Leminski, notável poeta paranaense que revolucionou a poesia brasileira

Não é novidade para ninguém que agosto é conhecido popularmente como o mês do desgosto, do azar, do cachorro louco, da bruxa na aviação e das noites de terror.

Mas você sabia que agosto é também o mês de aniversário do escritor Paulo Leminski?

É isso mesmo! Paulo Leminski nasceu em 24 de agosto de 1944 na cidade de Curitiba (Paraná), e faleceu no dia 7 de junho de 1989 de cirrose hepática. Festejar a obra desse renomado artista é, ao mesmo tempo, oferecer ao público uma surpreendente experiência.

Paulo Leminski foi um criador de linguagem, um homem da cultura, provocador de novas visões na arte. Foi um artista múltiplo, um turbilhão de ideias e ideais. Passou por assuntos e temas diversos. Escreveu contos e crônicas, mas sua obra é mais conhecida pelos poemas que compôs. Foi professor, lutador de judô, tradutor, trabalhou com publicidade e era um estudioso da cultura japonesa, entre muitas outras coisas.

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CLICHÊ

Como evitar a linguagem padronizada e repetitiva na sua redação.

Na busca do melhor texto possível, a maioria dos alunos acredita que uma boa redação tanto no Enem e quanto no vestibular depende apenas de conhecimento e opinião formada sobre um assunto. Mas, isso não é verdade. Saber se expressar bem, de forma original e criativa, também conta pontos e causa ótima impressão entre os avaliadores. Por isso, evitar ideias prontas e expressões desgastadas, que poupam o trabalho de pensar, é uma ótima sugestão para os estudantes que pretendem mostrar um notável repertório vocabular, de conhecimento e de imaginação.

Expressões caquéticas, clichês ou lugares-comuns podem fazer uma desastrosa diferença em uma redação, colocando o  texto em risco, pois são considerados os responsáveis pelo encolhimento da linguagem. São como bengalas que empobrecem o conteúdo de uma produção textual; afinal, não é nenhuma novidade dizer que “o futebol é uma caixinha de surpresas” ou que “a vida é feita de pequenas coisas”. Por esse motivo, clichês são recursos de simplificação e devem ser utilizados apenas na linguagem coloquial. Eles são perfeitos para quem quer chegar logo ao que interessa sem torrar tempo demasiado na construção de modos novos e mais elaborados de dizer.   Numa era dominada pela tecnologia da informação, em que não se tem tempo para nada, parar para pensar em tudo o que se lê e fala, é para muitos jovens um enorme esforço mental.  Essa linguagem padronizada e repetitiva passa a ser então, facilitadora de certas situações comunicativas.

“O futebol é uma caixinha de surpresas” 

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 De acordo com os dicionários, clichê é o termo francês que designa uma chapa metálica em que se grava, em alto relevo, uma imagem destinada à impressão. Seu equivalente na língua portuguesa é a palavra “matriz”. Por extensão, o termo também pode referir-se ao texto ou imagem impressa por meio desse processo. No campo da literatura, clichê significa estereótipo, chavão, frase feita, entre outros sinônimos tão abundantes quanto os próprios clichês. No sentido figurado, a expressão denuncia a solidificação - no nível do pensamento ou da expressão - de determinadas frases que passam a ser usadas cotidianamente dentro de um contexto social favorável ao seu aparecimento. É relativa à repetição cuja frequência se tornou previsível no ato de comunicação.

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Preparem suas prateleiras!

Esta semana, a 21.ª Bienal Internacional do Livro transforma São Paulo na Capital das Letras.

Muita cultura, leitura e diversão aguardam os visitantes neste que é um dos maiores encontros literários do mundo. Serão mais de 700 atividades distribuídas por pelo menos 400 horas, de 12 a 22 de agosto, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, Zona Norte da capital paulista.

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Fonte: http://www.bienaldolivrosp.com.br

Nesta edição, além da larga oferta de livros - 350 expositores do Brasil e de fora, representando mais de 900 selos editoriais -, o evento terá novos formatos, com grande interatividade e a presença de conceituados escritores brasileiros e internacionais, que formarão a grade mais pluralista dos 40 anos da Bienal. O objetivo é  estimular o gosto pela leitura em milhares de pessoas, entre crianças, jovens e adultos.

