI intencionava aumentar território português, as colônias espanholas, motivadas pelo poderio francês sobre a Espanha, passaram a lutar por sua autonomia, estabelecendo, assim, alguns domínios autônomos. Em 1810, estourava a Revolução de Maio, que fez surgirem as Províncias Unidas do Rio da Prata, com administração em Buenos Aires. Esse movimento visava unir todas as colônias espanholas em um único país, inclusive a Banda Oriental, mas esta permaneceu fiel à Metrópole.

Como a região recusou ser anexada às Províncias Unidas, ocorreram vários combates, por ocasião do grande interesse que existia pela Banda Oriental. A esse tempo, existia na região uma pessoa muito importante: José Artigas, um rico fazendeiro que acabou se tornando líder da cidade de Montevidéu, e arredores, por ser um dos defensores da autonomia daquele território.

Estátua de José Artigas, na praça de Montevidéu. Crédito: Leandro Neumann Ciuffo. Licenciado por Creative Commons. Atribuição 2.0 Genérica.

Estátua de José Artigas, na praça de Montevidéu. Crédito: Leandro Neumann Ciuffo. Licenciado por Creative Commons. Atribuição 2.0 Genérica.

Para por seus ideais em prática, Artigas resolveu encurralar os portenhos (habitantes de Buenos Aires) e os espanhóis que haviam se fixado em Montevidéu. A fim de socorrer os sitiados, o governo português enviou para lá tropas militares. Os soldados lusitanos permaneceram na região por dois anos (1811-1812), e, ao que tudo indica, D. João VI só recuou por pressão dos ingleses.

Artigas continuava a ser uma pessoa influente e ainda desejava a independência da região. Mais alguns anos se passaram e ele chegou, inclusive, a rebatizar o território como Província Oriental, deixando, então, bem claro seus verdadeiros interesses.

Entretanto, em 1815, a dinastia Bourbon volta a ocupar o trono espanhol. Receoso de que as ex-colônias espanholas formassem um bloco político muito poderoso, D. João VI volta a ocupar a região em 1816. É claro que houve resistências, mas elas não foram suficientes para deter os portugueses, que chegaram a ocupar Montevidéu pacificamente. A missão de ocupar Montevidéu coube a Carlos Frederico Lecor, militar e nobre português. Artigas continuou a lutar com estratégias de guerrilha por mais três anos. Sem sucesso, exilou-se no Paraguai, onde morreu trinta anos depois.

Em 1821, pouco antes do retorno de D. João VI a Portugal, políticos importantes reúnem-se no Congresso Cisplatino para decidir o futuro da região: torná-la independente, ou anexá-la ao Brasil ou às Províncias Unidas do Rio da Prata (Argentina)?

A partir de 1821, o território passava a ser parte do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, com o nome de Província Cisplatina. No mesmo ano, D. João VI retorna a Portugal e deixa seu filho como Príncipe Regente do Brasil.

Com a proclamação da Independência do Brasil, em 1822, o exército português voltou ao seu país, levando consigo as tropas que faziam a segurança da Província Cisplatina. Com a ausência de uma força efetiva, surge novamente entre os habitantes da região o desejo de tornarem-se emancipados. Eles logo começaram a organizar-se e, em 1825, proclamaram sua independência.

Vale ressaltar que o desejo de autonomia não se deve exclusivamente a fatores políticos e econômicos, mas, sobretudo, culturais, pois, por mais que os portugueses tenham feito algumas investidas na região, a colonização espanhola assentou raízes mais firmes.

A luta pela independência da Província Cisplatina contou com o apoio dos argentinos, que contribuíram com armas, comida e soldados. Diante da atitude dos “hermanos”, D. Pedro I não hesitou em declarar guerra à Argentina.

Tropas a brasileiras a caminho de Montevidéu. Jean Baptiste Debret. Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa.

Tropas a brasileiras a caminho de Montevidéu. Jean Baptiste Debret. Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa.

Tendo em vista as dimensões do território brasileiro e a sua significativa vantagem populacional, a guerra parecia ser fácil e provavelmente teria um desfecho favorável ao Brasil, mas não foi o que ocorreu. A princípio, a estratégia militar do Imperador consistiu em bloquear os acessos da Bacia do Prata, mas essa missão tornou-se impossível de ser completada, uma vez que alguns rios da região não comportavam as embarcações brasileiras.

