Haiti e Solidariedade Humana em meio a Tragédia
É difícil começar quando o assunto envolve tantas mortes quanto as que aconteceram no Haiti e mais ainda compreender tudo isto. Algo que de certa forma me deixa feliz é perceber que diante das tragédias o ser humano consegue demonstrar solidariedade e capacidade de se colocar no lugar dos outros. Estamos acompanhando pelos vários meios de comunicação o desenrolar dos resultados terríveis deste terremoto que assolou um dos países mais pobres do mundo. Complicado imaginar que num lugar onde parte da população come biscoito de uma mistura de óleo, sal e barro (isso mesmo de terra) e de repente o pouco que se tem se torna nada.
Toda infraestrutura comprometida tanto no aspecto físico de ruas, casas, escolas, igrejas, hospitais, mas também no aspecto de organização do estado onde a desordem é generalizada, já que a própria sede do governo se encontra no chão, bem como ministérios e secretarias estão desarticuladas. Pelas imagens e depoimentos que estamos tendo acesso percebemos a realidade de uma pobreza extrema. Os mortos vão sendo recolhidos como é possível e então enterrados em valas comuns. Desta forma torna-se impossível uma futura referencia de que um dia estiveram vivos e fizeram parte de uma família e da sociedade, pra eles de certa forma é como se nunca tivessem existido. Triste e necessário diante da iminência de doenças como cólera e outras advindas da decomposição dos corpos. Quando nos deparamos com algo tão intenso e do qual não sabemos bem o que fazer é importante sermos rápidos. O mundo se mobiliza pra buscar ajudar, mas mesmo essa ajuda não é fácil de chegar. Pessoas são atendidas no chão, cirurgias são feitas de maneira precária a céu aberto e mesmo assim existe uma luta incansável pra salvar vidas e buscar sobreviventes.
O Brasil perdeu muito… Militares em missão de paz, representantes da ONU e de forma especial a Dra. Zilda Arns que é reconhecida mundialmente por seu trabalho incansável para salvar crianças da fome e da desnutrição. Perdemos um filho da terra o subtenente do Exército, Raniel Batista de Camargos, nasceu e cresceu no bairro Rosário em Patos de Minas. No caso daqueles que estão no Brasil podemos ajudar através de doações que serão utilizadas para amenizar este sofrimento imediato. Os brasileiros já doaram mais de R$ 300 mil a três entidades que estão recebendo doações em contas correntes para ajudar as vítimas. A conta do SOS Haiti, recebe doações que vão diretamente para a Embaixada do Haiti no Brasil.
A Embaixada da República do Haiti está arrecadando doações em dinheiro. Para colaborar, podem ser feitos depósitos ou transferências de qualquer banco, mesmo de fora do Brasil, para a conta corrente abaixo:
Nome: Embaixada da República do Haiti
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1606-3
CC: 91000-7
CNPJ: 04170237/0001-71
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) também recebe doações só em dinheiro. A entidade não recebe outros tipos de doações em função da dificuldade de enviá-las ao país.
Dados para depósitos ou transferências:
Nome: Comitê Internacional da Cruz Vermelha
Banco: HSBC
Agência: 1276
CC: 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51
O Viva Rio, que está desde 2004 no Haiti, onde desenvolve projetos sociais ligados às áreas de segurança, desenvolvimento e meio ambiente, também abriu uma conta para quem quer fazer doações às vítimas do terremoto:
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1769-8
CC: 5113-6
CNPJ: 00343941/0001-28
Faça o que for possível e que nossas orações possam alcançar a nação haitiana.
Pense Nisso… Podemos não ser capazes de evitar certas tragédias, mas podemos ser solidários e fazer a nossa parte quando elas acontecem, mas cuidado sempre aparecem aproveitadores, portanto cuidado ao fazer sua doação.
Professor Braz Paulo
Patos de Minas
01/2010