 A programação enfocará quatro temas principais: Monteiro Lobato; Clarice Lispector; Lusofonia; e Livro Digital.

Monteiro Lobato - Cidadão Escritor

Na sua maior parte, a obra de Monteiro Lobato é o resultado da reunião de textos escritos para jornais ou revistas. Comprometido com as grandes causas de seu tempo, o criador do Jeca Tatu engajou-se em campanhas por saúde, defesa do meio ambiente, reforma agrária e petróleo, entre outros temas que continuam atuais. Ele arrebatava o público com artigos instigantes, que, hoje, vistos de longe, constituem um precioso retrato de época, um painel socioeconômico, político e cultural do período. Dono de estilo conciso e vigoroso, com forte dose de ironia, utilizava uma linguagem clara e objetiva, compreensível ao grande público. Lobato revelou o mundo rural, então ignorado pelos escritores de gabinete que ele tanto criticava. “A nossa literatura é fabricada nas cidades”, dizia, “por sujeitos que não penetram nos campos de medo dos carrapatos”.
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Clarice Lispector

“Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada… Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro…” (Disponível em: clique aqui.)

Escritora brasileira, de origem ucraniana, Clarice Lispector publicou romances, contos, crônicas e livros infantojuvenis. Destacou-se pelo intimismo de sua narrativa voltada para as tensões existenciais: dedica-se aos conflitos do ser humano, aprofundando-se na tensão entre a plenitude e o vazio existenciais, entre a paixão e a racionalidade. Seu estilo é dramático, marcado por uma ironia inteligente, por frases contidas e por experiências de formas de narração inovadoras.
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Livro digital

Um livro digital ou livro eletrônico é um livro em formato digital que pode ser lido em equipamentos eletrônicos tais como computadores, PDAs ou até mesmo celulares que suportem esse recurso. Os formatos mais comuns de e-books são o PDF e HTML. O primeiro necessita do conhecido leitor de arquivos Acrobat Reader ou outro programa compatível; o segundo requer um navegador de Internet para ser aberto. Por ser um dispositivo de armazenamento de baixo custo e de fácil acesso, em virtude da propagação da Internet nas escolas, pode ser vendido ou até mesmo disponibilizado para download em alguns portais gratuitos na web.
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Lusofonia

Aprender uma língua não é apenas utilizar o dicionário e substituir uma palavra de um idioma por outra no outro. É, acima de tudo, descobrir uma cultura e um modo de pensar e de viver diferentes. À semelhança do que aconteceu com a França e a Espanha, Portugal também foi uma província romana, denominada Lusitânia. O que explica o porquê de hoje os falantes de língua portuguesa serem denominados lusófonos. Portugal começou a sua conquista pelo mundo antes da Espanha e até mesmo da França. No século XV, os portugueses já controlavam um vasto império no Oceano Índico, na Costa Africana e na América. Mais tarde, com a expansão marítima, Portugal firmou colônias no Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. O português é a terceira língua europeia mais falada no mundo, depois do inglês e do espanhol. E é o idioma oficial de vários países espalhados pelos cinco continentes.
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Conte um conto sem aumentar um ponto

Venha você também participar do mais novo concurso da Academia Brasileira de Letras (ABL). É isso aí! Conte um conto sem aumentar um ponto é o nome do concurso que será realizado pela Academia.

Esse título nos remete instantaneamente a um dito popular muito comum. Afinal, quem nunca ouviu a sábia expressão “Quem conta um conto aumenta um ponto”? Você já parou para pensar o quão sugestivo esse ditado é? Afinal, que ponto é esse que aumenta?

A língua portuguesa apresenta três pontos: o ponto final, o ponto de interrogação e o ponto de exclamação, que se articulam gerando uma grande maleabilidade ao que se fala. Cabe, portanto, a cada um escolher o ponto que melhor lhe convém para aumentar seu próprio conto. Já observou como é fantástico analisar as pessoas pelos pontos com as quais elas aumentam seus contos do dia a dia? Já percebeu como cada um molda o seu “ponto” para obter a entonação desejada, finalizar uma ideia, surpreender ou questionar alguém? Que ponto usar, então, quando a intenção é causar mistério, deixar o ouvinte ansioso por saber o que vem depois? Que ponto será… Que ponto usar para representar toda alegria, intensidade e emoção experimentada? Será o ponto de exclamação?!