Em terra, os militares também não obtiveram sucesso, pois, como já foi mencionado, o exército teve que ser montado às pressas, e os únicos soldados com treinamento e experiência eram os portugueses, que haviam retornado à sua pátria. Para contornar essa situação, D. Pedro I precisou contratar mercenários alemães e irlandeses, que demoraram a chegar, devido a grande distância.

Depois de muitos combates, dos quais o mais famoso ficou conhecido como a Batalha do Passo do Rosário, o governo brasileiro reconheceu a sua derrota e, com a intermediação da Inglaterra, resolveu conceder a autonomia à região, que passou a ser denomina República Oriental do Uruguay. De acordo com a Convenção de Paz de 1828, ficou estabelecido:

Artigo 1. Sua Magestade o Imperador do Brazil Declara a Provincia de Montevideo, chamada hoje Cisplatina, separada do territorio do Imperio do Brazil, para que possa constituir-se em Estado livre e independente de toda e qualquer nação [...]. (Convenção de Paz de 1828)

Brasil e Argentina ainda travariam um outro conflito, mas deixemos este assunto para uma próxima oportunidade.

Por Fábio Voitechen

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ORGANIZANDO IDÉIAS – UNIDADE 4

07. Napoleão contribuiu para a independência do Brasil. Você concorda com a afirmativa? Justifique sua resposta.

Indiretamente, pode-se relacionar Napoleão ao processo de independência do Brasil. O Bloqueio Continental, decretado por Bonaparte, forçou a vinda da Família Real para o Brasil. Certas medidas político-administrativas adotadas no Brasil foram decisivas para despertar o desejo de rompimento das relações coloniais.

08. Explique de que maneira a abertura dos portos às nações amigas beneficiou a Inglaterra e descontentou a burguesia portuguesa?

A abertura dos portos favoreceu a Inglaterra devido ao Bloqueio Continental, ou seja, o Brasil se tornou alternativa comercial para o escoamento da produção inglesa. A burguesia portuguesa se viu prejudicada pela medida, pois deixava de ser intermediária nas transações comerciais entre Brasil e Inglaterra, consequentemente, deixando de lucrar.

09. Qual a relação entre a Revolução Liberal de 1820, em Portugal, e o processo que culminou com a     Declaração de Independência do Brasil, em 1822?

Os desejos dos liberais portugueses eram limitados aos benefícios que eles mesmos poderiam obter. O Brasil ficava de fora dos projetos encabeçados pela Revolução Liberal (também conhecida como Revolução do Porto). Cada vez mais evidentes, as medidas em favor da recolonização incentivaram as elites comerciais brasileiras a organizarem um movimento de ruptura com Portugal. A situação alcançou seu limite em 1822, quando as Cortes portuguesas, além de exigirem o retorno de D. Pedro, também suspenderam vários direitos adquiridos.

10. Sobre o processo de Independência do Brasil, responda ao que se pede:

A – no contexto histórico do processo de Independência, qual a importância do Dia do Fico?

O Dia do Fico foi uma resposta aos interesses das Cortes portuguesas, as quais desejavam que o Brasil         continuasse no status de colônia, exigindo, inclusive, o retorno de D. Pedro para Portugal.

B – O episódio do Grito do Ipiranga foi uma atitude unilateral de D. Pedro, isto é, ele decidiu sozinho permanecer no Brasil e torná-lo independente de Portugal? Justifique a sua resposta.

Não. A participação de grupos de interesses marcou o episódio. Principalmente José Bonifácio, tido por alguns historiadores como o grande responsável pela ação de D. Pedro, fato que lhe valeu o título de Patriarca da Independência.

11. A independência alterou significativamente o Brasil, isto é, do ponto de vista econômico e social, houve avanços decorrentes do processo de Independência. A afirmação é verdadeira? Justifique sua resposta.

Não. O Brasil libertou-se do domínio de Portugal, entretanto, continuou dependente economicamente da Inglaterra e manteve a estrutura social fundada na escravidão e no poder dos grandes latifundiários.

12. A Constituição de 1824 estabeleceu o Poder Moderador e o Voto Censitário. Podemos afirmar que a carta constitucional aplicou os ideais iluministas? Justifique sua resposta.

Não, pois os ideais iluministas pregavam a liberdade e a igualdade. O quarto poder também não está em sintonia com as idéias iluministas, já que o monarca continuaria tendo o controle do poder.

