O livro eletrônico
Será que o livro de papel está com os dias contados?
O livro tem aproximadamente seis mil anos de história para serem relembrados. O homem utilizou diversos tipos de materiais para registrar a sua passagem pelo planeta e difundir seus conhecimentos e experiências.
Os sumérios guardavam suas informações em tijolo de barro. Os indianos faziam seus livros em folhas de palmeiras. Os maias e os astecas, antes do descobrimento das Américas, escreviam os livros em um material macio existente entre a casca das árvores e a madeira. Os romanos escreviam em tábuas de madeira cobertas com cera.
Os egípcios desenvolveram a tecnologia do papiro, uma planta encontrada às margens do rio Nilo. O desenvolvimento do papiro deu-se em 2200 a.C e a palavra papyrus, em latim, deu origem à palavra papel.

Papiro. Foto de Argenber. Licenciada pelo Creative Comons. Atribuição 2.0 Genérico.
Mas, foi na China que o papel, como o conhecemos, surgiu e foi aprimorado para que o conhecimento humano e as informações ganhassem o mundo.
Em 1442, o primeiro exemplar de um livro foi impresso. O responsável por essa extraordinária façanha foi Johann Gutenberg, inventor do processo de impressão com caracteres móveis - a tipografia. Gutenberg e seu sócio Johan Fust fundaram em 1448 a ‘Fábrica de livros’ , conhecida originalmente como Werk der Buchesi. A partir dessa data, os livros deixaram de ser obras artesanais exclusivas de milionários e rapidamente passaram a fazer parte da vida de pessoas como nós.

Prensa Móvel de Gutenberg. Foto de John Nuttal. Licenciada pelo Creative Comons. Atribuição 2.0 Genérico.
Como a prensa era capaz de fazer milhares de cópias no tempo que um monge levava para terminar um manuscrito, história, poesias, contos, cálculos matemáticos, ideias e ideais percorreram mares e terras até chegarem às mãos de povos que seus autores nem faziam ideia da existência. Foi uma revolução sem igual na história da humanidade. Uma revolução que transformou a vida de um planeta.
Há poucos anos, quando a internet revolucionou o mundo dos computadores e das comunicações, ficou claro que ela mudaria a história do papel impresso e começaria outra.
Hoje, o número total de livros da Biblioteca Nacional do Brasil, considerada pela UNESCO uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo, caberiam em aproximadamente 4 discos rígidos, e as obras poderiam ser consultadas por qualquer pessoa do mundo, sem que ela precisasse ir até o Rio de Janeiro.
Mas, as mudanças em relação ao livro impresso, não foram tão significativas como todos pensavam. A internet não atrapalhou as vendas dos livros; muito pelo contrário, só aqueceu o comércio editorial. Depois do Google, o negócio online que mais deu certo é uma livraria virtual.
Você deve estar se perguntado, como isso é possível. Mas a resposta é simples e clara. Ler um livro inteiro no computador é praticamente impossível. Segundo especialistas, a melhor leitura profunda e demorada continua sendo a tinta preta em papel branco. Não esquecendo o prazer de boa parte dos leitores de manusear o livro de papel e ainda poder expô-lo em estantes repletas de obras clássicas e essenciais para o conhecimento humano.
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