Essa nossa língua realmente nos surpreende… mas enfim, vamos realmente ao que interessa.

O desafio proposto pela ABL com o concurso é fazer o participante finalizar de maneira distinta do original o conto A cartomante, de Machado de Assis, objetivando assim promover sua imagem na rede social, além de desenvolver a escrita e incentivar a leitura. O novo certame foi lançado devido à grande repercussão do concurso de Microcontos do Twitter da ABL, o Abletras, e para participar, é claro, o concorrente deverá ser seguidor deste.

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Faça do mundo uma biblioteca

Seja mais um adepto do BookCrossing

Mas o que é o BookCrossing?

O BookCrossing é um clube de livros global, que atravessa o tempo e o espaço. É um grupo de leitura que não conhece limites geográficos. Os seus membros gostam tanto de livros que não se importam de se separar deles, libertando-os, para que possam ser encontrados por outros. É uma forma de tornar o acesso à cultura e especificamente à leitura verdadeiramente universal, transformando o mundo em uma imensa biblioteca.

O esquema é bem simples: basta você abandonar um livro em um lugar público para que alguém possa lê-lo, e os outros continuam esse processo para que o livro siga adiante. Antes de deixá-lo nas paradas de ônibus, shoppings, metrôs ou um lugar público da sua escolha, você cadastra a obra no site do BookCrossing para rastreá-la e escreve uma dedicatória carinhosa para que aquele que pegar o livro tome conhecimento do projeto e passe a participar dele. 

 3998507481_8eb4e38b871BookCrossing. Galeria e~s. Licenciada pelo Creative Comons. Atribuição 2.0  Genérico. Ler Mais

Schumann: da genialidade à loucura

 Há 200 anos nascia Robert Schumann, um dos mais importantes compositores alemães do período romântico

Schumann nasceu em 8 de junho de 1810. Dotado de um duplo talento, literário e musical, demorou bastante até se decidir entre a literatura e a música. Do pai herdou o amor pelas letras e da mãe, o gosto pela música. Casou-se com Clara de Wieck, que depois ficou conhecida como Clara Schumann, famosa pianista e também compositora.

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Robert e Clara Schumann. Desenho de Erald Kaiser, 1847.
 
Deixou uma vasta obra que inclui desde canções a óperas e sinfonias. Aos sete anos escreveu redações, poesias e fragmentos de romances e teve suas primeiras aulas de piano, no qual se tornou logo autodidata. 

Schumann compôs a maior parte de suas canções em 1840, conhecido como o “Ano da Canção”. Suas obras foram influenciadas por músicos como Mozart, Schubert e Beethoven. Depois de Schumann, é difícil imaginar os episódios shakespearianos por si só.

O ano de 1842 marca o primeiro e mais importante ciclo de música de câmara de sua carreira. Esse período foi extremamente criativo. Em pouco tempo compôs os seus três quartetos de cordas, um quinteto e um quarteto para piano e cordas, a Phantasiestücke para piano, violino e violoncelo e ainda as Variações para dois pianos, dois violoncelos e trompa.

Mas afinal, se Schumann foi tão grandioso, por que ninguém fala dele? As inúmeras comemorações pelos 200 anos de nascimento de Chopin jogaram no esquecimento o fato de que Schumann também comemora seu bicentenário. Muito mais do que Chopin, ele deu rubor à figura do compositor romântico, característica marcante do século em que vivia. Schumann era único ao transformar a música numa linguagem poética mais intensa do que a própria poesia. Seu jeito de pensar, fazer e sentir a música influenciou os românticos da época a uma nova forma de escuta musical.

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Quincas Berro d’Água lota as salas de cinema

A comédia dramática Quincas Berro d’Água comprovou mais uma vez que as obras de Jorge Amado fascinam o público brasileiro.  Enquanto esteve em cartaz, esse divertidíssimo longa-metragem lotou as salas de cinema de todo o país e arrancou largas risadas da plateia. Dona Flor e Seus Dois Maridos, Gabriela Cravo e Canela e Tieta do Agreste são outras adaptações que alcançaram sucesso estrondoso. A primeira ainda permanece como maior recordista de público em toda a história do cinema nacional, com nada menos do que 12 milhões de espectadores.

