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Orações Subordinadas Adverbiais I

Orações Subordinadas Adverbiais conduzem o romance Dom Casmurro

 Para finalizar o estudo do período composto por subordinação, abordarei hoje algumas das orações subordinadas adverbiais. Elas fazem parte da comunicação diária dos falantes da língua portuguesa e indicam a circunstância em que se desenvolve o processo verbal da mensagem. De acordo com a gramática normativa, as orações subordinadas adverbiais funcionam como adjunto adverbial (modificador ou intensificador dos sentidos de um adjetivo, advérbio e de um verbo), e estão ligadas a uma outra oração, denominada oração principal. São nove as orações subordinadas adverbiais, e todas são iniciadas por uma conjunção subordinativa.

O romance Dom Casmurro, do maior escritor brasileiro de todos os tempos - Machado de Assis, mostra perfeitamente como as orações subordinadas adverbiais conduzem o enredo de uma obra literária.    

Observe os períodos em destaque de alguns trechos da obra:

“Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que eles lhe dão, mas no que lhe pôs o vulgo de homem calado e metido consigo. Dom veio por ironia, para atribuir-me fumos de fidalgo. Tudo por estar cochilando! Também não achei melhor título para a minha narração - se não tiver outro daqui até ao fim do livro, vai este mesmo. O meu poeta do trem ficará sabendo que não lhe guardo rancor. E com pequeno esforço, sendo o título seu, poderá cuidar que a obra é sua. Há livros que apenas terão isso dos seus autores; alguns nem tanto”.

Em “Dom veio por ironia, para atribuir-me fumos de fidalgo” nota-se a circunstância de finalidade da segunda oração em relação à oração principal. A própria preposição “para” antes do verbo “atribuir”, confirma a presença de uma oração subordinada adverbial final. As orações subordinadas adverbiais finais exprimem a intenção, a finalidade e o objetivo do que se declara na oração principal. São iniciadas por conjunções subordinativas finais: para que, a fim de que, que, porque, etc. Também podem ser iniciadas pela preposição para, estando o verbo no infinitivo.

Já no período “se não tiver outro daqui até ao fim do livro, vai este mesmo”, é clara a circunstância de condição da oração subordinada em relação à oração principal. Trata-se de uma oração subordinada adverbial condicional iniciada pela conjunção subordinativa condicional “se”. As outras conjunções são: a menos que, desde que, caso, contanto que. As orações subordinadas adverbiais também podem ser iniciadas pela preposição a, estando o verbo no infinitivo. Ler Mais

Orações subordinadas… o que é isso?

Conheça um pouco mais sobre as misteriosas orações subordinadas

Análise sintática é um assunto que dá medo na maior parte dos alunos. Quando falamos em orações subordinadas então… Vamos tentar, nos próximos posts, tornar esse assunto um pouco mais fácil.

Primeiro, devemos saber o que significa uma oração subordinada. Elas têm esse nome porque não dependem (ou seja, são subordinadas) à oração principal, pois sem esta última seu significado não ficaria completo. Veja, nos exemplos a seguir, que as orações subordinadas estão em negrito.

Ex.1: “Eu não queria que chovesse.

Ex.2: “Nós sabíamos que a festa seria boa.

Seria possível entender a frase “Que chovesse” sem a outra oração? E se alguém chegasse e dissesse “Que a festa seria boa”? Você entenderia na hora? Naturalmente não, e é isso que distingue as sentenças subordinadas das coordenadas.

As orações subordinadas se dividem em três tipos principais: substantivas, adjetivas e adverbiais.

As orações subordinadas substantivas têm esse nome porque desempenham funções que os substantivos têm dentro de períodos compostos.

Ex.3: “Eu quero que você me ajude. (Eu quero a sua ajuda.)

Ex.4: “É obrigatório que compareça. (É obrigatória a sua presença.)

As subordinadas substantivas dividem-se em subjetivas, objetivas diretas, objetivas indiretas, completivas nominais, apositivas e predicativas.

 As orações subordinadas adjetivas são aquelas que atuam como adjetivos, modificando o substantivo. Possuem a característica de serem introduzidas por pronome relativo (que, o qual, quem, etc.), e dividem-se em explicativas e restritivas.

 Ex.5: “A nossa escola, que tem muito espaço, vai abrigar alunos de outras cidades para os jogos.” (“A nossa escola, que é espaçosa…”)

Ex.6: “Os alunos que estudarem bastante serão premiados.” (“Os alunos estudiosos…”)

 Elas podem ser explicativas ou restritivas.

 As orações subordinadas adverbiais apresentam a mesma função que os adjuntos adverbiais, ou seja, expressar circunstâncias de tempo, lugar, modo, causa, condição, comparação, etc.

 Ex.7: Esse carro antigo funciona bem porque é bem cuidado.

Ex.8: Nosso time não jogou tão bem quanto o de vocês.

 As subordinadas adverbiais dividem-se em causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, finais, proporcionais, temporais e modais.

Esta é apenas uma apresentação. Nos próximos posts vamos conversar mais sobre cada um dos tipos de orações subordinadas! Até lá!

Por Claudio Romanichen