13. Sobre a história do Brasil no século XIX, leia com atenção, as afirmativas a seguir:

I. O início do século XIX foi um período de significativas mudanças para o Brasil. Primeiro, deixou de ser colônia portuguesa. Depois, foi alçado à categoria de Império.

II. As mudanças que ocorreram no Brasil não tiveram qualquer relação com o contexto internacional da época, pois todas as transformações foram resultado das aspirações e da criatividade do povo brasilerio.

III. As duas primeiras décadas do Período Imperial brasileiro são conhecidas como uma época de tranqüilidade e progresso, em que as idéias liberais contribuíram para modernizar o país. Com isso, o Brasil se tornou exemplo para a América do Sul e para o mundo.

Assinale a alternativa correta:

A – Todas as afirmativas estão corretas;

B – Todas as afirmativas estão erradas;

C – Apenas a afirmativa I é verdadeira;

D – Apenas a afirmativa II é verdadeira;

E – Apenas a afirmativa III é verdadeira.

14. Observe, com atenção, as imagens a seguir, as quais foram pintadas em 1817 pelo austríaco Thomas Ender (1793-1875), que veio ao Brasil com a comitiva da princesa Leopoldina:

· De acordo com nossos estudos e com as imagens, faça o que se pede:

A – Descreva a cidade do Rio de Janeiro, considerando as construções que são representadas nas imagens:

A cidade tinha estrutura compatível com muitas grandes cidades dos Estados Unidos e da Europa.      Construções grandes (algumas com até quatro andares), ocupação intensa e, na primeira imagem, até um passeio pavimentado aparece no canto inferior esquerdo.

B – Agora, descreva suas impressões a respeito do elemento humano, das pessoas que aparecem nas imagens. Lembre-se de identificar quem são, o que fazem, como se vestem, etc.

As duas imagens trazem, quase exclusivamente, escravos representados em várias situações do cotidiano da época. Há pessoas, escravos, carregando baldes em suas cabeças e sendo conduzidos por alguém com  vestimenta distinta, mulheres com tabuleiros; alguns homens ajeitando um grande tonel em uma carroça.

C – Você já sabe que as imagens foram pintadas por um austríaco, certo? E que a princesa Leopoldina gostava de patrocinar expedições científicas ao Brasil, não é mesmo? Thomas Ender veio ao Brasil com Leopoldina e passou a registrar as paisagens, segundo ela contou em uma carta endereçada ao seu pai, com muita fidelidade. De acordo com as imagens, quais os elementos do Brasil que  mais chamaram a atenção do artista? Justifique sua resposta.

Tanto a paisagem (com destaque para as palmeiras) quanto os escravos aparecem de maneira intensa nas imagens.

D – E, atualmente, de que maneira o nosso país é retratado para os estrangeiros? Como são as imagens que mais comumente são divulgadas para o exterior? O Brasil, para os estrangeiros, é conhecido como um país com quais características?

É o país do futebol e do samba. Para alguns, ainda é selva, e macacos e jacarés convivem diariamente com as pessoas nas cidades.

15. (UECE)

Considere os seguintes artigos da Constituição Política do Império do Brasil (1824) ou Carta Outorgada, como chamam alguns:

Art. 13 – O poder legislativo é delegado à Assembléia Geral, com a sansão do Imperador.

Art. 43 – As eleições para o Senado serão feitas em Listas Tríplices, sobre as quais o Imperador escolherá o    terço na totalidade da lista.

Art. 98 – O poder Moderador é a chave para toda organização política e é delegado ao Imperador.

Art. 101 – O Imperador exerce o poder Moderador.

Analisando os artigos acima podemos concluir, corretamente, que a citada Constituição destaca:

A) os princípios liberais tão em voga no período;

B) o poder centralizador do Imperador;

C) ampliação dos direitos do povo brasileiro;

D) a formação de uma nação livre, independente e democrática.

16. (UEL – PR)

A transferência da Corte de D. João para a colônia portuguesa teve apoio do governo britânico, uma vez que:

A) Portugal negociou o domínio luso na Península Ibérica com a Inglaterra, em troca de proteção estratégica e bélica na longa viagem marítima ao Brasil;

B) em meio à crescente Revolução Industrial, os negociantes ingleses precisavam expandir seus mercados rumo às Américas, já que o europeu era insuficiente;

C) o Bloqueio Continental imposto por Napoleão fechou o comércio inglês com o continente europeu; a instalação do governo luso no Brasil propiciou a retomada dos negócios luso-anglicanos;

D) o exército napoleônico invadiu Portugal visando a instituir o regime democrático republicano de paz e  comércio, em franca oposição ao expansionismo da monarquia britânica;

E) os ingleses pretendiam consolidar novos mercados na América Portuguesa, tendo em vista antigas afinidades socioculturais com  os ibéricos.