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Jorge Amado é sem dúvida o escritor que melhor retrata a diversidade brasileira. Ele não se restringe a falar das elites, suas futilidades e vitórias. O mundo desagradável da pobreza, onde se escondem as prostitutas, os bêbados e os vagabundos, é um dos principais assuntos de seus livros, mas tudo é tratado com a perspicácia de alguém que sabe fazer humor. Na verdade, em seus romances, Jorge Amado pretendeu fazer o leitor perceber que a literatura não deve apenas entreter, mas também politizar e conscientizar.

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Jorge Amado. Fonte: Enciclopedia Delta

A Morte e a Morte de Quincas Berro d’Água é uma das melhores narrativas escritas por Jorge Amado. Publicada em 1958, conquistou desde logo a admiração de quantos dela se aproximaram. Nitidamente imbricada no Realismo Mágico, mistura sonho e realidade; loucura e racionalidade; amor e desamor; ternura e rancor, de forma envolvente e instigante. Vale à pena mergulhar neste fantástico universo baiano e ler cada palavra até o fim. E depois da leitura, para os interessados em conhecer mais a fundo a vida dos personagens e sentir toda atmosfera das ladeiras de Salvador retratadas no livro, o filme é uma excelente pedida.

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Os trocadilhos da Copa

Conferindo rapidamente os nomes dos jogadores que compõem as 32 seleções do Mundial 2010, notamos que este ano os narradores esportivos não sofrerão tanto quanto os narradores da Copa do Mundo da Alemanha, que, para aqueles que não recordam, foi um cenário perfeito para verdadeiros trava-línguas. 4711380526_b62fae04f31

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Toda Copa do Mundo é muito mais do que o confronto entre grandes estrelas, a qualidade dos ataques, a posição das defesas, a reação dos técnicos e a empolgação da torcida. Neste fantástico encontro de povos, culturas e costumes diversos, os jogadores correm pelos gramados dos estádios, disputando a bola em busca de gols, estampando em suas camisetas nomes que soam curiosos, engraçados, impronunciáveis e até embaraçosos.

Em 2006, a sonoridade dos nomes de alguns atletas causou desconforto aos locutores. O veterano meio-campista holandês Cocu deixou os nossos locutores várias vezes em uma verdadeira saia justa. Já para os espectadores brasileiros, a narração foi motivo de risadas e de muito divertimento. Imaginem um jogo repleto de frases como “parte Cocu para o ataque”, “avança Cocu” ou “toca a bola Cocu”. Enquanto os torcedores se divertiam, alguns locutores de rádio e TV tentavam agir com naturalidade, tomando cuidado para não fazer qualquer tipo de graça com a situação.

Outros nomes que ficaram na memória dos narradores esportivos do Brasil são Delgado, de Angola, e Grosso, da Itália, que formavam uma verdadeira dupla intestinal quando estavam em campo. Grosso deve até ter causado um falso julgamento das mulheres brasileiras, fãs de futebol, em relação ao seu comportamento em campo. Já a seleção paraguaia vai ser lembrada por não ter feito jus aos nomes dos seus defensores chamados Cárceres e Parede, pois decepcionaram seus torcedores, voltando para casa antes mesmo da segunda fase.

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Morre aos 87 anos autor português José Saramago

Homenagem a Saramago (1922-2010)                     

Morreu, nesta sexta feira, em Lanzarote, o maior e mais polêmico escritor português de todos os tempos: José Saramago. Saramago foi nada mais nada menos o escritor que mudou a literatura portuguesa e a pôs em cena no campo internacional. Vítima de câncer, há alguns anos o autor estava com a saúde debilitada. Nos últimos tempos, foi hospitalizado várias vezes, principalmente devido a problemas respiratórios.

