Artigos marcados com ‘Textos’

O Humor e a Ironia nos Gêneros Discursivos

Gêneros textuais são as diversidades de textos que encontramos em diversos ambientes de discurso na sociedade. Vários fatores sócio-culturais ajudam a identificar os gêneros, assim como a definir que tipo de gênero deve ser usado no momento mais adequado à situação, seja na oralidade, seja na escrita. 

O humor e a ironia são recursos linguísticos que aparecem em diferentes gêneros textuais. São utilizados intencionalmente pelos autores dos textos para entreter e atrair a atenção do leitor, ou ainda, provocar reações de reflexão crítica em relação ao que foi mencionado.  

A ironia já foi uma técnica de busca da verdade, um expediente teatral e até uma teoria filosófica, embora a maior parte das pessoas só a conheça por meio dos manuais de gramática, como figura de linguagem. O conceito moderno de ironia a define como uma figura de pensamento utilizada para dizer o contrário daquilo que se quer comunicar. A ironia pode ser percebida por meio do tom de voz de quem a profere, por alguma característica gestual ou pelo contexto em que ela se manifesta. Ela só é percebida pelo receptor quando esse apreende a antítese entre o que o emissor diz e a verdade. Desta forma, são necessários o conhecimento do referente e a atenção contínua para uma interpretação apropriada do enunciado. A função da ironia é, geralmente, criticar, censurar ou denunciar algo.

O humor fundamenta-se, sobretudo no rompimento com o esperado, trazendo o novo, o inesperado. O que foi mencionado é recuperado e atualizado, e outros sentidos diferentes dos já estabelecidos na memória discursiva do falante aparecem. Esse recurso linguístico além de estimular o riso, manifesta valores ideológicos diferentes dos originalmente veiculados. O sentido já estabelecido dá lugar a outros, instigando o questionamento do receptor da mensagem sobre os valores culturais e sociais. A substituição do léxico funciona para enganar o interlocutor que, imagina conhecer o final, quando acaba surpreendido.

          Ler Mais

Qualidade na produção de texto

Está na hora de fazer uma autoavaliação.

           

 Escrever é um desafio lançado a todos os estudantes desde as séries iniciais. Sabemos, no entanto, que os resultados nem sempre são os melhores ou os esperados pelo professor. Há aqueles que esquecem de pôr qualidade no que escrevem. Muitas vezes só lembram disso na véspera do vestibular ou quando vão prestar algum outro concurso. Está na hora de dedicar mais atenção à redação, afinal escrever não depende apenas de uma boa orientação do professor, mas do empenho de cada um.

A revista Nova Escola de janeiro de 2009 publicou algumas diretrizes do que cada aluno deve conseguir fazer no final de duas etapas escolares. Embora as informações da revista sejam direcionadas aos professores, os alunos precisam saber que existe um padrão de texto esperado deles.

Até o final do 5º ano, deve-se:

a) escrever e reescrever textos;

b) revisar textos de outros e os próprios.

Parece simples, mas isso implica em seguir alguns passos fundamentais na produção de um bom texto. Tudo começa com o planejamento. Antes de escrever, é necessário pensar na intenção que se tem com o texto, bem como deixar claro para quem se escreve e o quê se escreve. Deve-se fazer um rascunho e, antes de registrar a versão definitiva, reler o que foi escrito. Só assim se consegue melhorar o que não ficou bom.

A revisão pode ser feita individualmente e/ou por um colega. No momento em que se relê o texto, é necessário colocar-se na posição de leitor. Isso é mais fácil quando se lê o texto de outro, porém é necessário saber criticar também o próprio texto. A releitura e revisão ajudam a cortar o que é desnecessário, ver se o texto está de acordo com a proposta inicial, ligar as idéias com clareza e lógica, identificar eventuais ambiguidades, corrigir erros ortográficos, garantir a concordância dos verbos e nomes e analisar a função social do texto.

 Além desses itens, até o final do 9º ano, deve-se:

a) compreender e escrever textos variados;

b) empregar conhecimentos gramaticais;

c) monitorar e controlar produções e interpretações;

d) interpretar e produzir textos focando o seu valor social.

Isso quer dizer que, no final do Ensino Fundamental II, deve-se produzir textos de gêneros variados (conto, carta, notícia, crônica, etc.) Independente do tipo de texto (narração, descrição ou dissertação) e do gênero, três aspectos devem ser levados em consideração: O que se escreve? Para quê? Para quem? Depois de planejar e escrever um rascunho faz-se a revisão do texto. É nessa hora que se aplica os conhecimentos gramaticais e de mundo, de modo que, ao passar ao professor a versão final do texto, este deve ter o que se tem de melhor para oferecer.

O texto não deve ficar só nas mãos do professor. Também os colegas e, porque não, a comunidade pode ler o conteúdo. Não devemos escrever apenas para o professor ou para colocar o texto numa gaveta. Texto escrito merece ser lido.

Não é fácil escrever. Todos sabem disso. É por isso mesmo que é tão importante dedicar mais tempo à escrita. Além de um bom conteúdo, que se adquire por meio da leitura e da experiência de vida, a qualidade do texto depende do que você usa do manancial que construiu em cada série.

Leia mais sobre o assunto AQUI