17. (UEFS – BA)

Artigo 1 – As Ilhas Britânicas são declarada em estado de Bloqueio.

Artigo 2 – Todo o comércio e toda a correspondência com as Ilhas Britânicas estão proibidos [...]

Artigo 7 – Nenhuma embarcação vinda diretamente da Inglaterra ou das colônias inglesas [...] será recebida em porto algum.

Artigos do Bloqueio Continental (In: Silva & Bastos, p. 80.)

As determinações contidas no texto influíram na História do Brasil do início do século XIX, expressando-se por meio:

A) do Tratado da União Ibérica;

B) da transferência da sede do governo colonial para o Rio de Janeiro;

C) da Conjuração Mineira de 1789;

D) da transferência da Corte Portuguesa para a Colônia;

E) da Confederação do Equador.

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imagem-040

9º Ano

ROTEIRO DE PERGUNTAS PARA TRABALHO DE HISTÓRIA 9º ANO - 1º BIMESTRE

RESPONDA AS QUESTÕES EM FOLHA PARA ENTREGA DIA 09/04 (MANUSCRITO)

1. EXPLIQUE COM SUAS PALAVRAS O QUE FOI O CRAK DA BOLSA DE NOVA YORK.

2. APONTE OS PRINCIPAIS EFEITOS ECONÔMICOS  DA CRISE DE 1929 PARA OS NORTE-AMERICANOS.

3. QUAL A ORIGEM DA CRISE DE 1929 QUE ABALOU A ECONOMIA NOTE-AMERICANA E REFLETIU DRASTICAMENTE NA ECONOMIA MUNDIAL?

4. EXPLIQUE O CONCEITO HISTÓRICO DO “AMERICAN WAY OF LIFE.

5. QUAL O EFEITO PROVOCADO PELA GRANDE DEPRESSÃO NA ECONOMIA BRASILEIRA?

6. QUE MEDIDA ECONÔMICAS O PRESIDENTE VARGAS TOMOU PARA BUSCAR REEQUILIBRAR OS PREÇOS DO CAFÉ NO MERCADO INTERNACIONAL?

7. QUE SETOR DE PRODUÇÃO FOI MAIS BENEFICIADO PELO GOVERNO VARGAS NOS ANOS 30?

8. APONTE OS DOIS MAIORES EMPREENDIMENTOS DO ESTADO NOVO PARA O INCENTIVO DO PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRO.

9. DIFERENCIE OLIGARQUIA AGRÁRIA DE OLIGARQUIA INDUSTRIAL.

10. DURANTE O GOVERNO VARGAS, QUE GRUPO ESTEVE MAIS PRÓXIMO E POR ISSO MESMO OBTEVE MAIS ESPAÇO EM SEU GOVERNO: INDUSTRIAL OU AGRÁRIO? JUSTIFIQUE.

11. QUAL O PRINCIPAL OBJETIVO POLÍTICO DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932?

12. EM QUE CONSISTE O PROCESSO DE ESTATIZAÇÃO DAS RIQUEZAS DO SOLO? EM QUE GOVERNO OCORREU ESSE PROCESSO?

13. EXPLIQUE A IDEOLOGIA DA AIB (AÇÃO INTEGRALISTA BRASILEIRA).

14. EXPLIQUE A IDEOLOGIA DA ANL (ALIANÇA NACIONAL LIBERTADORA).

15. QUAL O PAPEL DO DIP (DEPARTAMENTO DE IMPRENSA E PROPAGANDA) NO GOVERNO VARGAS.

VALOR: 4,0 (QUATRO PONTOS).

SERÃO AVALIADOS NO TRABALHO:

. APRESENTAÇÃO (CAPRICHO, GRAFIA, ORGANIZAÇÃO);

. RESPOSTAS CORRETAS E COM BOA CAPACIDADE DE SÍNTESE;

. ENTREGA NO PRAZO DETERMINADO.

BOM TRABALHO!!!

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Revolução Constitucionalista de 1932

Termina a Política Café com Leite e inicia a Era Vargas em 1930. Políticos paulistas se sentem derrotados. Crescia o desejo de uma nova Constituição para substituir a de 1891.