Saramago nasceu em 1922, em Azinhaga (uma aldeia de Portugal) numa família humilde. Antes de se dedicar à literatura, trabalhou como desenhista industrial, mecânico, serralheiro e gerente de produção de uma editora.
Com um estilo próprio, conquistou em 1983 o Prêmio Camões, a mais importante distinção dada a um escritor em língua portuguesa, e em 1998 venceu o primeiro Prêmio Nobel de Literatura. Deixou como legado uma obra literária vasta e fantástica traduzida em mais de 30 países.

Saramago era um autor prolífico. Em 60 anos, além de romances, publicou diários, contos, peças, crônicas e poemas. Seus romances convidam e incitam o leitor a rebelar-se. Suas principais obras são Levantado do chão (1980), Memorial do convento (1982), O ano da morte de Ricardo Reis (1984), História do cerco de Lisboa (1989), O Evangelho segundo Jesus Cristo (1991), Ensaio sobre a cegueira (1995), As intermitências da morte (2005).
Em 1947, publicou seu primeiro romance, Terra do pecado e só depois de 19 anos lançou  Os poemas possíveis.

Seu último romance publicado foi Caim, no final de 2009. O livro lança um olhar irônico sobre o velho testamento, extremamente criticado pela Igreja.
Atualmente Saramago escrevia um livro sobre a indústria do armamento. Em uma entrevista, afirmou: “Todo mundo tem armas, vivemos numa sociedade de violência, que é aceita e a televisão está nos dizendo todos os dias que a vida humana não tem nenhuma importância”.

Além das obras, o escritor deixa uma fundação com seu nome cujo objetivo é promover o estudo da obra literária.
Sem sombra de dúvida, Saramago foi e sempre será figura de referência em nossa cultura. Como disse o escritor Mário Cláudio: “Saramago vai durar o que durar a literatura portuguesa”. 

Deixe aqui sua homenagem a esse importante autor.

Por Fernanda Covino

Copa do Mundo x linguagem

Os conflitos da linguagem no mundial

Você já parou para pensar como os problemas relacionados à linguagem podem afetar as seleções do mundial? Este ano, dos 32 times que participarão da Copa do Mundo, 12 são treinados por técnicos estrangeiros.

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Mascote da Copa do Mundo 2010 - África do Sul.  Galeria de Shine. Licenciada pelo Creative Comons. Atribuição 2.0  Genérico.

Dunga, comandante da seleção brasileira, leva uma vantagem com relação a muitos técnicos de outras seleções: ele fala a mesma língua que seus jogadores e isso pode fazer a grande diferença, já que o  léxico de uma língua mostra uma mesma coisa de maneira bem diferente em outros idiomas. Em português, por exemplo, torcedor remete ao gesto de esmagar apaixonadamente a própria bandeira ou camisa em sinal de afeto pelo time. Em inglês, “torcedor” é supporter, ou seja, o que dá sustentação ao time; já em espanhol, a figura que se entrega de corpo e alma à equipe é chamada de hincha.

É importante compreender que os léxicos de línguas diferentes não são meras listas de palavras que podem ser relacionadas biunivocamente de uma língua para outra. Como vimos, uma mesma palavra pode ser “traduzida” de um modo muito diferente.

As seleções que representam países africanos são as que mais terão estrangeiros no banco. A própria África do Sul tem como idioma oficial o africanês e como treinador Carlos Alberto Parreira, cujo idioma nativo é o português. A Costa do Marfim tem como língua oficial o francês e seu técnico é sueco (Sven-Goran Eriksson). O idioma oficial de Gana é o inglês e o seu comandante é sérvio (Milovan Rajevac). A Nigéria, que também tem o inglês como língua oficial, possui um sueco como treinador (Lars Lagerback). Estão na mesma situação as seleções da Austrália, da Grécia e da Inglaterra. A língua oficial da Austrália é o inglês e seu técnico é holandês (Pim Verbeek). A Grécia tem o grego como língua oficial e como treinador um alemão (Otto Rehhagel). Na Inglaterra, o inglês é o idioma oficial e o técnico da seleção do país é um italiano (Fabio Capello). Esses times contam com o auxílio de tradutores para facilitar a comunicação entre os técnicos e seus respectivos jogadores. Aposta perigosa acatada com resignação pelos países que decidiram por ela.  As cinco seleções africanas restantes possuem uma pequena vantagem: seus técnicos vêm de países onde se fala o mesmo idioma dos jogadores.

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