Contexto histórico

A República Velha teve início com a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889. As oligarquias cafeeiras, formadas pelos “barões do café”, usavam de sua influência política e social - somada ao poder econômico -, para fraudar as eleições.

Para acabar com essa falcatrua eleitoral, durante o governo de Campos Sales (1898) é implantada a Política Café com Leite, que era apoiada pela Política dos Governadores, na qual o governo estadual dava sustentação ao presidente. Essa política tinha o intuito de alternar o candidato à presidência da República entre os principais estados do Brasil: São Paulo, principal produtor de café; e Minas Gerais, grade criador de gado.

De acordo com a política Café com Leite, ao fim do mandato de Washington Luís (candidato paulista), deveria ser indicado um candidato à presidência que fosse de Minas Gerais. Mas, Washington Luís indicou Júlio Prestes, outro paulista, rompendo os critérios pré-estabelecidos.

Antônio Carlos (governador de Minas Gerais) e João Pessoa (governador da Paraíba), uniram-se a Getúlio Vargas, candidato gaúcho e formaram a Aliança Liberal.

Contudo, Vargas perdeu as eleições, João Pessoa foi assassinado e o povo continuava descontente com a política.

Diante desses fatos, a ocorrência da Revolução de 30 era inevitável. Antes que o conflito terminasse em uma guerra civil, a Junta Pacificadora entregou a presidência provisoriamente a Getulio Vargas.

Com o fim da Política Café com Leite e a entrada de Getúlio Vargas na presidência em 1930, os representantes de São Paulo sentiram-se derrotados. Aliado a esse sentimento estava o desejo de uma nova Constituição para substituir a constituição de 1891. Desta forma, ocorreu a Revolução Constitucionalista de 1932.

A Revolução Constitucionalista de 1932

Em 1932, eclodiu no estado de São Paulo o Movimento Constitucionalista, representado pelas siglas MMDC. Essas são as iniciais dos nomes de quatro estudantes que foram mortos em choque com a polícia getulista, que se tornaram mártires da Revolução Constitucionalista. São eles: Mário MARTINS de Almeida, Euclydes Bueno MIRAGAIA, DRÁUSIO Marcondes de Souza e Antonio Américo de CAMARGO Andrade.

Cartão Postal do MMDC, 1932. São Paulo (SP). (CPDOC/ CDA Roberto Costa).

Os revoltosos buscavam, entre outras coisas, recuperar parte do poder perdido pelos cafeicultores paulistas com a ascensão de Vargas. Queriam também obrigar o presidente a promulgar uma nova Constituição para o país e evitar que Vargas indicasse para o governo estadual políticos que não fossem paulistas.

A Revolução de 1932 é considerado um acontecimento muito importante, pois foi o momento em que um estado da federação, praticamente sozinho, ousou protestar contra o Governo Provisório de Getúlio Vargas. “Era um governo sem Constituição, sem regras. Getúlio tomou posse, rasgou a Constituição de 1891, instituiu um governo provisório e nomeou interventores para os estados. Era um governo pessoal e autárquico”1.

Cartaz da Revolução Constitucionalista, 1932. São Paulo (SP). (CPDOC/ CDA Roberto Costa).

Mas, para o historiador Roberson de Oliveira, a oligarquia de São Paulo tinha sido cúmplice de todo tipo de manipulação política e fraudes eleitorais, típicas do coronelismo, comum na República Velha. O escritor afirma, em seu livro História do Brasil: Análise e Reflexão, que a reivindicação da necessidade de uma Constituição, apesar de pertinente, era um pretexto para os paulistas retomarem o poder e derrubarem Vargas.

São Paulo queria exigir, juntamente com alguns outros estados, como Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que o Brasil se reconstitucionalizasse por meio da força, já que Vargas não dava indícios de querer mexer no rumo que tinha dado ao país. “Mas Getúlio articulou, por intermédio de seus interventores nos outros estados — todos pessoas de confiança dele —, o apoio de toda a federação contra São Paulo. Ele ganhou a ‘guerra’, mas teve de convocar eleições e uma Constituinte. Ganhamos, com isso, a Constituição de 1934. Mas logo ele iria rasgá-la também”1.

Por Camila Souza

Referência

1 Maria Celina Soares D’Araújo, professora e pesquisadora do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea (CPDOC) da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

OLIVEIRA, Roberson. História do Brasil: Análise e Reflexão.